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7 limites planetários já rompidos pioram e atingem maior nível de pressão já registrado, diz relatório

Representação visual dos limites planetários. Globaia/Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK) Os sete limites planetários que já estavam fora da faixa considerada segura pioraram em 2026 e atingiram os maiores níveis de pressão já registrados, aponta um novo relatório feito por mais de 60 cientistas e coordenado pelo Instituto Potsdam para Pesquisa sobre o Impacto Climático (PIK), na A

Por Redação Publicado em 21 de setembro de 2026 às 17:15 4 min de leitura

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7 limites planetários já rompidos pioram e atingem maior nível de pressão já registrado, diz relatório
Publicado originalmente por [fonte]


Representação visual dos limites planetários.

Globaia/Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK)

Os sete limites planetários que já estavam fora da faixa considerada segura pioraram em 2026 e atingiram os maiores níveis de pressão já registrados, aponta um novo relatório feito por mais de 60 cientistas e coordenado pelo Instituto Potsdam para Pesquisa sobre o Impacto Climático (PIK), na Alemanha.

O número de limites ultrapassados continua o mesmo do levantamento anterior. A novidade agora é que todos os sete seguem em piora.

➡️ O relatório também aponta avanço da acidificação dos oceanos e sinais de que florestas, solos e outros ecossistemas podem estar perdendo parte da capacidade de absorver o gás carbônico emitido pelas atividades humanas.

Os chamados limites planetários são indicadores usados para acompanhar nove processos fundamentais para o funcionamento da Terra.

Ultrapassar um deles não significa que haverá um colapso imediato, mas indica aumento do risco de mudanças graves e difíceis de reverter.

🌎 Os sete limites que seguem fora da faixa segura são:

mudanças climáticas;

perda de biodiversidade;

mudanças no uso da terra;

alterações na água doce;

desequilíbrios nos ciclos de nitrogênio e fósforo;

poluição por substâncias produzidas pelo homem, como plásticos e compostos químicos;

acidificação dos oceanos.

Os dois limites que continuam dentro da faixa considerada segura em escala global são os relacionados à camada de ozônio e à quantidade de partículas suspensas na atmosfera, como poeira, fumaça e fuligem.

Mesmo assim, o relatório ressalta que algumas regiões ainda apresentam níveis elevados dessas partículas.

Agora no g1

Segundo Boris Sakschewski, principal autor do relatório, a piora simultânea dos sete indicadores mostra que a pressão sobre os sistemas naturais continua aumentando.

“O diagnóstico é claro. A pressão está aumentando em todos os limites planetários que já estão fora da faixa segura”, afirmou.

Um dos pontos de atenção da edição de 2026 é a capacidade da própria natureza de ajudar a retirar gás carbônico da atmosfera.

Vegetação e solos absorvem uma parcela importante das emissões de CO₂ produzidas pelas atividades humanas.

Mas episódios repetidos de calor, seca, incêndios e degradação de ecossistemas podem diminuir essa absorção e, em algumas regiões, fazer com que áreas que antes retiravam carbono da atmosfera passem a liberá-lo.

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O relatório afirma que observações recentes levantam dúvidas sobre até que ponto florestas e outros ecossistemas conseguirão manter essa função nas próximas décadas.

“Nossa trajetória para zerar as emissões líquidas depende do funcionamento desses sistemas naturais. As observações atuais levantam um sinal de que o planeta pode estar perdendo parte dessa capacidade de proteção”, disse Sakschewski.

Gráfico mostra os nove limites planetários e indica quais já estão fora da faixa considerada segura para o funcionamento da Terra.

Reprodução/Planetary Health Check 2026

Outro ponto de piora é a acidificação dos oceanos. O fenômeno ocorre quando o mar absorve parte do gás carbônico presente na atmosfera, alterando a química da água.

Isso dificulta, por exemplo, a formação e a manutenção de conchas e esqueletos de alguns organismos marinhos e pode afetar cadeias alimentares, pesca e ecossistemas costeiros.

O levantamento também reforça que os nove limites não funcionam separadamente. Alterações no clima, na biodiversidade, na água, nas florestas e nos oceanos podem se influenciar e ampliar os efeitos umas das outras.

Apesar do cenário de piora, os pesquisadores destacam que há exemplos de recuperação. A camada de ozônio, por exemplo, voltou para a faixa considerada segura após acordos internacionais restringirem substâncias responsáveis por sua degradação.

Para Johan Rockström, diretor do PIK e um dos autores do relatório, medidas para reduzir essas pressões ainda podem mudar a trajetória.

“Não temos o luxo do tempo, mas temos o conhecimento, a capacidade e as soluções para mudar de rumo”, afirmou.

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Stephane Mahe/REUTERS

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