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Aldeias indígenas e comunidades rurais: MT tem 114 locais de votação em áreas de difícil acesso

Terra Indígena Perigara, da etnia Bororo, é o único local de votação da comunidade e tem 77 eleitores aptos a votar. Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) Mato Grosso tem 114 locais de votação em áreas de difícil acesso, entre aldeias indígenas, comunidades rurais e ribeirinhas, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Algumas dessas localidades ficam a a

Por Redação Publicado em 2 de outubro de 2026 às 19:49 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Aldeias indígenas e comunidades rurais: MT tem 114 locais de votação em áreas de difícil acesso
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Terra Indígena Perigara, da etnia Bororo, é o único local de votação da comunidade e tem 77 eleitores aptos a votar.

Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT)

Mato Grosso tem 114 locais de votação em áreas de difícil acesso, entre aldeias indígenas, comunidades rurais e ribeirinhas, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Algumas dessas localidades ficam a até 350 km das sedes das Zonas Eleitorais e exigem uma operação logística especial para garantir que os eleitores possam votar.

Do total, 38 locais estão em aldeias indígenas, 66 em áreas rurais e 10 em áreas urbanas. Apesar da classificação, os locais urbanos também são considerados de difícil acesso devido à distância, às condições das estradas e à necessidade de transporte por embarcações.

Um exemplo é a Escola Estadual Olavo Bilac, em Rondolândia, que pertence à 61ª Zona Eleitoral. Para chegar ao local, é necessário enfrentar dificuldades de deslocamento, que podem incluir longos trajetos por estradas de chão e transporte fluvial.

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A 57ª Zona Eleitoral, com sede em Paranatinga, concentra o maior número de locais de difícil acesso, com 12 localidades. Em 11 delas, o deslocamento é feito por estradas sem asfalto. Seis desses locais ficam em aldeias indígenas, entre elas as aldeias Ulupuwene, Pakuera, Marechal Rondon, Villas Boas, Ipatse e Mehinako, distribuídas entre Paranatinga e Gaúcha do Norte.

Além disso, em oito localidades, o trajeto inclui transporte fluvial e trechos de estradas asfaltadas e não asfaltadas. Em duas escolas indígenas de Marcelândia, o percurso também exige a passagem por pontes de madeira.

O transporte aéreo é necessário em sete localidades, todas em aldeias indígenas. São elas: Metuktire e Capoto, em Peixoto de Azevedo; Pavuru, em Feliz Natal; Perigara, em Barão de Melgaço; e Villas Boas, Ipatse e Mehinako, em Gaúcha do Norte.

Para atender aos 114 locais, o TRE-MT prepara uma estrutura logística que inclui urnas eletrônicas, equipamentos de informática, transporte, equipes técnicas e apoio das forças de segurança. Segundo a presidente do tribunal, desembargadora Serly Marcondes Alves, a operação foi organizada para garantir que os eleitores possam exercer o direito ao voto sem precisar se deslocar para outras localidades.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-MT, Leon Santos Filho, 131 técnicos vão atuar na transmissão dos resultados. O número é maior que o total de locais de votação porque algumas Zonas Eleitorais também terão equipes de suporte técnico.

Todos os 114 locais utilizarão o sistema JE Connect, com conexão à internet via satélite para transmitir os resultados da votação. Os profissionais responsáveis pela operação passaram por treinamento, e parte deles já tem experiência na função.

Para garantir o funcionamento do sistema, o TRE-MT enviou 572 dispositivos JE Connect aos cartórios eleitorais do estado, além de 199 kits de reserva.

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