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Antes de desistir da disputa ao Senado, Ricardo Salles gastou R$ 3 milhões em campanha e recebeu R$ 3,1 milhões do fundão eleitoral

O candidato do Novo ao Senado por São Paulo, Ricardo Salles, que desistiu da candidatura a seis dias da eleição. Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo O candidato ao Senado do Partido Novo, Ricardo Salles, anunciou nesta segunda-feira (28) a desistência da corrida para as duas vagas de senador pelo estado, a seis dias da eleição. Apesar da renúncia em favor dos candidatos Guilherme Derrite (PP) e André

Por Redação Publicado em 29 de setembro de 2026 às 08:18 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Antes de desistir da disputa ao Senado, Ricardo Salles gastou R$ 3 milhões em campanha e recebeu R$ 3,1 milhões do fundão eleitoral
Publicado originalmente por [fonte]

O candidato do Novo ao Senado por São Paulo, Ricardo Salles, que desistiu da candidatura a seis dias da eleição.

Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo

O candidato ao Senado do Partido Novo, Ricardo Salles, anunciou nesta segunda-feira (28) a desistência da corrida para as duas vagas de senador pelo estado, a seis dias da eleição. Apesar da renúncia em favor dos candidatos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), ele já tinha gastado mais de R$ 3 milhões em recursos de campanha, grande parte desse dinheiro vindo do fundo público partidário, o chamado ‘fundão eleitoral’. A prestação de contas do candidato registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que ele tinha recebido R$ 4,7 milhões em doações eleitorais. A maior parte dos recursos – cerca de R$ 3,1 milhões – foram de doações do próprio diretório do Novo e são valores oriundos do fundão eleitoral, segundo a prestação de contas do agora ex-candidato ao Senado. Ricardo Salles desiste de concorrer ao Senado

Até a segunda-feira (25), ele tinha recebido o total bruto de R$ 4.788.500,00 em doações de campanha. Desse valor, R$ 3.146.000,00 foram doações do Diretório Nacional do Partido Novo e outros R$ 670.000,00 do diretório estadual. O descritivo aponta que os R$ 3,1 milhões do diretório nacional vieram do fundão eleitoral, enquanto as doações do estadual são descritas como “doações de campanha”, oriundas de pessoas físicas. Gastos de campanha

Dos R$ 3 milhões em despesas já gastas, R$ 893 mil foram de material gráfico de campanha, como adesivos e os famosos ‘santinhos’. Outros R$ 400 mil foram em impulsionamento nas redes sociais em geral e outros R$ 269 mil em pagamentos ao Facebook com o mesmo objetivo. Para a contratação de advogados foram outros R$ 250 mil, além de R$ 140 mil em despesas de consultoria e gestão estratégica de comunicação eleitoral e R$ 139 mil em locação de carros. NÚMEROS DE RICARDO SALLES

Total de doações de campanha: R$ 4.788.500,00

Doações do fundão eleitoral: R$ 3.146.000,00 Doações de pessoas físicas: R$ 972.500,00

Gastos de campanha até 28/09: R$ 3.069.735,42

Sobra até 28/09: R$ 1.718.765,00

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Sobra de campanha A diferença entre o total de doações recebidas por Salles - R$ 4.788.500,00 – e o total de despesas contratadas - R$ 3.069.735,42 – é de cerca de R$ 1,7 milhão. O g1 procurou o deputado Ricardo Salles para saber se haverá devolução de recursos para os doadores ou ao fundão eleitoral, mas o candidato disse apenas o seguinte: "A campanha foi feita de forma exemplar e as despesas estão todas devidamente registradas", escreveu por meio de mensagem de Whatsapp.

Os gastos de campanha de Ricardo Salles (Novo) antes da desistência da candidatura ao Senado por São Paulo.

Reprodução/TSE

O fundador do partido Novo – João Amoedo – fez duras críticas ao partido e especialmente aos candidatos da legenda que desistiram ou pensam e desistir do pleito nesta semana. Segundo Amoedo, o partido nasceu justamente para se contrapor ao uso de recursos públicos para financiar as campanhas políticas. “O Novo foi criado com o compromisso de não utilizar dinheiro público. Em 2018, com essa promessa, batemos a cláusula de barreira, elegemos 8 deputados federais e, assim, o partido teve direito a receber R$ 100 milhões do Fundo Partidário. Agora, em 2026, a atual direção do Novo resolveu utilizar estes recursos para a campanha eleitoral, sob o pretexto de que era essencial para o crescimento do partido”, disse Amoedo.

“E assim a direção do NOVO, com este dinheiro dos brasileiros, fez suas 4 maiores apostas: Ricardo Salles, que desistiu da candidatura ao Senado: R$ 3,6 milhões. Deltan Dallagnol, cuja candidatura está suspensa e pode ser indeferida pelo TSE: R$ 2,9 milhões”, declarou Amoedo. O g1 procurou a atual direção do partido para comentar o assunto, mas também não recebeu retorno. Fundador do Novo, João Amoedo critica rumos do partido com desistência de candidaturas e uso do fundão eleitoral.

Reprodução/Redes Sociais

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