Após 6 meses na Guerra da Ucrânia, brasileiro volta e surpreende esposa em hospital de RO: 'Fiquei em choque'
Após 6 meses na Guerra da Ucrânia, brasileiro volta e surpreende esposa em RO Um vídeo de um reencontro familiar emocionante ganhou as redes sociais nos últimos dias. O registro mostra o momento em que Manrik Martins retorna ao Brasil e surpreende a esposa após passar seis meses na Ucrânia, onde serviu na guerra (veja acima). Em entrevista ao g1, Manrik contou que deixou o Brasil sem a intenção de
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Após 6 meses na Guerra da Ucrânia, brasileiro volta e surpreende esposa em RO
Um vídeo de um reencontro familiar emocionante ganhou as redes sociais nos últimos dias. O registro mostra o momento em que Manrik Martins retorna ao Brasil e surpreende a esposa após passar seis meses na Ucrânia, onde serviu na guerra (veja acima).
Em entrevista ao g1, Manrik contou que deixou o Brasil sem a intenção de ir para o Leste Europeu. Antes de chegar à Ucrânia, ele passou três meses na Espanha e em Portugal e disse que decidiu seguir para o front ucraniano por impulso.
“Eu fiquei, ao todo, na Ucrânia por seis meses, mas longe do Brasil foram nove meses, né? Contando o período em que passei na Espanha e em Portugal”, detalhou.
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Segundo Manrik, após concluir o treinamento militar, ele já havia decidido deixar a missão. No entanto, esperou resolver questões financeiras e bancárias antes de comunicar a decisão aos superiores, pois temia não receber o salário que havia sido prometido.
Depois de resolver as pendências, ele decidiu deixar o país. Manrik conta que, assim que comunicou a decisão aos superiores, passou a receber pressão para permanecer na Ucrânia.
De volta ao Brasil, o jovem disse que demorou a acreditar que havia chegado ao país. Enquanto isso, alguns familiares ajudavam a organizar a surpresa para a esposa.
“A maior dificuldade em manter o disfarce era o fato de que sempre fazíamos ligações de vídeo. Como ela queria saber onde eu estava e para onde ia, precisei inventar várias histórias, dizendo que estava indo para lugares diferentes para não estragar o plano”, relatou.
A surpresa aconteceu no hospital onde a esposa trabalha, em Chupinguaia (RO). Manrik explicou ao g1 que o encontro ocorreu por coincidência, já que Rayane Barros estava de plantão naquele dia. No vídeo, ela aparece emocionada ao perceber que o marido havia retornado ao Brasil.
“Eu fiquei em choque. Não sabia se ria ou se chorava. Minhas pernas estavam tremendo e tive uma sensação de desmaio. Como eu iria chamar um médico, se eu era a própria médica de plantão?!”, brincou Rayane Barros, médica e esposa de Manrik.
Manrik Martins passou nove meses longe do Brasil, sendo seis deles na Ucrânia
Reprodução/redes sociais
Brasileiros na Ucrânia
Não é incomum ouvir português em áreas sob controle militar ucraniano. Agora, após uma reforma nos contratos e nos salários oferecidos a combatentes, as autoridades de Kiev esperam ampliar ainda mais a participação de estrangeiros na guerra contra a Rússia, inclusive de brasileiros.
Embora os números exatos sejam mantidos em sigilo por razões estratégicas, diferentes elementos apontam para uma presença significativa de brasileiros no conflito. Um deles é a existência de uma companhia militar formada majoritariamente por falantes de português e liderada por brasileiros.
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Nas redes sociais, os canais oficiais de recrutamento de estrangeiros da Ucrânia publicam regularmente conteúdos em português, muitos deles convidando brasileiros a aderirem às forças ucranianas.
Outro indício são as contagens não oficiais de mortos e desaparecidos baseadas em anúncio públicos disponíveis na internet, que colocam o Brasil entre os países com maior número de combatentes estrangeiros mortos na guerra.
Durante a apuração desta reportagem, o país aparecia na terceira posição, com mais de 100 mortes, atrás de Estados Unidos e Colômbia.
Dados parecidos também são citados pelo Itamaraty, que confirmou 92 brasileiros desaparecidos e 35 óbitos. O número mais que dobrou desde dezembro do ano passado.