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Após um mês, inquérito sobre acidente que matou três mortes em saída de festa no AC não foi concluído: 'Sofrimento'

Colisão entre carro e motocicletas deixa três mortos na BR-364 Um mês após o acidente que matou três pessoas e deixou outra ferida na BR-364, entre Tarauacá e Feijó, interior do Acre, a Polícia Civil informou que ainda não concluiu a investigação do caso. Além disto, foi feito um exame nessa quarta-feira (30) para avaliar as lesões sofridas pelo sobrevivente. 👉Contexto: Os amigos Nahyure Antonieta

Por Redação Publicado em 1 de outubro de 2026 às 19:23 6 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Após um mês, inquérito sobre acidente que matou três mortes em saída de festa no AC não foi concluído: 'Sofrimento'
Publicado originalmente por [fonte]

Colisão entre carro e motocicletas deixa três mortos na BR-364

Um mês após o acidente que matou três pessoas e deixou outra ferida na BR-364, entre Tarauacá e Feijó, interior do Acre, a Polícia Civil informou que ainda não concluiu a investigação do caso. Além disto, foi feito um exame nessa quarta-feira (30) para avaliar as lesões sofridas pelo sobrevivente.

👉Contexto: Os amigos Nahyure Antonieta Gomes de Oliveira, de 21 anos, e Antônio Carlos Parente da Silva, de 25, voltavam de moto para Feijó após participarem do rodeio na ExpoTarauacá. Já Verony da Costa Viana Silva, de 46 anos e o esposo, Ocelio José Sousa da Silva, de 49, o único sobrevivente, seguiam em outra moto quando foram atropelados pelo advogado e ex assessor especial da Casa Civil do Acre, João Victor Casas Lopes, na madrugada de 30 de agosto.

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Ao g1, o delegado José Ronério resumiu que o relátório com a elaboração do caso ainda está sendo preparado. A autoridade policial, no entanto, não confirmou se o suspeito de causar o acidente seria indiciado. João Victor chegou a ser preso em flagrante e exonerado do cargo de assessor especial da Casa Civil, mas foi solto no dia seguinte após pagar fiança de mais de R$ 16 mil.

João Victor Casas Lopes é advogado e atuava na Casa Civil antes de ser exonerado; ele foi preso em flagrante

Reprodução

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À época, a Polícia Civil confirmou que o advogado havia consumido bebida alcoólica. Imagens publicadas em uma rede social também mostraram ele bebendo durante a ExpoTarauacá, enquanto participava de atividades na feira.

Diante da situação de indefinição, familiares das vítimas pedem celeridade nas investigações. Confira o que disseram à reportagem:

a filha de Verony e Ocelio;

o irmão de Nahyure Antonieta;

a prima de Antônio Carlos Parente da Silva.

Nahyure Antonieta, Antônio Carlos e Verony Viana eram conhecidos e estavam em duas motocicletas quando foram atropelados

Arquivo pessoal

'Minha vida não faz sentido'

A dor vivida no último mês tem sido difícil para Elikéssia Viana, filha de Verony e Ocelio. Ao g1, a jovem descreveu a mãe como uma pessoa dedicada à família e disse que ainda tenta lidar com as consequências da colisão. Com a morte da matriarca, ela é quem tem ajudado na recuperação do pai.

“Quem conhecia minha mãe sabe o quanto ela gostava de viver, ajudar o próximo, reunir todos, familiares e amigos. Minha mãe era uma pessoa muito responsável e bastante dedicada e agora depois disso, vejo que meu pai foi um grande milagre de Deus e eu poderia ter ficado orfã [de pai também]", afirmou.

➡️ A filha do casal disse que, após o acidente, Océlio teve seis costelas fraturadas, além de uma lesão no fígado e uma mancha no pulmão que ainda não desapareceu completamente. Desde então, ele se recupera em casa mas ainda com dores e dificuldades para dormir.

Verony e o esposo Ocelio com os demais familiares comemorando um aniversário

Arquivo pessoal

Ainda segundo Elikéssia, a mãe Verony era o principal apoio da casa e ajudava a cuidar do marido, que é analfabeto, e do filho caçula, de 17 anos. Emocionada, a filha ainda explicou também que tem duas filhas que eram muito próximas da avó.

"Essa demora na definição de quem causou o acidente só aumenta o nosso sofrimento. O que mais queremos é justiça, justiça por três vidas que esse irresponsável tirou. Hoje faz 30 dias que minha vida não faz sentido", declarou.

'Tentamos aprender a viver com a dor'

Outra vítima do acidente foi a estudante Nahyure Antonieta, de 21 anos. Um mês após a perda, o irmão dela, Nahylton Antônio Braga de Oliveira Júnior, explicou como tem feito para lidar com a perda da única irmã mulher entre cinco irmãos, e relatou o sofrimento da família a espera por respostas.

"Faz um mês que perdemos minha irmã, um amigo e, junto com eles, mais duas famílias também foram destruídas pela dor. Enquanto choramos, tentamos aprender a viver com essa dor e quem causou tudo isso está em casa, seguindo sua vida", declarou.

Ainda segundo Nahylton, os familiares não buscam vingança, mas uma resposta das autoridades. "Queremos justiça. Queremos que nossos familiares não sejam esquecidos e que suas vidas tenham o valor que sempre tiveram. Cadê a justiça? Até quando vamos esperar por respostas?", indagou.

Nahyure (terceira à esquerda) com os irmãos e os pais em uma confraternização; ela era filha única

Arquivo pessoal

'Que não haja privilégios'

Já uma prima de Antônio Carlos Parente da Silva, de 25 anos, que preferiu não ser identificada, também cobrou que a investigação esclareça as circunstâncias da colisão e que eventuais responsabilidades sejam apuradas sem privilégios, devido ao suspeito ser advogado.

"Espero que sejam comprovadas as responsabilidades e que não haja privilégios. Se for confirmado que ele bebeu bebida alcoólica e mesmo assim assumiu a direção de um carro, isso precisa ser levado em consideração pois foram três famílias destruídas", disse.

Ela também destacou que a condição profissional ou social do investigado não deve interferir na apuração. "Não importa se ele é advogado, se ocupa um cargo importante ou a condição social dele. A lei precisa valer para todos. Que ele responda pelas três vidas que ele tirou", completou.

Antônio Carlos Parente da Silva completaria 26 anos no dia 20 de outubro

Arquivo pessoal

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