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Associações de imprensa manifestam 'profunda indignação' com intervenção judicial em regras do debate da Globo

Debate presidencial: dinâmica incentiva a apresentação de propostas e a discussão dos principais temas do Brasil Jornal Nacional/ Reprodução A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestaram, nesta quinta (1º), em nota conjunta, "profunda indignação com a intervenção judicial

Por Redação Publicado em 1 de outubro de 2026 às 22:19 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Associações de imprensa manifestam 'profunda indignação' com intervenção judicial em regras do debate da Globo
Publicado originalmente por [fonte]

Debate presidencial: dinâmica incentiva a apresentação de propostas e a discussão dos principais temas do Brasil

Jornal Nacional/ Reprodução

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestaram, nesta quinta (1º), em nota conjunta, "profunda indignação com a intervenção judicial nas regras previamente definidas" no debate que a Globo faria com os candidatos à Presidência da República. "As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos", diz a nota. Após receber duas intimações judiciais, a Globo decidiu cancelar o debate.

A primeira foi assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e atendeu a um pedido da coligação da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A segunda intimação recebida pela emissora foi referente a uma decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a um pedido feito pelo partido Solidariedade sobre a participação de Renan Santos (Missão) no debate. Em outra decisão, da última terça-feira (29), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, alterou entendimento da própria Corte eleitoral sobre a contagem de parlamentares no Congresso Nacional para fins de debate e decidiu que Romeu Zema, do Novo, teria direito de participar.

As associações disseram que os "excessos judiciais" impediram o acesso ao debate de propostas dos candidatos. "Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate", acrescentou o posicionamento divulgado pelas associações. Veja a nota na íntegra: A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se solidarizam com a TV Globo e manifestam profunda indignação com a intervenção judicial nas regras previamente definidas que levou ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno. As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos. Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate. Brasília, 1º de outubro de 2026. Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão Associação Nacional de Editores de Revistas Associação Nacional de Jornais

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