Bebê de um ano e meio aguarda há meses por cirurgia urológica em MG; prefeitura diz que não tem especialista
Bebê de um ano e meio aguarda há meses por cirurgia renal em Poços de Caldas Um bebê de um ano e meio aguarda há cinco meses por uma cirurgia urológica em Poços de Caldas (MG). Levi Campos de Araújo tem diagnóstico de hidronefrose, condição caracterizada pela dilatação do sistema dos rins, associada a uma obstrução urinária. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo a mãe, Gabriela C
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Bebê de um ano e meio aguarda há meses por cirurgia renal em Poços de Caldas
Um bebê de um ano e meio aguarda há cinco meses por uma cirurgia urológica em Poços de Caldas (MG). Levi Campos de Araújo tem diagnóstico de hidronefrose, condição caracterizada pela dilatação do sistema dos rins, associada a uma obstrução urinária.
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Segundo a mãe, Gabriela Campos, o menino nasceu com essa condição e, desde então, faz acompanhamento médico e exames regularmente, mas, diante do comprometimento da função renal, ele precisa passar por uma pieloplastia, que é a cirurgia indicada para corrigir a obstrução.
O pedido, apontado como urgência, chegou à Secretaria Municipal de Saúde em 15 de abril deste ano, foi analisado, aprovado e inserido no sistema Conecta ainda naquele mês. Mas, até agora, a solicitação aguarda agendamento, sem data definida para a cirurgia.
Bebê aguarda por cirurgia urológica em Poços de Caldas, mas cidade não tem especialista
Reprodução EPTV
Segundo o diretor de Qualidade da Secretaria Municipal de Saúde, João Carlos Naldoni Júnior, a falta de um especialista em urologia infantil na rede local é um dos obstáculos para o atendimento. "Qual que é o grande problema do caso do Levi? É um procedimento tão específico que ocorre com uma frequência tão pequena que nós não temos na região profissional habilitado para fazer ou o equipamento necessário. E a equipe está se dedicando a buscar, em outras partes do estado e fora do estado, um local mais adequado para fazer esse atendimento da criança", afirmou.
Espera dura meses
A família de Levi afirma que o pedido de avaliação para cirurgia está em andamento desde o ano passado. A criança teve uma consulta marcada para 26 de agosto, mas o atendimento foi desmarcado e remarcado para 16 de setembro, data em que, segundo a mãe, também não foi realizado. A Secretaria de Saúde informou que o atendimento de 26 de agosto não ocorreu por indisponibilidade do médico cirurgião pediátrico responsável. A consulta então foi reagendada para 16 de setembro, conforme a disponibilidade da agenda assistencial. A pasta explicou que o caso foi tratado como reagendamento por ajuste de fluxo, e não como uma determinação individual de adiamento.
A espera pelo procedimento na rede pública levou a família a criar uma campanha para arrecadar dinheiro e tentar realizar a cirurgia na rede particular. Segundo a mãe, o procedimento pode custar entre R$ 15 mil e R$ 20 mil.
Secretaria diz que busca profissional para realizar cirurgia
Em resposta a requerimento da Câmara Municipal sobre o caso do Levi e a fila para procedimentos médicos, a Secretaria Municipal de Saúde informou que 43 crianças estão cadastradas no sistema Conecta com indicação de procedimento cirúrgico relacionado à urologia. Como não há urologista infantil na rede municipal, os pacientes são inicialmente avaliados por um cirurgião pediátrico e, quando é confirmada a necessidade de um procedimento que exige a atuação do especialista, é emitido o formulário para Tratamento Fora do Domicílio (TFD), benefício do Sistema Único de Saúde (SUS) que garante transporte, alimentação e hospedagem para pacientes que precisam se deslocar para outras cidades para realizar procedimentos de média e alta complexidade. Fila para procedimentos
Família faz vaquinha para operar menino de um ano que precisa de cirurgia urológica
A situação de Levi chamou atenção da Câmara Municipal para o problema das filas por procedimentos na rede pública de saúde de Poços de Caldas.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, em julho de 2026, o município tinha 35.219 solicitações em demanda reprimida, distribuídas entre 147 especialidades e tipos de exames especializados. Entre as especialidades com maior número de solicitações aguardando atendimento estavam dermatologia, com 3.657 pedidos; oftalmologia, com 3.214; psiquiatria, com 2.879; neurologia, com 2.743; otorrinolaringologia, com 2.396; e ortopedia, com 2.352.
Segundo a Secretaria de Saúde, as equipes de Saúde da Família contam atualmente com um médico responsável e não há, no momento, equipe sem cobertura médica. A pasta explica que essas equipes são formadas por médicos generalistas e que os atendimentos especializados são realizados na rede de atenção especializada, a partir dos encaminhamentos e dos fluxos de regulação.
De acordo com Naldoni Júnior, mais de 23 mil procedimentos são agendados mensalmente, e a prefeitura tem desenvolvido ações para aumentar consultas especializadas, principalmente nas áreas com maior demanda, como neuropediatra e dermatologista e tem realizado mutirões de cirurgia e procedimentos fora do município. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas