Betinho, chefe do PCC resgatado de cadeia e preso na Bolívia, tentou forjar a própria morte; entenda
Roberto Prieto Filho foi resgatado de cadeia em Guarujá, SP g1 Santos e Reprodução Roberto Prieto Filho, conhecido como Betinho e preso na Bolívia suspeito de chefiar o Primeiro Comando da Capital (PCC), tentou forjar a própria morte perante a Justiça durante uma acusação de tráfico de drogas. Ele foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em setembro d
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Roberto Prieto Filho foi resgatado de cadeia em Guarujá, SP
g1 Santos e Reprodução
Roberto Prieto Filho, conhecido como Betinho e preso na Bolívia suspeito de chefiar o Primeiro Comando da Capital (PCC), tentou forjar a própria morte perante a Justiça durante uma acusação de tráfico de drogas. Ele foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em setembro de 2025. Cabe recurso.
De acordo com a Polícia Civil, Betinho integrava a célula da organização criminosa ligada ao Guarujá, no litoral de São Paulo, e era responsável por abastecer pontos de venda de drogas por toda a Baixada Santista. Em janeiro de 2022, ele foi resgatado de uma cadeia no município.
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Ele foi preso na última terça-feira (22) em Santa Cruz de La Sierra pela Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), da Polícia Boliviana, após troca de informações com a Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil de São Paulo.
Em nota, a defesa de Roberto, por meio do advogado Mathaus Agacci, disse que não comenta processo que tramita sob segredo de Justiça. "Reafirma, contudo, que continuará a atuar para assegurar o pleno respeito aos direitos e às garantias de seu constituinte", disse.
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Forjou a própria morte
Em 2021, ele também foi investigado por ser o braço direito do PCC na exportação de drogas pelo Porto de Santos, após a prisão de Fernando Almeida Lima, o Feu, que estaria utilizando imóveis ligados a Betinho para armazenamento dos entorpecentes.
A Justiça considerou, porém, que não havia provas suficientes de que ele estivesse envolvido no tráfico internacional. Ele acabou condenado por tráfico de drogas no Brasil, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, em janeiro de 2023.
Após a decisão, a defesa dele recorreu ao TJ-SP para reverter a decisão. De acordo com o processo, os advogados apresentaram uma certidão de óbito falsa nos autos, noticiando que Roberto havia falecido, o que foi descoberto pela Procuradoria Geral da Justiça.
Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, após a prisão na Bolívia, Betinho foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) Chácara Belém, em São Paulo, e depois deve ir para um presídio de segurança máxima.
Resgatado de cadeia
Comércios da região foram atingidos por disparos de fuzil durante ação de resgate em Guarujá, SP
Thaís Rozo/g1
Em janeiro de 2022, pelo menos dois integrantes do PCC foram resgatados de uma delegacia por homens armados com fuzis, horas depois de terem sido presos em uma operação da Polícia Civil, em Guarujá.
Segundo apurado pelo g1, os homens armados com fuzis chegaram à cadeia anexa ao 1º DP de Guarujá, onde Roberto Prieto Filho, o “Betinho”, e Pablo Ribeiro Lopes Santos aguardavam transferência após serem presos na noite anterior.
Os criminosos usaram escadas para acessar o pátio interno da unidade e abriram fogo para impedir a reação dos carcereiros. Com isso, os dois presos conseguiram escapar. Durante a ação, um terceiro detento também aproveitou a confusão e fugiu.
Para dificultar a chegada da Polícia Militar, os criminosos usaram ônibus para bloquear a Avenida Santos Dumont, uma das principais vias da cidade. Uma testemunha relatou ter visto três homens com fuzis atirando para o alto e obrigando o motorista de um ônibus a atravessá-lo na avenida.
A ação durou, segundo a testemunha, entre 15 e 20 minutos. Após a fuga, os criminosos deixaram o local em um carro. Os veículos e objetos utilizados na ação foram apreendidos e encaminhados para perícia.
Cartuchos deflagrados foram encontrados pela via após ação criminosa
Thaís Rozo/g1
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