Bia Kicis: ‘dobradinha’ com Michelle leva deputada e ex-procuradora ao mandato no Senado
A deputada distrial Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Zack Stencil/PL A deputada federal Bia Kicis (PL) foi eleita senadora pelo Distrito Federal nas eleições deste domingo (4). Advogada e procuradora aposentada do DF, ela chega ao Senado após dois mandatos na Câmara dos Deputados. A campanha foi marcada pela dobradinha com Michelle Bolsonaro (PL), que também conquistou uma vaga n
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A deputada distrial Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Zack Stencil/PL
A deputada federal Bia Kicis (PL) foi eleita senadora pelo Distrito Federal nas eleições deste domingo (4). Advogada e procuradora aposentada do DF, ela chega ao Senado após dois mandatos na Câmara dos Deputados.
A campanha foi marcada pela dobradinha com Michelle Bolsonaro (PL), que também conquistou uma vaga no Senado. As duas fizeram campanha juntas, compartilhando agendas e buscando votos do eleitorado alinhado ao PL.
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Quem é Bia Kicis
Bia Kicis em almoço com empresários, em imagem de arquivo
Foto: Izac Tomaz / Assessoria
Nascida em 1961, em Resende, no Rio de Janeiro, Beatriz Kicis Torrents de Sordi é formada em direito pela Universidade de Brasília (UnB), onde estudou entre 1980 e 1984.
Antes de entrar na política, atuou na Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), onde permaneceu até 2016, quando se aposentou como subprocuradora-geral.
A atuação política ganhou projeção a partir de 2015, quando passou a participar de manifestações e movimentos de apoio ao então deputado Jair Bolsonaro, que se tornaria presidente da República em 2019.
Eleição para a Câmara dos Deputados
Aliada de Bolsonaro, Bia Kicis é eleita presidente da CCJ na Câmara dos Deputados
Bia Kicis foi eleita deputada federal pela primeira vez em 2018, pelo PRP, com 86.415 votos. Durante o primeiro mandato, Bia passou a ocupar posições de destaque na Câmara. Em março de 2021, tornou-se a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das principais comissões da Casa, responsável por analisar a constitucionalidade das propostas.
Em 2022, já no PL, foi reeleita com 214.733 votos, a maior votação para deputado federal no Distrito Federal naquele ano. O resultado também representou a maior votação proporcional do país para o cargo.
A deputada presidiu a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, entre 2023 e 2024. Em 2024 e 2025, liderou a Minoria na Câmara. Em março de 2026, assumiu a liderança da Minoria no Congresso Nacional.
Voto impresso e controvérsias
A deputada Bia Kicis na Câmara usando uma máscara com a expressão 'E daí?'
Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Entre as propostas apresentadas por Bia Kicis está a PEC que previa a impressão do voto nas eleições. A medida foi rejeitada pelo plenário da Câmara em agosto de 2021, por não alcançar o número mínimo de votos necessário para aprovação.
Em 2020, a deputada também foi alvo de críticas após publicar uma imagem com conteúdo racista para criticar o processo seletivo exclusivo para negros, realizado pela empresa Magazine Luiza. A publicação motivou um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). Em maio de 2022, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento do caso.
Em 2021, o Conselho de Ética da Câmara abriu um processo contra a parlamentar após acusações de que ela teria incentivado um motim de policiais militares na Bahia. Na ocasião, Bia classificou o processo como uma ofensiva contra ela e alegou que suas manifestações estavam protegidas pela imunidade parlamentar.
Emendas e questionamentos
Bia Kicis no plenário da Câmara dos Deputados em 4 de fevereiro de 2025.
Mário Agra/Câmara dos Deputados
Em 2025, Bia Kicis destinou R$ 250 mil em emendas parlamentares ao Instituto Viver-Brasil para o projeto "Mulheres que Tecem Histórias". O repasse foi questionado após a divulgação de anúncios de uma loja de Taguatinga que destacavam o nome "Bia".
O PSOL apresentou uma denúncia por suspeita de propaganda eleitoral antecipada. A parlamentar negou ter relação com a empresa e afirmou que não era responsável pelas peças publicitárias nem tinha conhecimento prévio delas.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que o Tribunal Regional Eleitoral analisasse o caso. Em outra representação, dessa vez apresentada pela senadora Leila do Vôlei (PDT), a Justiça Eleitoral determinou a retirada dos anúncios.
Em 2026, a deputada também destinou R$ 150 mil em emendas à Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida por Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O valor não chegou a ser repassado por problemas técnicos no contrato.
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