Bombeiro acusado de matar estudante a tiros já se envolveu em confusão no trânsito em 2021
Bombeiro é levado em viatura após prisão em flagrante em Taubaté. Reprodução/TV Vanguarda O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, acusado de matar a tiros o estudante Bruno Hashimura San Juliano no trânsito, em Taubaté (SP), nesta quarta-feira (30), já se envolveu em uma confusão no trânsito anos atrás, em São José dos Campos (SP). Segundo apuração da TV Vanguarda, um boletim de ocorr
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Bombeiro é levado em viatura após prisão em flagrante em Taubaté.
Reprodução/TV Vanguarda
O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, acusado de matar a tiros o estudante Bruno Hashimura San Juliano no trânsito, em Taubaté (SP), nesta quarta-feira (30), já se envolveu em uma confusão no trânsito anos atrás, em São José dos Campos (SP).
Segundo apuração da TV Vanguarda, um boletim de ocorrência registrado em julho de 2021 relata uma confusão no trânsito envolvendo Marcos e um outro motorista. No documento, os dois aparecem como "autor/vítima".
Ainda no documento, o bombeiro relatou aos policiais que dirigia um carro pela Avenida Mário Covas, no Jardim Satélite, quando foi fechado por um motorista e que, em seguida, encontrou o carro estacionado no bairro São Judas Tadeu.
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Marcos então relatou que, quando estacionou, o motorista do outro veículo teria descido com uma faca. O bombeiro, segundo o documento, sacou uma arma de fogo e fez a abordagem, mas o motorista entrou no veículo e fugiu.
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O que diz a defesa de Marcos
Em nota, o advogado Cláudio Rodrigues Moreira afirma que as ocorrências anteriores foram arquivadas e não resultaram em denúncia ou ação penal contra Marcos. Sobre o episódio de 2021, a defesa diz que a versão divulgada atualmente não corresponde ao relato apresentado pelo bombeiro e afirma que ele sequer teria saído do veículo.
A defesa também pede cautela na divulgação dos fatos anteriores e afirma que procedimentos arquivados não devem ser apresentados como condenações ou antecedentes criminais.
Leia a íntegra da nota:
"A defesa de Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, por intermédio do Escritório Dr. Claudio Rodrigues Moreira, vem a público prestar esclarecimentos a respeito de informações que vêm sendo divulgadas acerca de fatos pretéritos envolvendo seu constituinte.
Inicialmente, a defesa esclarece que as ocorrências anteriores mencionadas, objeto de boletins de ocorrência e de apuração em inquérito policial, foram arquivadas, não tendo resultado em oferecimento de denúncia pelo Ministério Público ou na instauração de ação penal em desfavor de Marcos Paulo.
Especificamente quanto ao episódio ocorrido no ano de 2021, Marcos Paulo declarou à defesa que a narrativa que atualmente vem sendo apresentada não corresponde, segundo sua versão, à realidade concreta dos acontecimentos.
Conforme relatado pelo defendido, naquela ocasião houve apenas uma discussão decorrente de situação de trânsito, sendo que ele sequer teria descido de seu veículo.
Marcos Paulo também informou à defesa que não tinha conhecimento da existência de inquérito policial instaurado para apuração daquele fato, ressaltando-se que a investigação não resultou no oferecimento de denúncia pelo Ministério Público e tampouco deu origem a processo criminal em seu desfavor.
A defesa entende ser necessário que fatos pretéritos sejam tratados com a devida cautela e dentro de seu efetivo contexto jurídico, especialmente quando não resultaram em denúncia ou ação penal, evitando-se que narrativas relativas a procedimentos já arquivados sejam apresentadas publicamente como se correspondessem a condenações ou antecedentes criminais decorrentes de processos judiciais.
Por fim, a defesa de Marcos Paulo reafirma que continuará prestando todos os esclarecimentos necessários nos meios próprios, com respeito às instituições e ao trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos", diz a nota.
Outro lado
No boletim, contudo, o motorista do veículo deu outra versão sobre o caso. Aos policiais, o homem contou que quem o teria fechado no trânsito foi Marcos e que o bombeiro o teria seguido e feito gestos obscenos.
O homem contou ainda que o carro teria estacionado mais à frente do ocorrido, mas que ele não parou e seguiu viagem. Não há registro de um desfecho da história no documento.
Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, era estudante do 4º semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau).
Reprodução/TV Vanguarda
O caso em Taubaté
O estudante de Medicina, Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, foi morto a tiros após se envolver em uma discussão no trânsito com o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra Oliveira, de 28 anos. O caso aconteceu na última quarta-feira (30), na Avenida do Povo, em Taubaté.
Após ser alvejado, Bruno tentou correr em direção à delegacia do município, mas caiu poucos metros, na calçada. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Marcos chegou a ser preso em flagrante, mas, após passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (1º), teve a liberdade provisória concedida.
Estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morreu após ser baleado durante uma discussão de trânsito em Taubaté.
Arte g1
Investigação
A dinâmica do que aconteceu quando os dois carros pararam no semáforo ainda é investigada. A defesa do bombeiro afirma que ele agiu em legítima defesa após ser ameaçado com um objeto que parecia ser uma arma.
"A polícia judiciária ainda está em diligências por testemunhas, por câmeras do trajeto dos locais dos fatos, pra poder elucidar aí também a nossa tese de legítima defesa", afirmou o advogado Claudio Rodrigues Moreira.
Estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano corre após ser baleado por bombeiro em Taubaté
Reprodução
Uma testemunha ouvida pela polícia apresentou uma versão diferente. Segundo o depoimento, o bombeiro teria ido até o carro de Bruno, quebrado o vidro e efetuado os disparos, sem que houvesse uma ameaça. A família de Bruno contesta a versão apresentada pela defesa.
"Ele tava voltando da faculdade, ele estudava... era isso. Família que amava ele. Vai trazer de volta? Não vai. Ele não matou meu primo, ele matou a família inteira", disse Felipe San Juliano, primo de Bruno.
A investigação deve analisar imagens de câmeras de segurança e ouvir testemunhas para esclarecer a dinâmica da ocorrência.
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