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Brasil segue com o maior juro real do mundo mesmo após novo corte da Selic; veja ranking

Como a Selic mexe com tudo na sua vida O Brasil segue com o maior juro real do mundo mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, em decisão anunciada nesta quarta-feira (16). 🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses.

Por Redação Publicado em 16 de setembro de 2026 às 18:32 3 min de leitura

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Brasil segue com o maior juro real do mundo mesmo após novo corte da Selic; veja ranking
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Como a Selic mexe com tudo na sua vida

O Brasil segue com o maior juro real do mundo mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, em decisão anunciada nesta quarta-feira (16).

🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no país ficou em 8,45%.

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A Rússia manteve a segunda colocação, com juros reais de 6,79%. No levantamento anterior, a diferença para o Brasil era de apenas 0,21 ponto percentual: 9,30% contra 9,09%. A Colômbia continuou em terceiro lugar, com taxa real de 6,33%.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que a alta das expectativas de inflação para os próximos 12 meses reduziu os juros reais na maioria dos países, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.

A Argentina, que passou por um forte choque econômico sob o governo de Javier Milei, tem oscilado no ranking. Neste mês, o país ficou na 7ª posição, com juro real de 2,69%, em meio a um cenário econômico ainda desafiador e de inflação elevada.

Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.

Ranking de juros reais - setembro

Arte/g1

O levantamento também mostra que, entre 164 países:

72,56% mantiveram os juros inalterados;

21,34% elevaram as taxas;

e 6,10% promoveram cortes.

No grupo dos 40 países que compõem o ranking:

55% mantiveram os juros;

35% elevaram as taxas;

e 10% realizaram cortes.

Queda da Selic

Nesta quarta-feira, o Copom anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, para 13,75% ao ano. Foi a quinta redução consecutiva.

A decisão foi tomada apesar da escalada das tensões no Oriente Médio, que impulsionou os preços do petróleo e pode pressionar a inflação brasileira por meio da alta dos combustíveis.

O movimento ocorre apesar do aumento das tensões no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e pode pressionar a inflação brasileira por meio do aumento dos combustíveis.

Mesmo diante desse cenário, a inflação oficial do país encerrou agosto em 4,22% no acumulado de 12 meses, dentro da margem de tolerância da meta perseguida pelo Banco Central.

Juros nominais

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação projetada), a taxa brasileira caiu da terceira para a quarta posição, ficando atrás da Rússia.

Veja abaixo:

Turquia: 37%

Argentina: 29%

Rússia: 14%

Brasil: 13,75%

Colômbia: 12%

África do Sul: 7%

México: 6,50%

Indonésia: 5,75%

Hungria: 5,50%

Índia: 5,25%

Filipinas: 5%

Chile: 4,50%

Austrália: 4,35%

Hong Kong: 4%

Estados Unidos: 4%

Polônia: 3,75%

Reino Unido: 3,75%

República Tcheca: 3,75%

Israel: 3,25%

China: 3%

Coréia do Sul: 3%

Malásia: 2,75%

Nova Zelândia: 2,75%

Alemanha: 2,65%

Áustria: 2,65%

Espanha: 2,65%

Grécia: 2,65%

Holanda: 2,65%

Portugal: 2,65%

Bélgica: 2,65%

França: 2,65%

Itália: 2,65%

Canadá: 2,25%

Dinamarca: 2,10%

Taiwan: 2%

Suécia: 1,75%

Cingapura: 1,07%

Tailândia: 1%

Japão: 1%

Suíça: 0%

Sede do Banco Central em Brasília

Raphael Ribeiro/BCB

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