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Casal condenado a quase 400 anos de prisão por estupro de vulnerável fez pelo menos dez vítimas, diz MP

Casal é condenado a 400 anos por estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia infantil Reprodução/Agência Brasil O casal que foi condenado a quase 400 anos de prisão por estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia infantil fez pelo menos dez vítimas, de acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO). Os crimes foram cometidos entre 2021 e julho de 2025, em Morrinhos, no sul do es

Por Redação Publicado em 20 de setembro de 2026 às 13:20 3 min de leitura

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Casal condenado a quase 400 anos de prisão por estupro de vulnerável fez pelo menos dez vítimas, diz MP
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Casal é condenado a 400 anos por estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia infantil

Reprodução/Agência Brasil

O casal que foi condenado a quase 400 anos de prisão por estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia infantil fez pelo menos dez vítimas, de acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO). Os crimes foram cometidos entre 2021 e julho de 2025, em Morrinhos, no sul do estado, e só foram descobertos graças à filha deles, que descobriu mensagens trocadas entre os dois sobre nudez, relacionada a ela própria, e avisou a familiares.

Como os nomes dos condenados não foram divulgados, o g1 não conseguiu entrar em contato com as suas defesas. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), ainda cabe recurso à sentença, mas os dois réus continuam presos desde outubro de 2025, quando houve o flagrante.

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De acordo com o TJGO, o homem e a mulher tiveram as seguintes condenações:

Mulher: 159 anos e 17 dias de reclusão, além de 270 dias-multa;

Homem: 204 anos, 4 meses e 10 dias de reclusão, além de 342 dias-multa.

O casal ainda perdeu o poder familiar aos filhos e terá que indenizar em R$ 30 mil cada vítima de crime sexual e em R$ 10 mil as que tiveram imagens armazenadas por eles. Segundo o Ministério Público, as crianças tinham entre 3 e 7 anos à época dos acontecimentos.

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As mensagens descobertas pela filha estavam no celular da mãe. Eram do pai pedindo a ela que tirasse foto dela nua. A criança mostrou essas mensagens à tia e à avó, que, então, comunicaram o caso às autoridades.

Essa filha era usada pelo pai e pela mãe para atrair crianças até a casa onde a família morava, no Setor São Francisco de Assis. De acordo com o MP, o casal tinha duas formas de atraí-las: por meio da oferta de serviços de babá, pela mulher, às mães da vizinhança; e por convites às amigas da filha do casal para brincar na casa.

Os abusos aconteciam quando as crianças eram deixadas sob os cuidados do casal. A partir da quebra do sigilo dos dados dos celulares, autorizada pela Justiça, a polícia descobriu centenas de horas de gravação de material pornográfico das vítimas, entre eles vídeos nos quais o homem e a mulher aparecem abusando delas.

Além das indenizações, a Justiça determinou que todas as vítimas tenham acompanhamento psicológico.

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