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Caso Davi Sebba: policiais são condenados por matar advogado há 14 anos em supermercado

Policiais acusados de matar advogado Davi Sebba há 14 anos enfrentam júri popular Após 14 anos, o Tribunal do Júri de Goiânia condenou dois policiais militares e absolveu um terceiro pela morte do advogado Davi Sebba Ramalho, em um estacionamento de supermercado, em Goiânia. O soldado da Polícia Militar Jonathas Atenevir Jordão, apontado como autor do crime, foi condenado a 12 anos por homicídio q

Por Redação Publicado em 3 de outubro de 2026 às 07:32 2 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Caso Davi Sebba: policiais são condenados por matar advogado há 14 anos em supermercado
Publicado originalmente por [fonte]

Policiais acusados de matar advogado Davi Sebba há 14 anos enfrentam júri popular

Após 14 anos, o Tribunal do Júri de Goiânia condenou dois policiais militares e absolveu um terceiro pela morte do advogado Davi Sebba Ramalho, em um estacionamento de supermercado, em Goiânia. O soldado da Polícia Militar Jonathas Atenevir Jordão, apontado como autor do crime, foi condenado a 12 anos por homicídio qualificado e absolvido da acusação de porte de arma. Já o tenente Ednailton Pereira de Souza recebeu pena de 10 anos por homicídio simples e porte de arma. O sargento Luiz Frederico de Oliveira foi absolvido de todas as acusações.

A sentença foi lida na noite de sexta-feira (2), após dois dias de julgamento. O g1 entrou em contato com a defesa dos três acusados para um posicionamento. Antes da conclusão do julgamento, a defesa de Jonathas reforçou que ele era inocente. O g1 não conseguiu contato com a defesa dos outros dois acusados até a última atualização desta reportagem.

O crime

O advogado Davi Sebba tinha 38 anos quando foi morto com um tiro no peito, em 5 de julho de 2012, no estacionamento de um supermercado localizado na Avenida T-9, em Goiânia. Na época, os policiais alegaram que realizavam uma operação contra o tráfico de drogas e afirmaram que a vítima teria reagido à abordagem armada.

Contudo, as investigações e laudos periciais apontaram que o advogado estava desarmado, com as mãos no volante, quando foi atingido, e que uma arma foi inserida no automóvel pelos agentes para simular um confronto inexistente.

Advogado Davi Sebba, morto com tiro no peito em estacionamento de hipermercado em Goiânia Goiás

Reprodução/Arquivo pessoal

Momento esperado

Ao g1, Pedro Ivo, irmão do advogado, contou durante o julgamento, que o momento era muito esperado pela família. Ele defendeu que os policiais tivessem o direito de se defender, mas afirmou esperar que eles fossem condenados.

"Depois de 14 anos estamos, hoje, iniciando esse julgamento que eu espero que ocorra da forma mais justa possível, e que, inclusive, os acusados tenham chance de se defender, coisa que o meu irmão não teve. Mas que, ao final, todos os três policiais sejam condenados por todos os crimes que eles cometeram", argumentou o irmão.

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