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Caso Gustavo: o que se sabe sobre o indiciamento do pai e da madrasta pela morte da criança

Polícia conclui inquérito do caso Gustavo Veloso e indicia pai e madrasta por vicaricídio A investigação da morte de Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos de idade, chocou a cidade de Palmas (TO) após a criança ser encontrada morta na residência do pai em agosto de 2026. Inicialmente apresentada pelo genitor como um afogamento acidental em piscina, a versão foi descartada pelos laudos do Instit

Por Redação Publicado em 1 de outubro de 2026 às 10:55 7 min de leitura

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Caso Gustavo: o que se sabe sobre o indiciamento do pai e da madrasta pela morte da criança
Publicado originalmente por [fonte]

Polícia conclui inquérito do caso Gustavo Veloso e indicia pai e madrasta por vicaricídio

A investigação da morte de Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos de idade, chocou a cidade de Palmas (TO) após a criança ser encontrada morta na residência do pai em agosto de 2026. Inicialmente apresentada pelo genitor como um afogamento acidental em piscina, a versão foi descartada pelos laudos do Instituto Médico Legal (IML), que constataram múltiplas agressões físicas e violência sexual.

O caso mobilizou a 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), resultando na prisão preventiva dos suspeitos. A Polícia Civil do Tocantins concluiu o inquérito policial indiciando o pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, e a madrasta, Kathellen Moreira da Silva. A apuração enquadrou o homicídio na tipificação de vicaricídio, quando a agressão ao filho busca causar sofrimento emocional à mãe, além de apontar crimes como tortura e fraude processual. Paralelamente, a Justiça determinou o trancamento definitivo de qualquer investigação contra a mãe do menino, reconhecendo sua condição de vítima.

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Veja abaixo o que se sabe sobre o caso Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos

Reprodução/TV Anhanguera

O que aconteceu no caso Gustavo Veloso?

No dia 2 de agosto de 2026, o menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, morreu enquanto passava o fim de semana na casa de seu pai, em Palmas. O advogado Igor Veloso de Sousa, procurou a polícia apenas no fim da tarde do dia seguinte, alegando que o filho havia se afogado na piscina, expelido água e morrido enquanto dormia. Contudo, o laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) descartou qualquer sinal de afogamento e revelou que a criança faleceu em decorrência de hemorragia interna provocada por traumatismos severos e violência sexual. Diante das evidências e contradições, a Polícia Civil efetuou a prisão preventiva de Igor e da madrasta Kathellen Moreira.

A frieza de Igor Veloso de Sousa durante interrogatório impressionou o delegado responsável pelo inquérito. Segundo Eduardo Menezes, ao ver um vídeo do menino Gustavo, o acusado aumentou o tom de voz e repreendeu a criança.

Quais foram os crimes atribuídos ao pai e à madrasta?

Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas

Divulgação/Instagram Delegado Eduardo Meneses

Após a conclusão do inquérito da DHPP, o pai Igor Veloso de Sousa foi indiciado pelos crimes de vicaricídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual. A madrasta, Kathellen Moreira da Silva, foi indiciada pelos crimes de vicaricídio e fraude processual, figurando na apuração por omissão perante as agressões praticadas contra o enteado. Ambos estão presos em unidades do sistema prisional do Tocantins desde o dia 6 de agosto. O que é o crime de vicaricídio e por que ele foi aplicado neste caso?

A violência vicária ocorre quando o agressor provoca danos ou a morte de filhos e dependentes de uma mulher com o objetivo específico de causar sofrimento, punição ou controle sobre ela. No caso Gustavo, a polícia fundamentou o indiciamento no histórico de conflitos, ameaças de morte e desamparo financeiro promovidos por Igor contra a ex-companheira, Sabrina Feitosa. Em depoimento, o próprio pai admitiu que o estopim das agressões ocorreu quando o menino disse que a mãe havia autorizado seu banho na piscina, o que gerou sua irritação e descontrole.

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O que revelou o laudo pericial do IML?

O laudo do IML apontou que a morte de Gustavo ocorreu com extrema crueldade, insensibilidade e multiplicidade de lesões. Os exames periciais constataram lesões na face, traumatismo interno na cabeça e na barriga, hemorragia interna e laceração intestinal decorrente de violência sexual. A perícia técnica confirmou ainda que as lesões anais foram provocadas por inserção de objetos com a criança ainda viva, o que caracterizou o crime autônomo de tortura.

Como ocorreu a alteração da cena do crime?

A Polícia Civil identificou que a cena do crime foi intencionalmente modificada antes da chegada das autoridades. O corpo do menino foi limpo, trocado de roupa e posicionado na cama enrolado em um edredom para simular que havia falecido naturalmente durante o sono. Além disso, na manhã de segunda-feira, o casal dispensou a babá da residência antes que ela visse a criança, que a polícia acredita já estar morta desde a noite anterior. O atraso de quase 24 horas para acionar a polícia e o ocultamento de celulares também fundamentaram a acusação.

Havia histórico anterior de denúncias contra o pai?

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A investigação reuniu registros de que Gustavo retornava das visitas ao pai com lesões, hematomas e arranhões desde 2024. A mãe, Sabrina Feitosa, havia gravado vídeos do filho chorando e se recusando a ir para a casa do pai afirmando "ele me bate", além de registros em que a criança aparentava estar dopada. A mãe também possuía medida protetiva contra Igor desde 2023 por ameaças de morte e movia ação judicial pela pensão alimentícia atrasada.

Sabrina Feitosa era contratada pelo escritório do qual Igor é proprietário e chegou a ser demitida 10 dias após dar à luz ao filho. Conforme o delegado responsável pelo caso, Eduardo Menezes, depoimentos de testemunhas, colhidos durante a investigação sobre a morte de Gustavo, revelaram que o pai do menino apresentava mudanças drásticas de comportamento e se tornava agressivo quando consumia bebidas alcoólicas.

Qual foi a decisão da Justiça em relação à mãe e à advogada do menino?

Sabrina Feitosa ao lado do filho Gustavo Veloso

Reprodução/Instagram de Sabrina Feitosa

A 3ª Vara Criminal de Palmas determinou o trancamento definitivo do inquérito instaurado contra a mãe, Sabrina Feitosa, e sua advogada, Stella Bueno. O juiz concedeu habeas corpus reconhecendo que Sabrina é vítima de um contexto contínuo de violência doméstica e coação, tendo buscado atendimento médico e socorro na rede de proteção para o filho. Em relação à advogada, o magistrado afirmou que sua atuação ocorreu estritamente no exercício da profissão, sendo protegida pelo sigilo profissional.

O que alegam as defesas dos investigados Igor Veloso e Kathellen Moreira?

A defesa dos investigados declarou que discorda dos indiciamentos e ressaltou que a conclusão policial não representa juízo definitivo de culpa. Os advogados sustentam que os fatos e laudos periciais serão discutidos no momento processual adequado com garantia do contraditório. A defesa de Kathellen Moreira solicitou habeas corpus e prisão domiciliar alegando que ela é mãe de uma bebê de 5 meses em amamentação, mas o pedido foi negado pela Justiça em razão da gravidade dos crimes. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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