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Caso Isabelle Caracristi: sogra e cunhado da jovem e mais cinco pessoas prestam depoimento à polícia

O que se sabe sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi Sete pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (24), relacionadas ao caso da estudante Isabelle Caracristi, encontrada morta no condomínio onde vivia com o namorado, João Munhoz Neto, no bairro Aldeota, em Fortaleza. Ele está preso por suspeita de incitação ao suicídio e violência psicológica. A investigação policial a

Por Redação Publicado em 24 de setembro de 2026 às 17:03 8 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Caso Isabelle Caracristi: sogra e cunhado da jovem e mais cinco pessoas prestam depoimento à polícia
Publicado originalmente por [fonte]


O que se sabe sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi

Sete pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (24), relacionadas ao caso da estudante Isabelle Caracristi, encontrada morta no condomínio onde vivia com o namorado, João Munhoz Neto, no bairro Aldeota, em Fortaleza. Ele está preso por suspeita de incitação ao suicídio e violência psicológica.

A investigação policial aponta que a jovem se jogou do terraço do prédio. Os sete depoimentos foram colhidos no 2º Distrito Policial, na capital. Quando o irmão de João chegou para depor, o carro que ele utilizava foi alvo de busca pelos policiais.

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Conforme apuração da TV Verdes Mares, entre as pessoas ouvidas estão:

A mãe de João Munhoz, Sara Regina Alexandre Munhoz, servidora da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP);

O irmão de João Munhoz;

A cunhada de João (namorada do irmão);

Uma amiga do irmão e da cunhada;

Uma amiga de infância de Isabelle;

Um homem, que estava com uma mulher na piscina do condomínio quando Isabelle caiu;

Uma mulher, que estava com o homem na piscina do condomínio quando Isabelle caiu.

O irmão de João Munhoz, sua namorada e a amiga dos dois foram chamados para depor porque eles levaram João de volta ao prédio quando ficaram sabendo da morte de Isabelle.

O veículo que eles usaram no dia, um Hyundai Creta, foi alvo de uma busca pelos policias do 2º DP, que apreenderam dois rádios de comunicação e um dispositivo de luz. Os objetos foram apresentados à polícia e devolvidos ao automóvel.

A mãe de João, Sara Regina, foi exonerada do cargo de direção na Coordenadoria de Execução da Saúde Prisional, da SAP, na última terça-feira (22). A Secretaria alegou que a decisão foi uma medida estritamente administrativa.

Já o homem e a mulher não identificados foram convocados enquanto testemunha da queda de jovem - quando caiu, Isabelle atingiu a área próximo da piscina, onde o casal estava. A amiga de Isabelle foi chamada a depor, mas informou que não recebeu nenhuma mensagem da estudante antes da morte.

Isabelle Caracristi e João Munhoz Neto

Reprodução

A investigação da Polícia Civil aponta que a morte de Isabelle Caracristi, ocorrida na noite de 13 de setembro, foi motivada por precipitação voluntária, isto é, ela se atirou do rooftop do prédio localizado no bairro Aldeota. João Munhoz foi preso na última terça-feira (22) por suspeita de violência psicológica e não colaboração com as investigações, conforme a Polícia Civil.

O corpo teve múltiplas lesões com a queda, mas não apresentava sinais de violência. Porém, a polícia disse que outras possibilidades ainda não foram completamente descartadas e que o caso permanece em investigação.

Mais de 700 vídeos estão sendo analisados pela Polícia Civil. O Delegado-Geral, Márcio Gutiérrez, informou que não há câmeras de segurança no rooftop, mas imagens de outros pontos do prédio e de áreas próximas corroboram a conclusão da investigação sobre a queda.

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Prisão preventiva

João Munhoz Neto foi preso por suspeita de incitação ao suicídio e violência psicológica.

Redes sociais/Reprodução

João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado da universitária Isabelle Caracristi, 22, encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com ele, em Fortaleza, foi preso preventivamente nesta terça-feira (22). Ele foi detido em um condomínio no bairro Aldeota, na capital cearense.

A advogada Lígia Peixe, que representa a defesa de João Munhoz, criticou a prisão preventiva, a qual ela disse que a pegou de surpresa. “Ele se apresentou voluntariamente, entregou o celular, eu deixei meus telefones, disse que a hora que precisassem ouvi-lo, ele estaria em qualquer lugar para ser ouvido. Demos o endereço e, de repente, a gente é surpreendido com isso”, comentou.

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O g1 apurou que o pedido de prisão preventiva tem como base os seguintes artigos do Código Penal:

122, induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou fornecer material para que a vítima provoque ferimento contra si;

147, ameaça.

Lígia Peixe disse ainda que, desde a morte, o cliente está fragilizado e sob efeito de remédios, mas não especificou quais medicações.

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A estudante universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado, de 34 anos, e familiares dele, na noite do último dia 13, no bairro Aldeota, em Fortaleza.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que a mãe da vítima divulgou um vídeo cobrando explicações e justiça pelo caso (confira no vídeo acima).

Isabelle Caracristi estava no segundo semestre do curso de Direito. Ela estagiou por aproximadamente 20 dias em um escritório de advocacia em Fortaleza, onde conheceu João Munhoz Neto. De acordo com a empresa, em agosto ela solicitou seu desligamento "por razões de ordem pessoal".

A mãe de Isabelle descreve a jovem como "intensa e romântica", uma "menina linda, extremamente amorosa":

"Quando eu viajava para trabalhar em Sobral, ela me ligava o tempo inteiro para saber se tinha chegado bem. Erámos muito amigas", disse Isorlanda Caracristi, em entrevista à TV Verdes Mares.

O celular e um tablet da mãe de João, identificada como Sara Regina Alexandre Munhoz, foram apreendidos pela Polícia Civil. O celular de Isabelle também foi recuperado e será periciado.

Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo Diário do Nordeste e confirmadas pelo g1 mostram a movimentação no condomínio onde a estudante de Direito foi encontrada morta. Abaixo, confira a cronologia do caso:

18h32 do dia 13 de setembro: O namorado de Isabelle vai até a portaria do Condomínio La Piazza.

Após 18h32 do dia 13 de setembro: o namorado e a mãe dele deixam o condomínio em um carro.

19h12 do dia 13 de setembro: Isabelle aparece sozinha em um elevador, com o celular na mão. Ela segue para o rooftop, no 23º andar.

Por volta de 20h40 do dia 13 de setembro: segundo a SSPDS, ocorre o óbito de Isabelle.

22h48 do dia 13 de setembro: o namorado da estudante retorna ao condomínio.

Noite de 13 de setembro: uma equipe da Perícia Criminal da Pefoce é acionada para atender à ocorrência. Durante os exames, são identificadas lesões no corpo da estudante compatíveis com impacto contra o solo.

14 de setembro: a mãe de Isabelle vai ao condomínio e é informada sobre a morte da filha.

18 de setembro: o caso ganha repercussão nas redes sociais após a mãe da estudante publicar um vídeo cobrando explicações e justiça.

20 de setembro: A mãe de João Munhoz foi encontrada no início da noite de domingo, na praia do Cumbuco, em Caucaia, município vizinho a Fortaleza. Lá, a Polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão para apreender o celular e o tablet dela.

21 de setembro: Dia de intensa movimentação na delegacia que investiga o caso, em Fortaleza. A mãe e o irmão de Isabelle foram ouvidos.

22 de setembro: João Munhoz Neto é preso preventivamente, por incitação ao suicídio e ameaça.

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Reprodução

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