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Centro de Ressocialização do Agreste recebe fábrica têxtil para trabalho de presos; entenda como funciona

SEAP inaugura fábrica têxtil no Centro de Ressocialização do Agreste Alexandre Felipe e Franci Almeida/Seap A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco (Seap) inaugurou, nesta quinta-feira (17), uma fábrica têxtil no Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), em Canhotinho, no Agreste de Pernambuco. A unidade começa as atividades com 56 pessoas privadas de liberdad

Por Redação Publicado em 18 de setembro de 2026 às 16:39 3 min de leitura

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Centro de Ressocialização do Agreste recebe fábrica têxtil para trabalho de presos; entenda como funciona
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SEAP inaugura fábrica têxtil no Centro de Ressocialização do Agreste

Alexandre Felipe e Franci Almeida/Seap

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco (Seap) inaugurou, nesta quinta-feira (17), uma fábrica têxtil no Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), em Canhotinho, no Agreste de Pernambuco. A unidade começa as atividades com 56 pessoas privadas de liberdade e tem capacidade prevista para chegar a 200 trabalhadores.

A fábrica foi instalada em parceria com a empresa Yets Premium Confecções e será voltada para atividades de corte, costura e produção de roupas em escala industrial, principalmente peças em jeans. A estrutura conta com 30 máquinas de costura e mesas destinadas à produção.

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Podem participar das atividades pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. A seleção começa a partir de uma lista de interesse mantida pela unidade prisional, seguida da análise de critérios compatíveis com as funções disponíveis e de uma avaliação do setor psicossocial.

A jornada poderá ser de 36 ou 44 horas semanais, conforme a organização das atividades. Os participantes receberão remuneração equivalente a 75% do salário mínimo, enquanto os 25% restantes serão destinados ao pecúlio penitenciário, reserva financeira entregue ao trabalhador no momento da liberação.

O trabalho também permite a remição da pena. A regra prevê a redução de um dia de pena a cada três dias trabalhados.

Detento trabalhando no Centro de Ressocialização do Agreste

Alexandre Felipe e Franci Almeida/Seap

Segundo o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, Paulo Paes, o trabalho, a qualificação profissional e o estudo são pilares para a ressocialização.

“Não é mais uma fábrica. É o caminho para a reinserção da pessoa custodiada na sociedade, no mercado de trabalho e na relação familiar”, afirmou.

Para o diretor geral da Yets Premium Confecções, Adriano Souza, a parceria também permite ampliar a produção da empresa. “Atende a dois aspectos: o desejo da empresa de crescer, de produzir mais, e também a oportunidade de ser um instrumento de benefício social”, disse.

Entre os trabalhadores está Almir José, de 35 anos, que passa a integrar a equipe da fábrica. Para ele, a oportunidade representa uma possibilidade de aprender uma nova profissão e construir perspectivas para o futuro.

“É uma esperança. Você não pode desistir. Mesmo que você tenha errado no passado, você é muito mais do que isso”, afirmou.

Fábrica têxtil no Centro de Ressocialização do Agreste

Alexandre Felipe e Franci Almeida/Seap

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