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Chefe de facção criminosa em MT é presa na Bolívia após mais de um ano foragida

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha” Reprodução A foragida Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma facção criminosa no norte de Mato Grosso, foi presa nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A captura ocorreu durante uma ação conjunta entre as polícias Civil de Mato Grosso e Boliviana

Por Redação Publicado em 23 de setembro de 2026 às 08:18 3 min de leitura

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Chefe de facção criminosa em MT é presa na Bolívia após mais de um ano foragida
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Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”

Reprodução

A foragida Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma facção criminosa no norte de Mato Grosso, foi presa nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A captura ocorreu durante uma ação conjunta entre as polícias Civil de Mato Grosso e Boliviana.

Angeliquinha estava foragida desde agosto de 2025, tem mais de 260 anos em condenações e seis mandados de prisão em aberto, expedidos ao longo deste ano.

Segundo as investigações, Angeliquinha exercia influência sobre atividades criminosas principalmente em Alta Floresta (MT) e região, incluindo tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilegais em áreas de garimpo. A investigada também possui mais de 260 anos de condenações acumuladas por diferentes crimes, entre eles homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa.

O nome de Angeliquinha também apareceu em uma investigação que levou à Operação Showdown, realizada pela Polícia Civil em março deste ano. A ação teve como alvo pessoas do núcleo familiar da investigada, apontadas como responsáveis por dar suporte às atividades criminosas e movimentar recursos que seriam provenientes do grupo.

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Entre os investigados estavam o pai, a filha e o genro de Angeliquinha. Conforme a apuração, eles teriam participado da estrutura de apoio à organização criminosa e da movimentação de dinheiro de origem ilícita. As investigações identificaram a circulação de mais de R$ 20 milhões em cerca de um ano e sete meses. Para os investigadores, os valores não eram compatíveis com a renda declarada pelos envolvidos.

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Empresas e outros negócios também teriam sido utilizados para tentar dar aparência legal ao dinheiro, segundo a Polícia Civil.

Além do tráfico de drogas e das extorsões, o grupo é investigado por envolvimento com a exploração de garimpos irregulares nas regiões de Alta Floresta (MT) e Nova Bandeirantes (MT).

Fuga da prisão

Angeliquinha estava presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, quando fugiu em 17 de agosto de 2025. Desde então, passou a ser procurada pelas forças de segurança.

A localização na Bolívia foi possível a partir do trabalho de investigação e da troca de informações entre as autoridades dos dois países. A ação contou com equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado e da Gerência Estadual de Polinter, além da Polícia Boliviana.

Após a captura, serão adotados os procedimentos necessários para o retorno de Angeliquinha ao Brasil, onde deverá cumprir as ordens judiciais expedidas contra ela.

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