Cinco homens apontados como chefes de facções presos na Bahia são transferidos para presídios federais de segurança máxima
Cinco chefes e integrantes de facções criminosas que estavam presos no Conjunto Penal de Serrinha, no interior da Bahia, foram transferidos para presídios federais de segurança máxima em Porto Velho, em Rondônia, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A transferência ocorreu nas últimas horas e foi divulgada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) nesta terça-feira (29). Segundo a S
Conteúdo de G1 — ler no site de origem
Cinco chefes e integrantes de facções criminosas que estavam presos no Conjunto Penal de Serrinha, no interior da Bahia, foram transferidos para presídios federais de segurança máxima em Porto Velho, em Rondônia, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A transferência ocorreu nas últimas horas e foi divulgada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) nesta terça-feira (29).
Segundo a SSP, os cinco homens são investigados ou condenados por crimes como tráfico de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro e corrupção de menores. Três deles são ligados ao Comando Vermelho (CV), enquanto os outros dois fazem parte do Bonde do Maluco (BDM).
A transferência foi realizada em uma ação conjunta da SSP, da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), do Ministério Público e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
A medida tem como base a chamada Lei Antifacção, sancionada neste ano, que ampliou as ferramentas de combate a organizações criminosas.
Quem são os cinco transferidos
Entre os presos está Fabio Santana Oliveira, conhecido como Panda, apontado como integrante do Comando Vermelho. Ele foi alvo da Operação Sintonia de Gravata, deflagrada em 2026, e já havia ficado preso em Barreiras, no oeste da Bahia, em 2025.
Também foi transferido Joabe Santos Souza, conhecido como Pastel ou Curupira, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho. Ele tem condenações por tráfico de drogas e homicídio. Segundo informações da SSP, em 2020, ele teria determinado a queima de um caminhão de lixo e de três ônibus do transporte público de Eunápolis, no extremo sul da Bahia.
Outro transferido é Leandro da Conceição Santos Fonseca, conhecido como Léo Gringo ou Shantaran, apontado como chefe do Bonde do Maluco. Ele é investigado por envolvimento em disputas pelo controle do tráfico no bairro de Itinga, em Salvador, e também foi alvo da Operação Sintonia de Gravata.
Léo Gringo já passou por unidades prisionais na Bahia e pelo presídio federal de Campo Grande. A esposa dele, a advogada Poliane Gomes França, foi presa na Operação Rainha do Sul.
Uillian da Silva Guimarães, conhecido como Gordura, Guigó, Gordo ou Gordão, é apontado como integrante do Comando Vermelho e também foi transferido. Segundo a SSP, ele é investigado por ações criminosas contra instituições financeiras e foi condenado pela Justiça Federal após o latrocínio de um policial militar da Bahia, em 2015.
O quinto transferido é Venicio Bacellar Costa, conhecido como Fofão, apontado como chefe do Bonde do Maluco. Ele já integrou o Baralho do Crime da SSP-BA e, segundo a secretaria, é investigado por fornecimento de armas e drogas e por encomendar mortes de rivais e devedores.
Fofão também é citado em investigações relacionadas a homicídios, porte ilegal de arma de fogo, roubos a instituições financeiras e sequestros. Em 2020, ele foi preso no Guarujá, em São Paulo.
Ligação com facções de outros estados
De acordo com a SSP, os três integrantes do Comando Vermelho teriam tentado implementar na Bahia uma forma de atuação baseada no domínio territorial de áreas por grupos criminosos, prática associada pela secretaria à atuação de organizações criminosas em estados do Sudeste.
Já os dois integrantes do Bonde do Maluco são apontados como parceiros de uma organização criminosa com atuação em São Paulo.
Segundo a SSP, a dupla também é investigada por envolvimento em um desvio de coletes balísticos do Exército Brasileiro, caso que é apurado pelas forças de segurança da Bahia.
A SSP informou que a transferência para presídios federais de segurança máxima tem como objetivo retirar esses presos do sistema penitenciário estadual e submetê-los a um regime de custódia federal.