Como a profissão pode abrir portas para brasileiros trabalharem nos EUA
Os Estados Unidos criaram cerca de 162 mil postos de trabalho fora do setor agrícola em agosto, segundo um levantamento divulgado no início de setembro. O resultado do chamado payroll, principal indicador do mercado de trabalho americano, mostrou uma recuperação acima do esperado. Para brasileiros que pensam em trabalhar e viver nos Estados Unidos, o cenário positivo pode despertar uma pergunta:
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Os Estados Unidos criaram cerca de 162 mil postos de trabalho fora do setor agrícola em agosto, segundo um levantamento divulgado no início de setembro. O resultado do chamado payroll, principal indicador do mercado de trabalho americano, mostrou uma recuperação acima do esperado.
Para brasileiros que pensam em trabalhar e viver nos Estados Unidos, o cenário positivo pode despertar uma pergunta: é possível transformar a profissão construída no Brasil em uma porta de entrada para o país? Ao contrário do que muita gente imagina, a resposta pode ser sim.
A profissão, a formação acadêmica, a experiência e o reconhecimento conquistados ao longo da carreira podem fazer parte de uma estratégia migratória, e o caminho não é necessariamente restrito a médicos, dentistas, engenheiros ou profissionais de tecnologia.
É nesse contexto que entra a atuação da Via Immigration. Há três anos no mercado, a empresa oferece, em São Luís, serviços voltados à emissão de vistos e ao planejamento de estratégias migratórias para brasileiros que pretendem estudar, trabalhar, empreender ou buscar a residência permanente nos Estados Unidos.
Segundo o advogado e especialista em direito imigratório Gabriel Ahid Costa, diferentes profissões podem encontrar possibilidades dentro da legislação americana, desde que o candidato consiga atender aos requisitos da categoria de visto escolhida.
“Tem algumas profissões que, de alguma forma, estão numa certa prateleira de preferências, mas qualquer profissão é possível de ter uma aprovação, desde que a gente consiga encaixar os requisitos do visto. Por isso, é necessário que essa pessoa tenha uma consultoria especializada para que o caminho seja mais tranquilo”, reforça o especialista.
Qualquer profissão pode ter chances de aprovação
Atualmente, há mais de dez tipos de vistos que podem ser explorados dentro dessa modalidade, entre temporários e permanentes. Embora qualquer profissão possa, em determinadas circunstâncias, encontrar um caminho migratório, algumas áreas têm maior destaque.
Entre elas estão as profissões classificadas como STEM, sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Nesse contexto, entram profissionais como engenheiros de software, especialistas em computação e programação, profissionais de inteligência artificial e cibersegurança, além de trabalhadores das áreas de engenharia de energia e pesquisadores ligados a energias limpas e biotecnologia.
Na área da saúde, médicos e dentistas também são apontados como profissionais de setores demandados.
Entretanto, segundo especialistas, essas não são as únicas áreas profissionais que podem apresentar aderência para a emissão do visto americano e o início de uma trajetória profissional internacional.
De acordo com Gabriel Ahid Costa, há possibilidades para profissionais com habilidades que vão desde as mais simples até as consideradas extraordinárias. Nesse caso, a análise considera, entre outros aspectos, a formação avançada, a experiência profissional e aquilo que o candidato pretende desenvolver nos Estados Unidos.
“Às vezes, essa pessoa acha que é uma profissional que está dentro de uma linha ordinária, de uma linha comum. E, na verdade, a gente tem elementos para encaixá-la como extraordinária. Por isso, a análise especializada busca organizar as evidências da trajetória profissional e relacioná-las aos critérios da categoria escolhida”, reforça o especialista.
Trajetória profissional pode ser determinante
A trajetória profissional construída no Brasil pode ter um papel importante na construção da história do candidato internacionalmente. Por isso, é necessário apresentar uma proposta de atuação que demonstre como sua atividade profissional poderá contribuir para os Estados Unidos. Isso vale, inclusive, para profissionais que atuam de forma remota.
Gabriel Ahid Costa explica que é nesse contexto que surgem as principais dificuldades e dúvidas para quem tenta relacionar sua experiência de vida e profissional ao pedido de visto.
“O que importa é a gente demonstrar essa pessoa como um profissional bem qualificado naquela área, que tem experiência, que tem pessoas que possam dar carta de recomendação, que ele possa se posicionar, independentemente da forma e da área em que trabalha, mas se posicionar como um profissional que atingiu o topo da carreira e/ou com grau avançado”, explica.
Outro ponto que costuma gerar dúvidas é a validade da formação profissional obtida no Brasil. O fato de um brasileiro ter uma licença para exercer determinada profissão no país não significa, automaticamente, que ele poderá desempenhar a mesma atividade nos Estados Unidos.
No caso de profissões regulamentadas, podem existir exigências específicas de licenciamento. Além disso, em determinados processos migratórios, pode ser necessário demonstrar a equivalência da formação acadêmica obtida no Brasil em relação ao sistema educacional dos Estados Unidos. É nesse contexto que se utiliza a Credential Evaluation, avaliação destinada a analisar e comparar as credenciais acadêmicas estrangeiras com os padrões educacionais americanos.
O especialista reforça que essa etapa é fundamental para analisar os requisitos do candidato e identificar os caminhos para que ele possa exercer uma profissão regulamentada no país.
O inglês no contexto profissional
O inglês é outra preocupação frequente entre brasileiros que consideram uma mudança para os Estados Unidos. De acordo com o especialista, o idioma não aparece necessariamente como requisito normativo, mas, na prática, pode ser importante em determinadas etapas do processo e para a própria atuação profissional.
Costa recomenda que quem já pensa em iniciar um processo migratório também comece a se preparar para se comunicar em inglês. Segundo ele, o domínio do idioma pode abrir portas importantes no início dessa nova trajetória profissional.
“Do ponto de vista legal, você não vai encontrar uma regra que diga que o inglês é um requisito para um desses vistos. Porém, o que a gente tem observado no dia a dia é que as entrevistas, em uma fase específica desses vistos, têm sido feitas em inglês. Então, se você já está pensando em ir para os Estados Unidos, já comece a refinar, a se preparar, porque isso vai ser essencial na desenvoltura do seu processo em si”, disse o especialista.
Como a consultoria pode ajudar
O especialista reforça que uma consultoria especializada não consiste em garantir a obtenção de uma vaga ou uma contratação nos Estados Unidos. No caso da Via Immigration, a empresa atua na emissão de vistos e no planejamento migratório, a partir da análise das características profissionais e pessoais do candidato e dos requisitos das categorias de visto.
A proposta é estruturar um caminho individualizado para que o profissional possa construir uma trajetória de sucesso, tanto profissional quanto pessoal, dentro das regras e leis americanas. Para Gabriel Ahid Costa, esse planejamento também pode começar antes de o candidato estar pronto para apresentar um pedido de visto.
“É na consultoria que avaliamos, a partir das características do candidato, da sua trajetória, do que já realizou e desenvolveu, qual é o seu grau de maturidade para um processo migratório. A partir disso, analisamos se os requisitos que ele já reúne podem ser organizados dentro de alguma das categorias de visto previstas para os Estados Unidos e se já existe base suficiente para estruturar e preparar um pedido de visto”, explica.
A partir da avaliação do perfil, podem ser identificados aspectos capazes de fortalecer a trajetória do candidato ao longo do tempo, como experiências profissionais, formação acadêmica, certificações, publicações, participação em eventos, premiações e outras formas de reconhecimento.
Com base nessa análise, é possível identificar o visto mais adequado ao perfil do candidato. Entre os mais emitidos pela empresa estão:
EB-2 NIW: destinado a profissionais com grau acadêmico avançado ou habilidade excepcional que buscam residência permanente com dispensa da oferta de emprego e da certificação laboral, quando sua atuação atende ao interesse nacional dos Estados Unidos;
EB-1A: voltado a profissionais com habilidade extraordinária e reconhecimento nacional ou internacional em suas áreas de atuação;
O-1A: destinado a profissionais com habilidade extraordinária nas áreas de ciências, educação, negócios ou esportes;
L-1A: destinado à transferência, para os Estados Unidos, de executivos e gestores de empresas que mantêm uma relação empresarial qualificada entre si;
F-1: destinado a estudantes que pretendem realizar estudos acadêmicos nos Estados Unidos;
B-1/B-2: destinado a viagens temporárias aos Estados Unidos para negócios (B-1) ou turismo e visita (B-2).A empresa ainda presta consultoria para situações específicas, como processos de reunificação familiar, casos envolvendo casamento com cidadão americano e outras modalidades previstas na legislação migratória.
Os erros mais comuns para quem quer imigrar
Para quem pretende iniciar um processo de imigração, o especialista aponta três comportamentos que podem comprometer a estratégia: a pressa, a falta de registros da trajetória profissional e a tentativa de construir, às vésperas do pedido, um currículo que não corresponde ao histórico do candidato.
Outro erro, segundo Costa, é não documentar adequadamente a carreira. Ser um profissional reconhecido, de acordo com ele, não basta se esse reconhecimento não puder ser comprovado. Publicações, matérias jornalísticas, participação em eventos, palestras e outros registros ajudam a demonstrar a trajetória construída ao longo dos anos.
“Não basta ser um bom profissional se toda essa trajetória permanece restrita ao âmbito privado. É importante construir registros, dar visibilidade ao trabalho desenvolvido e participar de espaços relevantes da área de atuação. Esse conjunto de evidências contribui para demonstrar, de forma objetiva, o posicionamento e o reconhecimento profissional da pessoa”, explica.
Costa também alerta para a tentativa de criar, em poucos meses, elementos que deveriam ser resultado de uma carreira construída ao longo do tempo. Por isso, o planejamento pode começar antes mesmo da existência de um processo de imigração.
“A proposta é identificar o que a pessoa já construiu ao longo da sua trajetória, quais aspectos ainda podem ser fortalecidos e quais documentos precisam ser reunidos e organizados ao longo do tempo. Formação acadêmica, experiência, reconhecimento profissional e produção na área de atuação estão entre os elementos que podem compor essa análise.
É a partir desse conjunto que a Via Immigration desenvolve seu trabalho de orientação e planejamento para profissionais em São Luís”, finalizou.
Tire o seu sonho do papel
Para quem pretende transformar o sonho de morar, estudar, trabalhar ou empreender nos Estados Unidos em um projeto concreto, o primeiro passo é buscar informação qualificada.
Na Via Immigration, esse processo começa pela análise gratuita de perfil, etapa em que especialistas avaliam a viabilidade do caso, identificam os caminhos legais mais adequados e elaboram uma estratégia personalizada para cada cliente, com segurança e orientação em todas as fases da jornada, desde a preparação documental até a adaptação no país.
Para conhecer mais sobre os serviços da Via Immigration, acesse o site e conheça todos os canais de contato.