Criança indígena de 11 anos é resgatada após ser picada por cobra surucucu em comunidade isolada no AM
Criança indígena de 11 anos é resgatada após ser picada por surucucu em comunidade isolada no AM. Divulgação/Exército Brasileiro Uma criança indígena de 11 anos, da etnia Deni, foi resgatada após ser picada por uma cobra surucucu, considerada a espécie mais venenosa da América do Sul, em uma comunidade isolada no interior do Amazonas. O atendimento e o resgate foram realizados pelo Comando de Fron
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Criança indígena de 11 anos é resgatada após ser picada por surucucu em comunidade isolada no AM.
Divulgação/Exército Brasileiro
Uma criança indígena de 11 anos, da etnia Deni, foi resgatada após ser picada por uma cobra surucucu, considerada a espécie mais venenosa da América do Sul, em uma comunidade isolada no interior do Amazonas. O atendimento e o resgate foram realizados pelo Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva (8º BIS), com apoio de uma aeronave do 4º Batalhão de Aviação do Exército (4º BAvEx), na terça-feira (30).
Após ser acionada, a equipe se deslocou até a comunidade, de difícil acesso, para prestar atendimento à criança. No local, foi aplicado o soro antiofídico.
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Em seguida, a menina foi retirada da comunidade em uma aeronave Jaguar do 4º BAvEx e levada para o Hospital de Itamarati, onde continuou recebendo atendimento médico e passou a ser acompanhada clinicamente.
Surucucu-pico-de-jaca
Segundo o Exército, a operação contou com a integração entre as tropas de selva e a Aviação do Exército para garantir o atendimento à criança e o deslocamento até uma unidade de saúde.
A ação também possibilitou o atendimento a moradores de uma comunidade indígena localizada em uma área de difícil acesso na região amazônica.
Cobra mais venenosa da América do Sul
Também conhecida como surucucu pico-de-jaca, a subespécie comum na América do Sul, apresenta suas variações de acordo com a distribuição no globo. A cobra também é da mesma família de jararacas e cascavéis, mas a cauda com “chocalho” dá lugar às escamas.
Característica comum a todas é a presença de uma fosseta loreal, ou seja, um orifício localizado entre o olho e a narina. É por esse pequeno buraquinho que as serpentes conseguem sentir o calor das presas mesmo em ambientes muito escuros.
Esse “radar” é determinante em todas as cobras peçonhentas e viraram elemento que as classificam e diferem das outras. Podendo atingir até 2,5 metros, essa serpente amarela com detalhes negros se mantém durante o dia escondido em buracos, raízes de árvores e tocas abandonadas.
Com uma dieta composta de pequenos mamíferos, ela usa o interior oco de seus dentes para injetar o veneno.
Na presa o efeito é quase que imediato: perda da pressão arterial e consequente perda da sensibilidade. Apesar de a espécie possuir um dos tipos mais leves de veneno da família, suas vítimas ficam em estados graves por conta da quantidade de toxina liberada. Por causa disso, a surucucu é conhecida como a maior cobra venenosa da América do Sul.
Lachesis stenophrys, cobra do gênero surucucu
Nicholas Hess / iNaturalist