Criminosos aplicavam golpe do vale-gás com reconhecimento facial de idosos para contratar empréstimos no ES
Criminosos aplicavam golpe do vale-gás com reconhecimento facial de idosos no ES Dez integrantes de uma organização criminosa que aplicava o golpe do falso vale-gás contra idosos no Espírito Santo foram identificados pela Polícia Civil. Segundo a investigação, os suspeitos usavam a falsa promessa de cadastro para obter dados pessoais, fazer reconhecimento facial das vítimas e, com essas informaçõe
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Criminosos aplicavam golpe do vale-gás com reconhecimento facial de idosos no ES
Dez integrantes de uma organização criminosa que aplicava o golpe do falso vale-gás contra idosos no Espírito Santo foram identificados pela Polícia Civil. Segundo a investigação, os suspeitos usavam a falsa promessa de cadastro para obter dados pessoais, fazer reconhecimento facial das vítimas e, com essas informações, abrir contas, contratar empréstimos e sacar dinheiro.
As informações sobre a conclusão da investigação foram divulgadas nesta terça-feira (29). Duas pessoas foram presas em setembro de 2025 e outras oito foram indiciadas (veja as fotos abaixo).
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Segundo a polícia, os suspeitos tinham entre 20 e 35 anos e eram do Rio de Janeiro. O grupo mantinha um escritório no Complexo do Alemão, na Zona Norte da capital fluminense, e também atuava no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em Alagoas.
Estão presos:
Joyce Máximo da Silva, 34 anos Rafael de Jesus Guarany de Oliveira, 32 anos
Joyce Máximo da Silva, 34 anos, e Rafael de Jesus Guarany de Oliveira, 32 anos, presos por aplicarem golpe do falso vale-gás em idosos no Espírito Santo
Polícia Civil/Divulgação
Foram indiciados:
Bárbara Pena Corrêa
Antonio Cesar Sousa Ferreira
Daniel André Miranda Paz de Oliveira
Walter Martins de Souza Neto
Vitória De Freitas da Silva
Jessica Ferreira da Silva
Barbara Victoria dos Santos da Paz
Josiane Ribeiro da Silva Oliveira
Jessica Ferreira da Silva, Vitória de Freitas da Silva e Walter Martins de Souza Neto
Polícia Civil/Divulgação
Josiane Ribeiro da Silva Oliveira, Bárbara Pena Corrêa e Bárbara Victoria dos Santos da Paz
Polícia Civil/Divulgação
Antônio Cesar Sousa Ferreira e Daniel André Miranda Paz de Oliveira
Polícia Civil/Divulgação
Ainda de acordo com a polícia, somente em 2025, 58 boletins de ocorrência relacionados a essa modalidade de golpe foram registrados no Espírito Santo. O prejuízo causado às vítimas chega a cerca de R$ 2 milhões.
Além do falso vale-gás, os criminosos também ofereciam outros benefícios ou serviços como pretexto para abordar as vítimas, entre eles Farmácia Cidadã e cesta básica.
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O grupo foi indiciado por sete crimes de estelionato contra quatro vítimas e por organização criminosa.
Dos dez investigados, quatro são apontados pela polícia como integrantes da liderança da organização. São eles Daniel, Antonio, Walter e Bárbara Pena. Segundo a investigação, eles podem ter as penas agravadas caso sejam condenados.
Abordagem inicial
Segundo o chefe do Departamento Especializada de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, responsável pela investigação, o contato com as vítimas começava com a falsa informação de que elas tinham direito a um benefício social.
Os criminosos também buscavam saber, durante o primeiro contato, em quais horários a vítima ficava sozinha. Depois, uma pessoa era enviada até a casa para, supostamente, fazer o cadastro para que o benefício fosse recebido mensalmente.
Na prática, segundo a polícia, esse procedimento servia para coletar dados e o reconhecimento facial das vítimas.
"Esse cadastro é a coleta de dados de reconhecimento facial, abertura de contas, portabilidade do salário da vítima e, a partir desse suposto cadastro, eles antecipavam o 13º da vítima, faziam contrato de empréstimo e, por vezes, sacavam o benefício social da vítima e eventual valor que tinha na conta da vítima", explicou o delegado.
Golpistas chamavam vítimas de 'clientes'
Mensagens trocadas entre os investigados nas redes sociais ajudaram a polícia a entender como funcionava o esquema. De acordo com o delegado, os criminosos utilizavam termos de uma empresa para se referir às atividades ilegais.
As vítimas eram chamadas de "clientes", o local onde os integrantes se reuniam antes das fraudes era o "escritório", e cada golpe era tratado como um "contrato".
A polícia também encontrou registros de preocupação dos integrantes com a renda das vítimas e informações sobre o uso de câmeras para monitorá-las.
Como evitar o golpe
O delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, Jordano Bruno, orienta que a população desconfie de pessoas que se apresentam como representantes de programas de assistência social e pedem informações ou procedimentos financeiros.
Delegado Jordano Bruno
Edson Chagas/ A Gazeta
Segundo ele, serviços de assistência social não costumam exigir pagamento para que a pessoa tenha acesso ao benefício.
A orientação é não fornecer dados pessoais, informações bancárias ou reconhecimento facial a desconhecidos e desconfiar de abordagens feitas por números de telefone não conhecidos.
Em caso de dúvida, a recomendação é procurar diretamente o órgão público responsável pelo benefício ou a instituição bancária, utilizando canais oficiais, antes de fornecer qualquer informação.
"É muito importante que a população tenha consciência, que desconfie. Um serviço de assistência social dificilmente vai ter um pedido de contraprestação financeira, uma abordagem na casa da pessoa, utilização de linhas telefônicas desconhecidas. Tem que ser feita uma validação e contato com canais oficiais e, tendo dúvidas, vá presencialmente à instituição bancária ou órgão público para ter certeza e não acabar caindo em golpes", orientou o delegado-geral.
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