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Debate no g1: candidatos ao Senado no CE discutem data centers, emendas parlamentares, combate às facções e violência contra a mulher

O debate promovido pelo g1 nesta segunda-feira (21) entre candidatos ao Senador pelo Ceará foi marcado por concordância com a instalação de data centers no estado e discussões sobre a melhor forma de empregar as emendas parlamentares e de medidas para fomentar o trabalho e o emprego. Os candidatos também discutiram medidas para o combate às facções criminosas e à violência contra a mulher, além de

Por Redação Publicado em 21 de setembro de 2026 às 14:45 8 min de leitura

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Debate no g1: candidatos ao Senado no CE discutem data centers, emendas parlamentares, combate às facções e violência contra a mulher
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O debate promovido pelo g1 nesta segunda-feira (21) entre candidatos ao Senador pelo Ceará foi marcado por concordância com a instalação de data centers no estado e discussões sobre a melhor forma de empregar as emendas parlamentares e de medidas para fomentar o trabalho e o emprego.

Os candidatos também discutiram medidas para o combate às facções criminosas e à violência contra a mulher, além de discutirem a relação entre os poderes.

Participaram do encontro os candidatos Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede). Alcides Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União) também foram convidados para o debate, mas não compareceram. O debate foi transmitido ao vivo, de Fortaleza, pelo site e pelos perfis do g1 no YouTube, Tiktok e Instagram.

Foram convidados os candidatos de partidos e federações com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso, ou que alcançaram ao menos 5% de intenções de voto na última pesquisa Quaest.

Seis temas foram previamente definidos e comunicados às campanhas antes do debate. A ordem dos assuntos foi sorteada antes do início do encontro, bem como a posição das cadeiras durante o encontro e a ordem das considerações finais.

Os participantes tiveram 15 minutos de tempo de fala para administrar ao longo da discussão, com intervenções de até 1 minuto e 30 segundos por vez. Ao final, todos tiveram direito a um minuto para as considerações finais.

Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede) já estão posicionados para o debate do g1, às 14h.

Ismael Soares.

Primeiro tema: data centers e recursos naturais

No primeiro tema, os candidatos do Senado pelo Ceará discutiram sobre as oportunidades de empregos que podem surgir com a chegada de equipamentos tecnológicos como o Data Center do TikTok instalado no Ceará.

Cid Gomes destacou as oportunidades que os equipamentos podem criar do estado. O candidato lembrou que, historicamente, no estado, as estruturas são construídas antes de começar as atividades empresariais. Citou o Porto do Pecem, a rede de fibra ótica, a primeira Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Brasil e como os equipamentos tornaram o estado forte na concorrência internacional dos países que pleiteavam o Data Center do TikTok.

Cid citou ainda as centenas de pessoas que já trabalham na construção do Data Center. Por fim, o candidato do PSB destacou o uso e a produção de energias renováveis para esses equipamentos.

Luizianne falou que é favorável ao estado receber grandes equipamentos de infraestrutura digital. Ela lembrou da legislação que aprovou, durante sua gestão na prefeitura de Fortaleza, as atividades de parques tecnológicos na cidade. A candidata da Rede destacou ainda a participação dela sobre as discussões da soberania digital e tecnológica no Brasil no Congresso, durante os mandatos como deputada federal.

Segundo tema: emendas parlamentares

No segundo tema, os candidatos discutiram emendas parlamentares, sua distribuição a municípios e a atribuição dos parlamentares na construção do Orçamento da União.

Luizianne Lins destacou que as emendas são provenientes de dinheiro público e que, portanto, devem chegar diretamente à população. A candidata defendeu que metade de todas as emendas parlamentares deveriam ir para a área de saúde pública. A candidata pela Rede também afirmou que as emendas deveriam priorizar regiões que têm mais dificuldade de acesso a investimentos e afirmou que, como deputada federal, prioriza emendas para o interior, em áreas como saúde, educação e agricultura familiar.

Cid Gomes disse ser favorável à participação de parlamentares na indicação de recursos no Orçamento da União, mas disse que esse processo deve ser feito com parcimônia. Cid defendeu que o Poder Executivo tenha preferência na indicação de recursos do Orçamento, uma vez que é o responsável pela arrecadação. O candidato à reeleição pelo PSB também defendeu o envio de emendas a pequenas cidades e maior fiscalização na aplicação do dinheiro.

Terceiro tema: trabalho e emprego

No terceiro tema, os candidatos discutiram sobre trabalho e emprego. Cid e Luizianne defenderam iniciativas dos governos Lula (PT) e Elmano de Freitas (PT), além de propor novas medidas para a área.

Cid destacou que educação e trabalho são duas áreas prioritárias para quem está no Poder Público. O candidato disse ainda que é preciso garantir as condições de infraestrutura para que o país tenha capacidade de competir de igual para igual com os demais países dentro do mercado global. Cid afirmou que o Ceará se prepara para isso e citou obras do governo do presidente Lula no estado, como a ferrovia Transnordestina.

Ele também citou que o Ceará se destaca pela capacidade de produção de energia, dispondo de três vezes mais do que consome internamente.

Luizianne relembrou iniciativas da sua gestão quando prefeita de Fortaleza e disse que a capital gerou 180 mil empregos entre os anos de 2005 e 2010. Ela mencionou ações como o acesso ao crédito, aumento de obras públicas e investimento maior em turismo, mencionando a criação de uma secretaria específica e a implantação da festa do Reveillon de Fortaleza.

Cid também defendeu ações dos governos Lula e Elmano, destacando a implantação do Polo Automotivo do Ceará, em Horizonte. Luizianne afirmou que pretende atuar nesse tema caso seja eleito senadora e citou a criação de um projeto chamado "Crédito Lilás", para financiar o acesso a crédito para mulheres.

Quarto tema: combate às facções criminosas

No quarto tema, os candidatos debateram as estratégias para combater o crime organizado e impedir que a juventude seja cooptada por facções criminosas. Ambos defenderam uma perspectiva nacional de combate aos grupos criminosos, com sistemas integrados entre municípios, estados e União.

Luizianne destacou que o combate ao crime organizado é uma questão central para qualquer governo. Ela disse que é necessário focar nas pessoas cooptadas pela facção criminosa. A candidata defendeu que é preciso focar em políticas públicas para promoção de cultura e oportunidades de emprego como prevenção contra o crime organizado. Luizianne defendeu a criação de um sistema único de segurança pública a partir de uma PEC.

Cid disse que o tema é delicado e precisa ser prioridade pelos governantes. Educação, emprego e renda permitem a juventude sonhar com outras opções, segundo o candidato. Disse que a concentração de renda permite que criminosos se aproveitem de necessidades para criar exércitos. Destacou que as facções atuam de maneira nacional e se espalham pelos estados.

Defendeu que o combate precisa ser visto de maneira nacional, com contratação de 10 mil profissionais para a inteligência policial e ampliação do efetivo da Polícia Federal, que atualmente possui 12 mil funcionários.

Durante as falas desse tema, Cid e Luizianne criticaram as ausências de Alcides Fernandes e Capitão Wagner, que possuem a segurança pública como uma das principais pautas de campanha, segundo eles. Luizianne disse que os adversários reduzem a disputa pelo governo do estado à segurança pública. A candidata da Rede criticou a ausência dos concorrentes, que não puderam apresentar as ideias que têm sobre o tema.

Cid também criticou os candidatos que não compareceram aos debates e disse que os candidados agem com demagogia ao abordar o tema da segurança pública.

Quinto tema: relação entre poderes

No quinto tema, os candidatos discutiram a relação entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, no âmbito da Presidência da República, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

Cid Gomes defendeu que o STF seja fiscalizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele disse que o país vive um momento muito delicado com um poder interferindo no outro, com o Legislativo aumentando seu poder sobre o Orçamento e o Executivo legislando por meio de medidas provisórias. Cid, porém, destacou que a principal crise atualmente é a do Poder Judiciário, que viu sua credibilidade e confiança perante a população serem abalados diante dos escândalos recentes.

Cid afirmou que parte do problema ocorre porque não existe um órgão responsável por fiscalizar o STF, e que essa atribuição deveria ser do CNJ.

Luizianne Lins afirmou que a relação entre poderes define o andamento das políticas públicas e apontou que eles devem funcionar de forma harmônica pelo bem da população. Ela afirmou que todos os poderes públicos precisam passar por controle social e destacou que, neste caso, o papel do senador também é fiscalizar esses poderes públicos de forma responsável.

A candidata disse ser contra o uso desse poder fiscalizador do Senado para promover processos de impeachment por motivações exclusivamente políticas.

Esta reportagem está em atualização

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