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sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Denúncia de estupro coletivo coloca universidade famosa dos EUA em xeque

A casa da fraternidade Chi Phi na Universidade Cornell em Ithaca, Nova York AP/Heather Ainsworth A Universidade Cornell, uma das mais prestigiadas dos Estados Unidos, está sendo alvo de críticas após a reabertura de uma investigação sobre um suposto estupro coletivo cometido por sete estudantes em 2024. A jovem que denunciou o caso afirma que a instituição não a protegeu e aplicou punições brandas

Por Redação Publicado em 2 de outubro de 2026 às 05:00 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Denúncia de estupro coletivo coloca universidade famosa dos EUA em xeque
Publicado originalmente por [fonte]

A casa da fraternidade Chi Phi na Universidade Cornell em Ithaca, Nova York

AP/Heather Ainsworth

A Universidade Cornell, uma das mais prestigiadas dos Estados Unidos, está sendo alvo de críticas após a reabertura de uma investigação sobre um suposto estupro coletivo cometido por sete estudantes em 2024. A jovem que denunciou o caso afirma que a instituição não a protegeu e aplicou punições brandas aos acusados.

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O caso voltou a ganhar repercussão após a vítima, identificada pelo pseudônimo Jane Doe, entrar com uma ação civil contra a universidade. Na segunda-feira (28), um promotor decidiu reabrir a investigação criminal, que não havia resultado em acusações judiciais na época.

Na ação civil, Jane Doe relata que, em uma noite de outubro de 2024, foi à fraternidade Chi Phi, uma associação estudantil exclusivamente masculina de Cornell, no estado de Nova York, para encontrar um amigo.

Segundo a denúncia, ela foi incentivada a consumir grandes quantidades de drogas e álcool e, em seguida, estuprada e submetida a maus-tratos por sete estudantes durante quase sete horas.

Cerca de 50 testemunhas, nenhum alerta

Carro da polícia no campus da Universidade Cornell, em Nova York, nos EUA

Matt Rourke/AP

A ação inclui capturas de tela de um grupo de mensagens da fraternidade. Nas conversas, os estudantes acusados teriam convidado outros colegas a entrar no quarto onde a jovem estava. Cerca de 50 integrantes participavam do grupo, mas, segundo a denúncia, ninguém interveio nem alertou as autoridades.

Jane Doe já havia denunciado o caso às autoridades da universidade pouco depois do episódio, o que levou à abertura de uma investigação interna.

Segundo o New York Times, Cornell suspendeu temporariamente a fraternidade, mas apenas dois dos sete estudantes acusados foram expulsos. A jovem considera que as punições foram insuficientes.

O promotor que decidiu reabrir a investigação afirma que alguns elementos apresentados agora não haviam sido comunicados às autoridades na época. Por isso, não houve acusações judiciais dois anos atrás.

Desde essas revelações, o caso tem provocado intensa repercussão. Diversos responsáveis políticos pedem uma investigação independente sobre a forma como a Cornell respondeu às denúncias.

Universidade de elite sob escrutínio Pessoas se reúnem antes de uma audiência sobre agressão sexual no campus da Universidade Cornell em Ithaca, Nova York.

Matt Rourke/AP

As críticas à universidade se multiplicam. A Cornell faz parte da chamada Ivy League, grupo de universidades privadas extremamente prestigiadas por onde passa grande parte da elite americana.

O caso reacendeu o debate sobre a violência sexual nos campi universitários e as críticas às fraternidades estudantis, acusadas por grupos de defesa das vítimas de promover uma cultura que protege os homens envolvidos em casos de abuso.

A deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez está entre as autoridades que criticaram a forma como instituições de elite lidam com denúncias de violência sexual.

"Quero ser clara. A cultura do estupro, da violência sexual e da pedofilia é protegida em instituições de ensino de elite em todo os Estados Unidos, incluindo Cornell, como vemos neste caso."

Após as denúncias, estudantes de Cornell também passaram a defender a extinção das fraternidades da universidade, que são alvo de críticas pelo poder que exercem nos campi e pela cultura considerada masculinista e tóxica por críticos.

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