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Depoimentos, arma apreendida e perícia em canivete: como está a investigação sobre morte de estudante após briga de trânsito

Família de Bruno Hashimura pede justiça A Polícia Civil ouviu testemunhas durante a investigação da morte do estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morto a tiros após uma discussão de trânsito em Taubaté (SP). O canivete que pertencia ao estudante foi recolhido pela perícia para análise (leia mais abaixo). Segundo apuração da Rede Vanguarda, entre as pessoas ouvidas na quin

Por Redação Publicado em 2 de outubro de 2026 às 14:43 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Depoimentos, arma apreendida e perícia em canivete: como está a investigação sobre morte de estudante após briga de trânsito
Publicado originalmente por [fonte]

Família de Bruno Hashimura pede justiça

A Polícia Civil ouviu testemunhas durante a investigação da morte do estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morto a tiros após uma discussão de trânsito em Taubaté (SP). O canivete que pertencia ao estudante foi recolhido pela perícia para análise (leia mais abaixo).

Segundo apuração da Rede Vanguarda, entre as pessoas ouvidas na quinta-feira (1º) estão o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, a mulher dele, uma testemunha ocular, e ao menos um policial militar. Outras duas pessoas ainda devem prestar depoimento nesta sexta-feira (2).

Os novos depoimentos podem ajudar a polícia a esclarecer a dinâmica da ocorrência, que tem versões diferentes apresentadas à investigação. Segundo a defesa do bombeiro, ele acreditou estar diante de uma tentativa de assalto e atirou depois que Bruno teria avançado contra ele com um objeto que teria parecido uma arma.

Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, é bombeiro militar e está na corporação há cerca de 10 anos.

Reprodução/TV Vanguarda

Uma testemunha, no entanto, afirmou que Marcos saiu do carro, quebrou o vidro do veículo de Bruno e efetuou os disparos sem que o estudante tivesse feito uma ameaça.

Bruno foi atingido por quatro tiros (um no pescoço, dois no tórax e um no braço esquerdo) e morreu. Marcos foi preso em flagrante, mas recebeu liberdade provisória após audiência de custódia. O Ministério Público recorreu da decisão e pediu a prisão preventiva do bombeiro. A investigação é conduzida pelo 1° Distrito Policial de Taubaté.

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Bruno Hashimura San Juliano

Reprodução

Objetos apreendidos

Durante a investigação, a polícia apreendeu cinco cartuchos, o celular de Bruno, a pistola usada pelo bombeiro Marcos Paulo e um canivete que pertencia ao estudante.

O canivete foi recolhido pela perícia e será analisado. Por isso, não há imagem do objeto disponível neste momento. O material periciado será anexado aos autos do processo ao final da investigação.

A análise do canivete faz parte da apuração e pode ajudar a esclarecer as circunstâncias da discussão. De acordo com a mãe de Bruno, Soraia Hashimura, o objeto seria um canivete multiuso na cor azul, que ele ganhou de brinde em uma compra em uma loja de perfumes. A mãe disse que o canivete era antigo e Bruno o usava para pequenos reparos no carro.

Manifestação

Na noite de quinta-feira (1º), estudantes, amigos e familiares de Bruno fizeram uma manifestação em Taubaté. O grupo pediu justiça pela morte do jovem. As aulas do curso de medicina foram retomadas nesta sexta-feira (2).

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O que diz a defesa

A defesa de Marcos Paulo afirmou, por meio de nota, que as ocorrências anteriores envolvendo o cliente foram arquivadas.

O advogado Cláudio Rodrigues Moreira afirmou que fatos anteriores devem ser tratados com cautela e dentro de seu contexto jurídico, especialmente quando não resultaram em denúncia ou ação penal.

A defesa também afirmou que continuará prestando todos os esclarecimentos necessários às autoridades responsáveis pela investigação. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Bombeiro é levado em viatura após prisão em flagrante em Taubaté.

Reprodução/TV Vanguarda

Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, era estudante do 4º semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau).

Reprodução/TV Vanguarda

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