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'Descobri uma força': Mulheres em tratamento do câncer de mama falam dos desafios e aprendizados da doença no interior de SP

Mulheres em tratamento do câncer de mama falam dos desafios e aprendizados da doença 'Descobri uma força em mim'. Foi assim que a psicóloga Thaiane Barbosa descreveu como se sente após o diagnóstico e o tratamento de um câncer de mama. A professora de Educação Infantil de São Carlos (SP), Mariana de Oliveira Faria, também falou sobre os desafios e aprendizados da doença. 🎀 Outubro Rosa é uma campa

Por Redação Publicado em 10 de outubro de 2026 às 18:06 6 min de leitura

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'Descobri uma força': Mulheres em tratamento do câncer de mama falam dos desafios e aprendizados da doença no interior de SP
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Mulheres em tratamento do câncer de mama falam dos desafios e aprendizados da doença 'Descobri uma força em mim'. Foi assim que a psicóloga Thaiane Barbosa descreveu como se sente após o diagnóstico e o tratamento de um câncer de mama. A professora de Educação Infantil de São Carlos (SP), Mariana de Oliveira Faria, também falou sobre os desafios e aprendizados da doença.

🎀 Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que tem como objetivo alertar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e, também, sobre o câncer de colo do útero.

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Com 35 anos, Mariana contou que recebeu o diagnóstico de câncer de mama há um ano. Já Thaiane, de 38, explicou que está finalizando o tratamento oncológico e que está curada. "Eu tinha uma rotina muito saudável e isso é o que destaca na minha história. Então, fazer atividade física, preocupada com alimentação saudável, não só físico, mas como meditação, saúde mental, então isso era a minha prioridade", contou a professora Mariana. Psicóloga e professora falaram sobre o diagnóstico, desafios, tratamento e aprendizado do câncer de mama

EPTV/Reprodução

A psicóloga Thaiane afirmou que recebeu o diagnóstico da doença durante a melhor fase. "Estava no meu melhor momento da vida. No meu relacionamento, no meu casamento, nas minhas amizades, na minha parte profissional. E quando recebi o diagnóstico, me paralisou."

"Aí a vida virou de ponta cabeça, né? Do nada, assim. Eu falo que é como se eu tivesse dormido e acordado e que o meu corpo estava diferente. E, depois, conversando com os médicos, eles disseram que é exatamente isso que acontece nesse tipo de câncer", disse Mariana. Mais notícias da região: INVESTIGAÇÃO: Explosão em usina com 2 mortos e 3 feridos: veja o que se sabe sobre grave acidente de trabalho em SP

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👨‍⚕️ Diagnóstico De acordo com a psicóloga, ela estava tomando banho quando notou algo diferente. "A bucha escorregou e eu bati a mão. E, nesse momento, eu senti um nódulo, um carocinho muito pequenininho." Já a professora disse que 'do nada' notou que a mama estava um pouco mais dura.

"Fui fazer os exames e no ultrassom já apontou que algo não estava legal", disse Thaiane. A psicóloga Thaiane Barbosa falou sobre o diagnóstico, desafios, tratamento e aprendizado do câncer de mama

EPTV/Reprodução

Mariana disse que, ao sair do consultório, abriu o laudo do exame. "E quando eu abri, estava escrito BI-RADS 4. [...] Eu lendo e a vida ali parecia um pesadelo."

🔎 BI-RADS 4 é uma classificação padrão usada em exames de imagem de mama e significa que foi encontrado um achado suspeito. Não é um diagnóstico de câncer, mas indica uma alteração que precisa ser investigada por meio de biópsia. "Recebi o diagnóstico, me paralisou, me desmoronou o momento que eu estava vivendo tão bom na minha vida", relembrou Thaiane. ASSISTA À REPORTAGEM COMPLETA: Outubro Rosa: Os desafios e aprendizados ao longo do tratamento do câncer de mama

🏥 Tratamento A psicóloga contou que sentiu medo, tristeza, raiva e ansiedade. "Após o diagnóstico eu falei assim 'eu vou vencer'." Mariana explicou que passou por 16 sessões de quimioterapias. "Que começou em outubro, justamente nessa época do ano passado. Então eu lembro que no final do ano já estava essa coisa de fim de ano, preparativo de fim de ano, e eu ainda tinha uma batalha para iniciar." "Foram seis sessões a cada 21 dias de quimioterapia, imunoterapia, que me fez ter uma qualidade enorme no meu tratamento", afirmou Thaiane. A professora contou que, junto com a quimioterapia, também fez imunoterapia, que é um medicamento de custo elevado. "E eu consegui, por ação judicial, e por conta da resposta completa do tratamento, poderia tirar o mínimo possível, então a cirurgia foi a menos invasiva possível." "Foi uma das fases mais difíceis", acrescentou ela. 🦰 Cabelo e efeitos colaterais

A professora Mariana de Oliveira Faria falou sobre o diagnóstico, desafios, tratamento e aprendizado do câncer de mama

EPTV/Reprodução

Thaiane afirmou que o cabelo dela não caiu, mas ficou muito fino. Já Mariana disse que o cabelo sempre representou saúde e que, perdê-lo por causa da doença, foi difícil.

"Perder o meu cabelo era perder parte de mim por conta de uma doença, por conta de um tratamento. Então não era uma escolha. Até hoje que ele está crescendo as pessoas falam: 'mas fica muito melhor em você o cabelo curto', mas não é uma escolha.", disse a professora. "Hoje eu realizo a radioterapia que não me traz maiores sintomas. Eu tenho sim, no final do dia, um sono maior. Aí eu chego na minha casa e falo que é um calmante natural. Eu deito e já durmo, mas isso não me impossibilitou de tocar a minha vida", disse a psicóloga. 🎀 Aprendizado Thaiane afirmou que é uma nova mulher. "Que teve que adiar planos, adiar vontades, parar algumas coisas para se cuidar porque a gente sabe que sem saúde a gente não é nada, mas eu descobri uma força em mim incrível." Já Mariana disse que está tentando falar que não é só uma paciente oncológica. "Sou muito mais do que isso. Tudo podia acontecer. O pior podia acontecer e, assim, de uma maneira ou de outra aconteceu coisas muito difíceis, mas o melhor também pode [acontecer]." "Então, hoje, a Thaiane é uma mulher assim, com uma estrutura maior, com uma força maior e grata. Muito grata pela vida", finalizou a psicóloga. VEJA TAMBÉM: Outubro Rosa: Mastologista fala sobre os mitos e verdades sobre o câncer de mama

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