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Devoto da Padroeira, pai faz romaria até Aparecida com filho de 9 anos em cadeira de rodas: ‘Só agradecer’

Pai faz romaria até Aparecida com filho de 9 anos em cadeira de rodas: ‘É o caminho da fé’ Pela primeira vez, o marceneiro Helton Valadares Alves participa da romaria pela Rodovia Presidente Dutra em direção ao Santuário Nacional para celebrar o feriado de Nossa Senhora Aparecida. Ele caminha junto com seu filho Heitor, de 9 anos, que tem diagnóstico de paralisia cerebral e precisa utilizar cadeir

Por Redação Publicado em 9 de outubro de 2026 às 16:35 4 min de leitura

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Devoto da Padroeira, pai faz romaria até Aparecida com filho de 9 anos em cadeira de rodas: ‘Só agradecer’
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Pai faz romaria até Aparecida com filho de 9 anos em cadeira de rodas: ‘É o caminho da fé’

Pela primeira vez, o marceneiro Helton Valadares Alves participa da romaria pela Rodovia Presidente Dutra em direção ao Santuário Nacional para celebrar o feriado de Nossa Senhora Aparecida. Ele caminha junto com seu filho Heitor, de 9 anos, que tem diagnóstico de paralisia cerebral e precisa utilizar cadeira de rodas.

Pai e filho estão no terceiro dia de peregrinação nesta sexta-feira (9). Helton conta que sempre teve vontade de fazer parte dessa jornada e que a principal motivação para colocar o pé na estrada não foi pagar uma promessa, mas demonstrar gratidão.

"A gente tem várias dificuldades durante o ano, mas eu vim no propósito de só agradecer. Meu filho é muito meu companheiro, tudo o que eu faço gosto de estar com ele junto", afirmou o peregrino.

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Helton, 42, e Heitor, 9, durante peregrinação para Aparecida

Arquivo pessoal

A dupla partiu durante a noite de quarta-feira de Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo o pai, a viagem também é uma oportunidade de proporcionar ao menino momentos marcantes. "Eu tento proporcionar para ele todas as experiências possíveis que a gente pode ter na vida. A gente veio para sentir essa magia, essa jornada", relatou.

Obstáculos e apoio na rodovia

O trajeto pela via Dutra, no entanto, impõe desafios diários, principalmente pela falta de acessibilidade para cadeirantes ao longo dos acostamentos. Para conseguir seguir viagem, Helton conta com o apoio fundamental de um grupo de quatro amigos e também da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

"É um trecho complicado porque não tem acessibilidade. Teve uma parte que a PRF deu uma ajuda para a gente, porque era um trecho de trilha com cascalho, com pedra, e ia ser muito inviável. Quando a gente pega na cadeira de rodas, a gente sobe por cima de guia. Não é um caminho maravilhoso, é o caminho da fé. A gente quer chegar lá e vai passando pelos obstáculos sorrindo", disse Helton.

O ritmo da caminhada é intenso: o grupo percorre cerca de 40 quilômetros por dia e tem previsão de chegar a Aparecida no fim da tarde deste sábado (10), às vésperas das celebrações do dia 12 de outubro.

Durante as pausas para descanso, o conforto dá lugar à simplicidade da vida de romeiro. "O mesmo tratamento que é para o romeiro é para a gente. A gente não pede hotel, fica junto com o pessoal e dorme no chão. Aqui em São José dos Campos arranjaram uma caminha para nós dentro de um caminhão e a gente ficou. É sem nenhuma comodidade a mais", explicou o pai.

Pai e filho acompanhados do restante do grupo de romeiros

Arquivo pessoal

Alegria na estrada e reencontro com a mãe

Apesar do esforço físico e do calor na estrada, Heitor, que tem 9 anos, tem demonstrado entusiasmo em cada trecho da viagem. O pai conta que o filho é aventureiro, comunicativo e vem se divertindo com o grupo e outros romeiros que encontram no trajeto.

“Os amigos do meu pai tão me ajudando. Tô gostando bastante do ponto de apoio. O pessoal tá... eu tô gostando. O pessoal tá acolhendo a gente bastante!", afirmou Heitor.

A iniciativa também contou desde o primeiro momento com o apoio da mãe de Heitor. Mesmo separados, os pais mantêm uma relação de constante parceria na rotina e nos cuidados com a criança. Ela tem acompanhado o percurso à distância e vai encontrar pai e filho diretamente no Santuário Nacional para celebrar a chegada.

Além da família e dos amigos que o acompanham a pé, Helton ressalta o carinho e o acolhimento prestados pelos voluntários nas tendas de suporte espalhadas pela Dutra.

"Por todos os lugares que a gente passou é sensacional. É um amor, um carinho ao próximo que não tem nem como explicar. Em todas as paradas, por menor ou maior que seja, todos são bem recebidos e o pessoal oferece ajuda e comida", finalizou emocionado.

Pontos de apoio aos romeiros

Ao longo da Via Dutra, 137 pontos de apoio estão previstos para atender os peregrinos que seguem rumo a Aparecida neste ano. Os locais oferecem serviços como água, alimentação, atendimento de enfermagem, massagens, banheiros, banho e espaços para descanso.

Na região do Vale do Paraíba, há pontos em Jacareí, São José dos Campos, Caçapava, Taubaté, Pindamonhangaba, Roseira e Aparecida, entre outras cidades.

*Estagiário colaborou sob supervisão de Alice Aires.

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