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quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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Dívida do Amazonas chega a R$ 7,5 bilhões em 2025, aponta Tesouro Nacional

Sede do Governo do Amazonas Bruno Zanardo/Secom A dívida consolidada líquida do Amazonas chegou a R$ 7,53 bilhões em 2025, segundo dados do Tesouro Nacional consultados pelo g1. O valor corresponde a 26,38% da receita corrente líquida do estado. Apesar da queda em relação a 2024, quando a dívida chegou a R$ 7,87 bilhões, o montante permanece bem acima do registrado nos anos anteriores. Em 2020, a

Por Redação Publicado em 16 de setembro de 2026 às 06:00 5 min de leitura

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Dívida do Amazonas chega a R$ 7,5 bilhões em 2025, aponta Tesouro Nacional
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Sede do Governo do Amazonas

Bruno Zanardo/Secom

A dívida consolidada líquida do Amazonas chegou a R$ 7,53 bilhões em 2025, segundo dados do Tesouro Nacional consultados pelo g1. O valor corresponde a 26,38% da receita corrente líquida do estado.

Apesar da queda em relação a 2024, quando a dívida chegou a R$ 7,87 bilhões, o montante permanece bem acima do registrado nos anos anteriores. Em 2020, a dívida consolidada líquida era de R$ 2,82 bilhões.

A dívida consolidada líquida considera as obrigações financeiras do estado descontados os recursos disponíveis em caixa e em aplicações financeiras. Já a dívida consolidada, que representa o valor bruto das obrigações, chegou a R$ 10,84 bilhões em 2025.

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Dívida cresceu nos últimos anos

O endividamento do Amazonas aumentou de forma significativa a partir de 2020.

Naquele ano, a dívida consolidada líquida era de R$ 2,82 bilhões. O valor subiu para R$ 4,21 bilhões em 2021, R$ 5,23 bilhões em 2022 e R$ 5,90 bilhões em 2023.

Em 2024, atingiu o maior valor da série, com R$ 7,87 bilhões. Em 2025, houve uma redução de cerca de R$ 340 milhões.

Evolução da dívida consolidada líquida:

2020: R$ 2,82 bilhões;

2021: R$ 4,21 bilhões;

2022: R$ 5,23 bilhões;

2023: R$ 5,90 bilhões;

2024: R$ 7,87 bilhões;

2025: R$ 7,53 bilhões.

Já a dívida consolidada passou de R$ 6,81 bilhões em 2020 para R$ 10,84 bilhões em 2025. Em 2024, o valor havia chegado a R$ 11,38 bilhões.

Segundo o advogado Gustavo Yanase Fujimoto, a dívida consolidada representa o total das obrigações financeiras do estado, enquanto a dívida consolidada líquida desconta os recursos disponíveis em caixa e aplicações.

"A dívida consolidada é o valor bruto total que o Estado deve. Ela considera todos os contratos de empréstimo, financiamentos e outras obrigações de longo prazo. Já a dívida consolidada líquida é esse valor descontado do que o Estado tem disponível em caixa e aplicações financeiras", explicou.

A dívida consolidada líquida é usada pela legislação para verificar os limites de endividamento dos estados.

Amazonas contratou 12 empréstimos desde 2023

Dados do Tesouro Nacional mostram que o Governo do Amazonas contratou 12 operações de crédito entre 2023 e 2025.

Os contratos foram firmados com instituições como o Banco do Brasil, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird).

Os recursos foram destinados a áreas como infraestrutura, saneamento, habitação, educação, gestão fiscal e despesas de capital.

Entre os maiores contratos estão dois empréstimos de R$ 3 bilhões cada, firmados com o Banco do Brasil em dezembro de 2024.

A primeira operação do período foi contratada em agosto de 2023. O empréstimo, de US$ 87,5 milhões, foi destinado ao Programa de Saneamento Integrado de Parintins (Prosai Parintins).

Em 2025, o estado contratou mais três empréstimos: um de US$ 585 milhões com o Bird, em junho; outro de R$ 1,5 bilhão, em novembro; e um terceiro de US$ 60 milhões, em dezembro.

O valor da operação do Programa de Apoio à Gestão dos Fiscos do Brasil (Profisco III), contratada com o BID em dezembro de 2024, não foi informado nos dados consultados pelo g1.

SUSPENSO: Justiça Federal suspende empréstimo de R$ 1,4 bilhão do Governo do Amazonas

Dívida aumenta despesas com juros e amortizações

O aumento do endividamento também tem impacto sobre o orçamento estadual.

Segundo Gustavo Yanase Fujimoto, os financiamentos contratados pelo governo geram despesas futuras com juros e amortizações, que precisam ser previstas no orçamento.

"Quanto maior o endividamento, maior também é a parcela do orçamento comprometida para pagamento de juros e amortizações", afirmou.

Na avaliação do especialista, o comprometimento maior do orçamento pode reduzir os recursos disponíveis para investimentos e novas políticas públicas.

Além disso, um nível elevado de endividamento pode limitar a capacidade do estado de contratar novos empréstimos em situações emergenciais.

Como o Tesouro calcula a dívida

Os dados são informados por estados e municípios ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi).

O Tesouro Nacional reorganiza as informações para reduzir diferenças de preenchimento e facilitar a comparação entre os entes públicos.

Em 2025, os financiamentos internos representavam R$ 5,91 bilhões da dívida consolidada do Amazonas. Outros R$ 4,67 bilhões correspondiam a financiamentos externos.

Também estavam incluídos R$ 25,36 milhões em parcelamentos e renegociações de dívidas. Desse total, R$ 20,48 milhões eram referentes a tributos e R$ 4,87 milhões a contribuições previdenciárias.

O g1 procurou o Governo do Amazonas para comentar os dados, mas até a última atualização desta reportagem, não houve retorno.

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