Em discurso na ONU, Lula defende soberania, combate ao crime organizado, regulação de big techs e critica o 'tarifaço'
Não precisamos de porta-aviões, mas de cooperação, diz Lula sobre o crime organizado O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos, no discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU. Em sua manifestação, o petista também afirmou que não pretende "terceirizar o combate ao crime organi
Conteúdo de G1 — ler no site de origem
Não precisamos de porta-aviões, mas de cooperação, diz Lula sobre o crime organizado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos, no discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU.
Em sua manifestação, o petista também afirmou que não pretende "terceirizar o combate ao crime organizado no país", em meio aos embates com os Estados Unidos sobre a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas internacionais.
Ele também defendeu a regulação das big techs e do uso de Inteligência Artificial (IA), condenou o tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e criticou a liberação das 'bets', que segundo ele aumentam o endividamento e destrói famílias.
🌎 A Assembleia Geral da ONU é o principal evento das Nações Unidas e acontece anualmente em Nova York. Durante a assembleia, líderes dos 193 países membros da ONU discursam.
🗨️ O Brasil é tradicionalmente o responsável pelo discurso de abertura do debate de líderes na ONU, que está em sua 81ª edição.
🔎Cada país tem o direito de fazer um discurso para apresentar seu ponto de vista sobre o tema do encontro e a situação global. O tema deste ano é "Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas".
Veja o discurso ponto a ponto:
'Brasil não cabe no quintal de ninguém'
"Este Conselho [de Segurança da ONU] agora deve se debruçar sobre temas determinantes sobre o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo. Soberania ou subordinação?", afirmou Lula.
Segundo Lula, o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" e precisa de parceiros com agenda positiva, que fomente o desenvolvimento.
"Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos. A democracia está novamente em cheque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais", prosseguiu.