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Estudante de medicina investigado por estupro ia a shopping em busca de adolescentes de escolas particulares de BH, aponta investigação

Polícia indicia estudante de medicina por estupro Depoimentos reunidos pela Polícia Civil de Minas Gerais apontam que Manoel Antonio Januario Filho, estudante de medicina investigado por estupro buscava se aproximar de adolescentes de escolas particulares de Belo Horizonte. Segundo um amigo ouvido no inquérito, ele costumava frequentar, no horário do almoço, shoppings localizados próximos a colég

Por Redação Publicado em 19 de setembro de 2026 às 04:00 4 min de leitura

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Estudante de medicina investigado por estupro ia a shopping em busca de adolescentes de escolas particulares de BH, aponta investigação
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Polícia indicia estudante de medicina por estupro

Depoimentos reunidos pela Polícia Civil de Minas Gerais apontam que Manoel Antonio Januario Filho, estudante de medicina investigado por estupro buscava se aproximar de adolescentes de escolas particulares de Belo Horizonte.

Segundo um amigo ouvido no inquérito, ele costumava frequentar, no horário do almoço, shoppings localizados próximos a colégios para observar e abordar estudantes menores de idade.

De acordo com o relato, em algumas ocasiões o investigado abordava as adolescentes pessoalmente. Em outras, procurava os perfis delas nas redes sociais e enviava mensagens. O depoente afirmou ainda que o estudante teria se relacionado com alunas de uma das escolas mencionadas na investigação.

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Ainda segundo o inquérito, o investigado se autodenominava "Lobo Mau" e era conhecido por "Maníaco".

Esta reportagem aborda os seguintes pontos:

Indiciamento

Relatos apontam recusa de preservativo e uso de força

Gravações e compartilhamento de imagens

Busca e apreensão

O que diz o investigado

Montagem mostra Manoel Antonio Januario Filho, estudante de medicina indiciado por estupro em Belo Horizonte

Reprodução

Indiciamento

O estudante de 23 anos foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais na última terça-feira (15) pelos crimes de estupro e registro não autorizado de intimidade sexual. O indiciamento foi concluído pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Belo Horizonte.

Segundo a investigação, ele é apontado como responsável por manter relações sexuais sem o consentimento de mulheres, além de se recusar a utilizar preservativo ou a interromper os atos quando solicitado.

A apuração também aponta que encontros íntimos teriam sido fotografados e gravados sem autorização. Parte desse material, segundo depoimentos, teria sido compartilhada em um grupo de WhatsApp formado por outros estudantes.

Relatos apontam recusa de preservativo e uso de força

O inquérito reúne relatos de mulheres que afirmam ter sido vítimas de violência sexual atribuída ao estudante. Em um dos casos, ocorrido em março deste ano, a mulher contou que havia concordado com a relação sexual sob a condição de que fosse utilizado preservativo. Segundo ela, o estudante não usou a proteção e ignorou os pedidos para interromper o ato.

A mulher também relatou que ele teria usado força física para contê-la. Depois do episódio, procurou atendimento médico por causa de dores na região genital. A Justiça autorizou a realização de exame de corpo de delito indireto com base na documentação médica apresentada no processo.

Outra mulher relatou à polícia uma tentativa de estupro em 2025. Ela afirmou que, após sair com o estudante, foi levada ao apartamento dele, onde ele teria tentado forçá-la a manter relações sexuais apesar da recusa. A jovem disse que resistiu e pediu para ir embora. Segundo o depoimento, a situação terminou depois que ela ameaçou pular da janela.

"Ou eu saio daqui ou eu morro aqui."

Gravações e compartilhamento de imagens

Além dos relatos de violência sexual, a investigação apura a produção e o compartilhamento de imagens de encontros íntimos sem autorização.

Segundo depoimentos colhidos pela Polícia Civil, o estudante teria mostrado a colegas fotografias, registros e vídeos relacionados a mulheres. Testemunhas também relataram à polícia ter visto, no celular do investigado, vídeos de relações sexuais que teriam sido gravadas sem o consentimento das mulheres.

Busca e apreensão

Durante a investigação, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão na residência do estudante. Foram recolhidos aparelhos eletrônicos, incluindo smartphones, tablets e um dispositivo de armazenamento externo com capacidade de 1 TB.

Também foi autorizada a quebra do sigilo telemático e de dados de contas de armazenamento em nuvem vinculadas ao investigado. O objetivo foi permitir a análise de arquivos e informações que pudessem contribuir para a investigação.

O que diz o investigado

Em depoimento à Polícia Civil, o estudante afirmou que a relação sexual investigada foi consensual.

Durante o interrogatório, ao ser questionado sobre ter interrompido a relação após um pedido da mulher, os advogados interromperam a oitiva, alegando que o cliente estaria sendo induzido a erro. Na sequência, o investigado exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio, e o depoimento foi encerrado.

A defesa informou anteriormente que não comentaria o conteúdo da investigação em razão do sigilo legal do caso.

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