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Evento em Altamira, no PA, capacita agentes para facilitar crédito rural na Amazônia

Altamira recebe ciclo de formação de Ativadores de Crédito Socioambiental. Reprodução / Júlia Lisboa Começou nesta quarta-feira (23) em Altamira, no sudoeste do Pará, o primeiro ciclo de formação de Ativadores de Crédito Socioambiental. O evento segue até quinta-feira (24) com uma série de quatro capacitações que visam preparar 100 novos agentes para atuar como ponte entre as comunidades tradicio

Por Redação Publicado em 23 de setembro de 2026 às 15:27 4 min de leitura

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Evento em Altamira, no PA, capacita agentes para facilitar crédito rural na Amazônia
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Altamira recebe ciclo de formação de Ativadores de Crédito Socioambiental.

Reprodução / Júlia Lisboa

Começou nesta quarta-feira (23) em Altamira, no sudoeste do Pará, o primeiro ciclo de formação de Ativadores de Crédito Socioambiental.

O evento segue até quinta-feira (24) com uma série de quatro capacitações que visam preparar 100 novos agentes para atuar como ponte entre as comunidades tradicionais da Amazônia e as instituições financeiras.

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O objetivo principal da iniciativa é desburoctatizar e facilitar o acesso ao crédito rural voltado à sociobioeconomia e à agroecologia.

O foco dos participantes está na elaboração e estruturação de projetos de financiamento, especialmente por meio de linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A formação é realizada no âmbito da Modalidade Inovação do Projeto Floresta+ Amazônia, uma ação coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Verde para o Clima (GCF). O programa conta ainda com a parceria da organização Conexsus.

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Gargalo do crédito na região

Apesar da existência de linhas de financiamento específicas para a conservação e o uso sustentável da floresta, comunidades que vivem da sociobiodiversidade, como povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, ainda enfrentam sérias barreiras para acessar esses recursos.

A falta de profissionais que compreendam a realidade produtiva dessas populações e saibam traduzi-la para as exigências dos bancos é apontada como um dos maiores entraves para a expansão do crédito verde na região.

"As organizações comunitárias que conservam a floresta por meio de atividades produtivas diferenciadas também precisam ser assistidas por profissionais com conhecimentos adequados a essa realidade", explica Giuliano Guimarães, assessor técnico do Projeto Floresta+ Amazônia.

Segundo ele, a capacitação atua diretamente nessa lacuna, "funcionando como ponte entre essas organizações e as instituições financeiras, a fim de viabilizar o acesso a linhas de crédito específicas", pontua.

Do Plano Safra ao ambiente digital

Durante os encontros, os futuros ativadores passam por um treinamento que une teoria e prática. O conteúdo programático abrange as diretrizes do Plano Safra, transição agroecológica, educação financeira, cooperativismo e direitos territoriais.

Na parte prática, os alunos aprendem a operacionalizar propostas de crédito utilizando ferramentas digitais, como o aplicativo CrediAmbiental e o portal do Banco do Brasil.

Ao final do curso, os participantes estarão aptos a:

Elaborar projetos do Pronaf voltados à sociobioeconomia;

Prestar assessoria em educação financeira para produtores locais;

Integrar a Rede de Ativadores de Crédito Socioambiental da Conexsus;

Atuar com o reconhecimento do MMA como Agentes de Crédito da Sociobioeconomia e Agroecologia.

Fortalecimento da economia local

Para Fernando Moretti, diretor de Políticas da Sociobioeconomia da Conexsus, a qualificação desses agentes é fundamental para descentralizar e garantir que os recursos cheguem "na ponta" da cadeia produtiva.

"A formação de agentes amplia o acesso ao crédito e fortalece as oportunidades econômicas para povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, conectando conservação da biodiversidade, produção sustentável e geração de renda", destaca Moretti.

A iniciativa faz parte de uma estratégia nacional conjunta entre o MMA e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

De acordo com Bruna De Vita, diretora de Políticas de Estímulo à Bioeconomia do MMA, a parceria é uma ferramenta de inclusão social e conservação ambiental.

"Estamos preparando agentes para apoiar as famílias na estruturação de projetos e no acesso ao Pronaf, unindo inclusão produtiva e conservação da biodiversidade”, conclui.

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