Ex-funcionário da OpenAI diz que empresas de IA não são 'nem de perto cuidadosas o suficiente'
OpenAI Reuters/Dado Ruvic Um ex-funcionário da área de segurança da OpenAI, que deixou recentemente a empresa, criticou a forma como a companhia lida com a segurança da inteligência artificial (IA). Segundo David Robinson, a cultura de desenvolvimento acelerado aumenta o risco de falhas. Em um artigo publicado neste sábado (3) na revista americana "The Atlantic", Robinson afirmou que as empresas d
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Reuters/Dado Ruvic
Um ex-funcionário da área de segurança da OpenAI, que deixou recentemente a empresa, criticou a forma como a companhia lida com a segurança da inteligência artificial (IA). Segundo David Robinson, a cultura de desenvolvimento acelerado aumenta o risco de falhas.
Em um artigo publicado neste sábado (3) na revista americana "The Atlantic", Robinson afirmou que as empresas de IA, incluindo a OpenAI, não estão sendo "nem de perto cuidadosas o suficiente". Segundo ele, as companhias deveriam dar mais espaço a especialistas em segurança e à pesquisa antes de desenvolver sistemas mais avançados.
"O tempo de tentativa e erro acabou", escreveu David Robinson. Para ele, sistemas avançados de IA precisam de medidas de segurança semelhantes às adotadas em setores como energia nuclear e aviação.
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David Robinson também criticou uma prática que a OpenAI chama de "implantação iterativa": lançar sistemas e reforçar as medidas de segurança à medida que os problemas aparecem.
As críticas se somam a um debate no setor de inteligência artificial sobre a velocidade com que as empresas desenvolvem sistemas cada vez mais avançados. A OpenAI e a concorrente Anthropic têm sido questionadas após episódios em que controles de segurança falharam ou sistemas experimentais apresentaram comportamentos inesperados.
David Robinson afirmou ter trabalhado por três anos e meio na OpenAI, onde ajudou a elaborar a estrutura usada pela empresa para lidar com riscos e supervisionou relatórios de segurança de 12 lançamentos de modelos avançados.
"À medida que a empresa corre de um lançamento para o outro, ela não está conseguindo atingir o nível de cuidado que acredito ser necessário", escreveu.
Em resposta, a OpenAI afirmou que busca evitar que seus modelos se tornem mais avançados do que a empresa consegue administrar com segurança. "Pausamos o treinamento ou suspendemos os modelos quando precisamos diminuir o ritmo", disse um porta-voz da companhia.
David Robinson também alertou que as capacidades da inteligência artificial estão avançando mais rapidamente do que o conhecimento dos pesquisadores sobre o chamado "alinhamento", área dedicada a fazer com que os sistemas de IA atuem de acordo com objetivos e valores humanos.