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Família aguarda há mais de quatro meses por laudo para identificar pé encontrado após morte de jovem no TO

Jhenyfer Camilly morreu após acidente de trânsito na BR-010 Arquivo Pessoal A família de Jhenyfer Camilly Alves dos Santos aguarda há mais de quatro meses pelo laudo que deve confirmar se um pé humano encontrado em rodovia pertence à jovem. Ela morreu aos 22 anos e teve o pé amputado durante a batida entre uma motocicleta e um carro na BR-010, em Palmas. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmo

Por Redação Publicado em 28 de setembro de 2026 às 14:10 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Família aguarda há mais de quatro meses por laudo para identificar pé encontrado após morte de jovem no TO
Publicado originalmente por [fonte]

Jhenyfer Camilly morreu após acidente de trânsito na BR-010

Arquivo Pessoal

A família de Jhenyfer Camilly Alves dos Santos aguarda há mais de quatro meses pelo laudo que deve confirmar se um pé humano encontrado em rodovia pertence à jovem. Ela morreu aos 22 anos e teve o pé amputado durante a batida entre uma motocicleta e um carro na BR-010, em Palmas.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que o acidente que matou Jhenyfer aconteceu no km 3 da rodovia, no dia 17 de maio. O membro foi encontrado no dia 21, por uma mulher que praticava corrida na região, a alguns quilômetros do acidente.

"Ainda não tivemos nenhuma informação, é uma falta de respeito. Infelizmente ainda não sabemos se o membro pertencia à Jhenyfer", contou a mãe, Maria Aparecida.

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Nesta segunda-feira (28), após ser questionada pelo g1, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que o laudo que confirmou que o pé realmente pertencia à vítima Jhenyfer Camilly Alves dos Santos foi concluído. "O documento foi finalizado no dia 16 de setembro de 2026", diz a nota.

A mãe da jovem afirmou que, até a manhã desta segunda, a família não foi formalmente avisada sobre a conclusão do exame e a confirmação. "Eles não nos avisaram, e o pé onde está? Não ouve ligação, não ouve mensagens. Nada. E deixei claro no IML que quando fosse confirmado eu queria enterrar junto ao corpo da minha filha. É um pouco caso com a gente", disse Maria Aparecida.

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Policial militar indiciado

O policial militar Nerivaldo Mendes, de 39 anos, dirigia o veículo envolvido na batida contra a motocicleta em que a estudante Jhenyfer e o marido estavam. O militar foi indiciado pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

A defesa do militar informou que só irá se manifestar nos autos do processo.

A Polícia Militar do Tocantins informou que o militar estava de folga e dirigia veículo particular. Segundo a corporação, ele permaneceu no local, prestou socorro e fez teste de alcoolemia, com resultado negativo.

Identificação do pé

No início de junho, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que exames periciais tinham confirmado que o membro pertencia à jovem. No dia 2 de julho, após ser questionada pelo g1 sobre a demora na liberação, a pasta afirmou que, na verdade, ainda não concluiu a identificação do membro. Nesta segunda-feira (28), a SSP voltou a afirmar que o pé é da jovem, mas não informou se foi liberado para sepultamento. Os pais da jovem lamentam a demora e cobram respostas sobre o acidente.

"Isso é muito ruim porque queremos enterrar o pé da nossa filha. [...] Além de não ter a confirmação sobre, não sabemos sobre o andamento do inquérito e fica como se uma vida não valesse nada", afirma a mãe.

Quem é Jhenyfer

Segundo a mãe, Maria Aparecida, a filha estava à caminho de Aparecida do Rio Negro para visitar a família. Jhenyfer Camilly morreu no Hospital Geral de Palmas (HGP), horas depois do acidente.

A jovem cursava Nutrição em uma faculdade de Palmas, e sonhava em conquistar o diploma. Ela trabalhava como vendedora em uma loja de departamentos e era descrita como uma jovem “cheia de vida”.

"Minha filha era meiga, amava os irmãos. Ela falava que iria terminar a faculdade para ajudar a família. Jhenyfer estava no melhor momento da vida dela. Estava alegre, sorridente, cheia de vida", diz a mãe.

Segundo Sandro Lima, cunhado de Jhenyfer, ela deixou lembranças marcadas pelo carisma e pelo sorriso constante. "Era uma menina alegre. Estava sempre sorrindo".

Jhenyfer Camilly era estudante de Nutrição

Arquivo Pessoal

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