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Família busca respostas quase um ano após desaparecimento de jovem em viagem entre PA e AP: ‘não perco a esperança’

Camile Vitória desapareceu no dia 20 de outubro Audrey Ariadne/Arquivo pessoal No dia 20 de outubro, completa um ano do desaparecimento de Camile Vitória, de 23 anos. A jovem sumiu durante uma viagem entre a Ilha de Chaves, no interior do Pará, e o Amapá. O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e mobilizou familiares em buscas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Quase

Por Redação Publicado em 23 de setembro de 2026 às 06:00 5 min de leitura

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Família busca respostas quase um ano após desaparecimento de jovem em viagem entre PA e AP: ‘não perco a esperança’
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Camile Vitória desapareceu no dia 20 de outubro

Audrey Ariadne/Arquivo pessoal

No dia 20 de outubro, completa um ano do desaparecimento de Camile Vitória, de 23 anos. A jovem sumiu durante uma viagem entre a Ilha de Chaves, no interior do Pará, e o Amapá. O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e mobilizou familiares em buscas.

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Quase um ano depois, a família ainda vive entre a angústia da falta de respostas e a esperança de reencontrar Camile. Amanda Sabrine Silva, irmã de Camile, lembra com carinho dos momentos compartilhados entre as duas, esse amor a mantém confiante.

“Para mim é angustiante, é uma dor muito grande. A saudade também é enorme, mas eu não perco a esperança de encontrar minha irmã e poder abraçá-la novamente. Precisamos manter essa esperança no coração. Ainda assim, é muito angustiante, porque as perguntas continuam sendo as mesmas. Todos os dias me questiono e me culpo por talvez não ter chegado ao pier no horário, já que só eu poderia confirmar se ela realmente chegou ou não”, lamenta Amanda.

No dia em que Camile desapareceu, Amanda iria buscá-la no Píer de Santa Inês, em Macapá, mas se atrasou e, quando chegou ao local, não encontrou mais a jovem.

A suspeita é que Camile tenha desembarcado em Macapá e desaparecido ao chegar no porto. A Polícia Civil coletou imagens de câmeras da região. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

As investigações continuam, mas até agora não houve avanços. O delegado Paulo Moraes informou que buscas foram feitas em bairros de Macapá e em Chaves, sem resultados.

O caso de Camile é o mais antigo ainda em aberto na delegacia.

“Fizemos várias diligências, mas nem temos certeza se ela chegou a Macapá. Sabemos apenas que embarcou, como confirmaram os pais e o dono da embarcação. A angústia da família também é nossa, mas há casos em que não temos pistas para seguir”, disse o delegado.

A polícia enfrenta dificuldades para localizar passageiros que estavam no barco e poderiam ajudar nas investigações. Outro obstáculo é que Camile não era ativa nas redes sociais, o que reduz as chances de encontrar pistas.

“A polícia sempre pergunta se temos novidades. Eles dizem que continuam procurando, mas a falta de atividade da Camile nas redes sociais dificulta muito”, contou Amanda.

A polícia verificou possíveis movimentações bancárias e criação de perfis em redes sociais, mas não encontrou nada.

A família recebeu relatos de pessoas que afirmavam ter visto alguém parecido com Camile, mas nenhuma das informações foi confirmada.

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Relembre o desaparecimento

Camile estava há cerca de um mês na Ilha de Chaves, onde a mãe mora. Ela estava a caminho de Macapá para realizar tratamento psicológico, segundo a família.

A família acredita que, pela vulnerabilidade emocional da jovem, alguém pode ter se aproveitado e a levado embora. Os familiares a descrevem como calma e estudiosa, o que faz com que o passar dos dias seja ainda mais angustiante.

Em caso de informações, a população pode entrar em contato com o número: (96) 991704302, disque denúncia da delegacia.

Na foto estão, Audrey Ariadne, prima de Camile Vitória, e a jovem

Audrey Ariadne/Arquivo pessoal

Amapá tem a 3ª maior taxa de desaparecimento do Brasil

O Amapá registrou 265 desaparecimentos no primeiro semestre de 2026 e tem a 3ª maior taxa do país, segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública. O índice equivale a 56 casos para cada 100 mil habitantes.

No Brasil, foram 43.910 desaparecimentos entre janeiro e junho, o maior número para um primeiro semestre em dez anos. A média nacional é de 10 casos por hora.

Como comunicar um desaparecimento?

Antes, muitas famílias acreditavam que era preciso esperar 24 horas para registrar o desaparecimento. Hoje, a orientação é agir imediatamente, o que aumenta as chances de localização.

O boletim de ocorrência pode ser feito em qualquer delegacia do Estado. Quanto mais informações sobre a pessoa desaparecida, melhor.

Cada detalhe ajuda a traçar a rota da pessoa desaparecida. Redes sociais também são usadas na busca, já que muitas vezes a pessoa deixa pistas ou contatos.

É importante levar uma foto recente à delegacia para que a polícia possa divulgar um card público. Se o registro não for feito por um familiar, é preciso apresentar um documento assinado por parente de 1º grau da família autorizando a divulgação da imagem.

Quando há suspeita de que a pessoa saiu do estado, a Polícia Civil trabalha em conjunto com outras unidades da federação para tentar a localização.

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