Família denuncia agressões de policiais militares contra adolescentes durante abordagem em MG
Família denuncia agressões de policiais militares contra adolescentes durante abordagem Uma família de São José da Barra (MG) denuncia que dois adolescentes, de 15 e 16 anos, teriam sido agredidos por policiais militares durante uma abordagem realizada no último sábado. Segundo os jovens, eles sofreram agressões físicas e queimaduras provocadas por um maçarico durante a ação. 📲 Siga a página do g1
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Família denuncia agressões de policiais militares contra adolescentes durante abordagem
Uma família de São José da Barra (MG) denuncia que dois adolescentes, de 15 e 16 anos, teriam sido agredidos por policiais militares durante uma abordagem realizada no último sábado. Segundo os jovens, eles sofreram agressões físicas e queimaduras provocadas por um maçarico durante a ação.
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O adolescente de 15 anos afirmou que ainda carrega marcas das supostas agressões. Com a identidade preservada, ele relatou que estava com um amigo em uma quadra da cidade quando foi abordado pelos policiais.
"Primeiro eles começaram a dar socos nas costelas, na barriga, queimar com maçarico depois. Aí já começaram a me enforcar para desmaiar. Não teve como pedir socorro porque eles estavam me enforcando, aí não tinha como nem falar direito", disse o adolescente.
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Reprodução EPTV
De acordo com o relato do jovem, ele e o amigo estavam sentados na arquibancada da quadra quando os militares se aproximaram. Os policiais teriam afirmado que o local era usado para venda de drogas e solicitado que os adolescentes desbloqueassem os celulares. Após a negativa, as agressões teriam começado.
"Aí eles desceram, começaram a abordar, viram que não tinha nada de errado e falaram que aqui era ponto de biqueira, que nós estávamos vendendo droga aqui. Perguntaram onde estava a droga, falaram para desbloquear o meu celular. Eu falei que não era ponto de biqueira, que não tinha droga e que não ia desbloquear o meu celular, porque eles não podem fazer isso. Aí eles começaram a me agredir. Ah, senti oprimido, né?", afirmou.
A mãe do adolescente também denunciou que policiais teriam entrado na residência da família e realizado buscas sem encontrar nenhum material ilícito.
"Dentro da casa, no quintal, tinha mais três policiais procurando coisa errada. Tinha mais três policiais de fora. Quando eu subi, tinha uma policial feminina na rua, junto com a viatura que estava parada em frente da minha casa. Eu cheguei a perguntar para eles o que tinha acontecido, ninguém me respondeu. Aí eu fui entrando dentro da quadra, onde eu avistei mais de 30 policiais militares, todos fardados também. E no final da quadra estava o meu filho e o amigo dele", relatou a mulher, que teve a identidade preservada.
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Reprodução EPTV
Em nota, a Polícia Militar informou que realizou a abordagem de dois adolescentes em um local conhecido por ocorrências relacionadas ao comércio ilícito de entorpecentes. Segundo a corporação, foram feitas buscas pessoais, mas nenhum material ilícito foi encontrado. A PM informou ainda que realizou diligências complementares em um imóvel, com autorização da proprietária, e que nada de irregular foi localizado.
Conforme a corporação, a mãe de um dos adolescentes esteve na quadra, acompanhou a conclusão da abordagem e a liberação dos dois jovens. Mais tarde, a Polícia Militar foi acionada ao hospital municipal, onde os adolescentes relataram ter sido vítimas de agressão durante a ação policial.
Durante o registro da ocorrência, um dos adolescentes foi apreendido e o pai dele foi preso por desacato, segundo a PM. A corporação afirmou também que instaurou um procedimento administrativo para apurar todas as circunstâncias da atuação policial.
Família denuncia agressões de policiais militares contra adolescentes durante abordagem
A mãe de um dos adolescentes contesta a versão da Polícia Militar e afirma que os policiais não quiseram registrar um boletim de ocorrência sobre as agressões denunciadas.
"Só que não teve desacato nenhum, em hora nenhuma. Não teve desacato. A gente só ficou extremamente sem resposta e sem ação, porque ele não queria fazer o boletim de ocorrência. Eu quero justiça", afirmou.
A família do outro adolescente envolvido no caso preferiu não conceder entrevista. O Conselho Tutelar informou que orientou a mãe de um dos jovens e encaminhou as informações ao Ministério Público para conhecimento e adoção das providências cabíveis.
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