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Feminicida é condenado a 17 anos por matar jovem com tiro no pescoço em MS

Matheus Henrique de Oliveira Domingos no bando dos réus TV Morena Matheus Henrique de Oliveira Domingos, de 24 anos, foi condenado nesta sexta-feira (2), em Campo Grande, a 17 anos de prisão pelo feminicídio de Kamyla Scarlet Fernandes Cristaldo, de 28 anos. A vítima foi baleada no pescoço em setembro de 2024, no bairro Colúmbia, na região norte da capital. A condenação foi pelos crimes de feminic

Por Redação Publicado em 2 de outubro de 2026 às 17:39 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Feminicida é condenado a 17 anos por matar amiga da namorada com tiro no pescoço em MS
Publicado originalmente por [fonte]

Matheus Henrique de Oliveira Domingos no bando dos réus

TV Morena

Matheus Henrique de Oliveira Domingos, de 24 anos, foi condenado nesta sexta-feira (2), em Campo Grande, a 17 anos de prisão pelo feminicídio de Kamyla Scarlet Fernandes Cristaldo, de 28 anos. A vítima foi baleada no pescoço em setembro de 2024, no bairro Colúmbia, na região norte da capital.

A condenação foi pelos crimes de feminicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

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O pai de Kamyla acompanhou o julgamento e afirmou que considera que a Justiça foi feita.

“Plenamente satisfeito, não estou, mas confortável eu estou”, declarou.

Réu negou autoria e apresentou álibi

O julgamento foi presidido pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Na abertura dos trabalhos, o magistrado apresentou aos jurados um vídeo com informações sobre a dinâmica e as regras do julgamento.

Durante o interrogatório, Matheus negou a autoria do crime, assim como havia feito durante as investigações. Ele apresentou um álibi e afirmou que estava no interior de São Paulo no momento dos disparos.

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A Defensoria Pública, responsável pela defesa do réu, pediu a impronúncia de Matheus, sob o argumento de que não havia provas suficientes para submetê-lo a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A defesa chegou a recorrer da decisão que levou o caso a júri popular, mas o pedido foi negado pela Justiça. Segundo as decisões do processo, havia indícios considerados suficientes de autoria, baseados em depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais.

Ainda conforme o processo, antes de morrer, Kamyla teria apontado Matheus como o responsável pelos disparos.

Vítima ficou três meses internada

Segundo a denúncia, Kamyla foi atingida por dois disparos no pescoço quando saía de casa para pegar um carro de aplicativo. O crime ocorreu em setembro de 2024, no bairro Colúmbia.

Kamyla era amiga da então namorada de Matheus. As duas moravam juntas na mesma casa. Conforme consta no processo, o crime teria sido motivado por ciúmes da amizade entre as duas.

Após os disparos, Kamyla foi socorrida e permaneceu internada por cerca de três meses na Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o crime, o suspeito fugiu e foi preso mais de um ano depois.

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