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Filha suspeita pela morte da mãe no TO alega insanidade mental e passará por perícia

Compra de celular e convite para fazer compras: como filhas planejaram feminicídio da mãe A Justiça determinou que Déborah de Oliveira Ribeiro, acusada de matar a própria mãe, passe por uma perícia após a defesa dela alegar a insanidade mental da ré. Ela e a irmã, Roberta de Oliveira Ribeiro, estão presas suspeitas pelo assassinato de Deise Carmem de Oliveira Ribeiro. Segundo as investigações, as

Por Redação Publicado em 24 de setembro de 2026 às 13:38 4 min de leitura

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Filha suspeita pela morte da mãe no TO alega insanidade mental e passará por perícia
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Compra de celular e convite para fazer compras: como filhas planejaram feminicídio da mãe

A Justiça determinou que Déborah de Oliveira Ribeiro, acusada de matar a própria mãe, passe por uma perícia após a defesa dela alegar a insanidade mental da ré. Ela e a irmã, Roberta de Oliveira Ribeiro, estão presas suspeitas pelo assassinato de Deise Carmem de Oliveira Ribeiro.

Segundo as investigações, as filhas viam a mãe como um "embaraço" e o crime teria sido motivado pelo interesse em obter o controle sobre as finanças da família.

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Conforme a decisão, a defesa alegou que Déborah apresenta um quadro clínico e neuropsiquiátrico complexo. Nos autos, foram anexados registros de atendimento médico-ambulatorial e prontuário médico. Por esse motivo, os advogados pediram a suspensão da audiência de instrução e julgamento, pedido que foi indeferido pela Justiça.

As informações constam em processo sem sigilo. O g1 solicitou um posicionamento às defesas dos réus, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.

A ré ainda passará pela audiência, mas somente após a divulgação do laudo pericial. Déborah também continuará presa na Unidade Penal Feminina de Formoso do Araguaia, conforme a decisão expedida pela juíza Ana Paula Araújo, da 1ª Escrivania Criminal de Peixe, na última segunda-feira (21).

"Os diagnósticos neuropsiquiátricos documentados, por si sós, não traduzem situação de incompatibilidade clínica com o encarceramento cautelar a justificar transferência imediata para hospital de custódia ou conversão em prisão domiciliar, mantendo-se inalterada a custódia preventiva na referida unidade prisional", afirmou a juíza.

Deise Carmem de Oliveira Ribeiro tinha 55 anos

Reprodução/Gurupi Memes

Audiencia não foi finalizada

Parte da audiência de instrução foi realizada na última terça-feira (22), quando foram ouvidas quatro testemunhas. Conforme o documento, devido à "exaustão dos participantes e a inviabilidade material de conclusão de todos os atos orais", as outras testemunhas serão ouvidas em novembro.

Além de Roberta, também respondem pela ação criminal o marido de Deise, José Roberto Ribeiro, e o genro, Mateus Viana de Oliveira. Os três devem ser interrogados no dia 27 de novembro. Depois, a juíza vai decidir se os réus serão levados ao Tribunal do Júri.

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Relembre o caso

Deise foi dada como desaparecida e, dias depois, o corpo foi encontrado boiando no rio, no dia 1º de janeiro de 2026. Segundo a investigação da Polícia Civil, a empresária foi levada para uma área rural de Peixe, onde foi morta a facadas e teve o corpo jogado no Rio Santa Tereza.

O caso foi tratado como feminicídio pela polícia porque a morte de Deise ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar.

Antes do assassinato, as filhas haviam comprado um celular, que foi cadastrado no nome da mãe. De acordo com a investigação, o aparelho supostamente foi usado pelas filhas para enviar mensagens a parentes, se passando por Deise. A intenção era passar a ideia de que a empresária teria ido embora por conta própria, para atrasar as buscas.

Embora uma das filhas tenha tentado atribuir a culpa exclusivamente à outra, a polícia afirma que as investigações técnicas, baseadas em sinais de torres de telefonia e conexões de internet, indicam que ambas estavam na cena do crime.

José Roberto Ribeiro, marido de Deise e pai das suspeitas, foi indiciado por suspeita de atrapalhar as investigações e eliminar registros relevantes. A polícia esclareceu que não há indícios de que ele tenha participado do crime.

Conforme os autos, porém, ele teria apagado mensagens e ocultado o veículo utilizado pelas filhas para transportar o corpo da vítima. José foi solto em abril deste ano e responde ao processo em liberdade.

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