Florianópolis oferece tratamento gratuito contra leishmaniose em cães
Florianópolis adotou uma alternativa à eutanásia de cães diagnosticados com Leishmaniose Visceral Canina ao oferecer tratamento gratuito para animais de famílias de baixa renda. A iniciativa da Prefeitura garante medicamentos e acompanhamento aos cães de moradores com renda de até três salários mínimos inscritos no CadÚnico, além do custeio do tratamento dos animais mantidos no canil da Diretoria
Conteúdo de G1 — ler no site de origem
Florianópolis adotou uma alternativa à eutanásia de cães diagnosticados com Leishmaniose Visceral Canina ao oferecer tratamento gratuito para animais de famílias de baixa renda. A iniciativa da Prefeitura garante medicamentos e acompanhamento aos cães de moradores com renda de até três salários mínimos inscritos no CadÚnico, além do custeio do tratamento dos animais mantidos no canil da Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea).
A medida busca permitir o controle da doença e reduzir a necessidade de eutanásias, especialmente nos casos em que os tutores não teriam condições financeiras de manter o tratamento. Para os cães acolhidos pela Dibea, o suporte continua mesmo após a adoção, com garantia da medicação e do acompanhamento veterinário necessários.
Doença pode ser controlada com tratamento
A Leishmaniose Visceral Canina é uma doença infecciosa causada por protozoários e transmitida pela picada da fêmea do mosquito-palha, conhecido como flebotomíneo. Entre os sinais que podem aparecer nos cães estão feridas e úlceras, crescimento das unhas, febre prolongada, emagrecimento, anemia e aumento do fígado e do baço.
A doença não é transmitida diretamente de um cão para uma pessoa ou para outro animal por meio de carinho, toque ou convivência. A transmissão ocorre pelo inseto vetor.
Embora não tenha cura, a leishmaniose pode ser controlada com tratamento e medidas de prevenção. O acompanhamento inclui medicação e utilização de coleira repelente, que ajuda a impedir que o mosquito pique o animal infectado e participe do ciclo de transmissão.
Segundo a médica veterinária do Hospital Veterinário Municipal e pesquisadora de Leishmaniose Visceral Canina, Amábilli Rosar, os cuidados com os cães diagnosticados com a doença precisam ser mantidos ao longo da vida do animal. “O uso da coleira repelente é essencial para os animais portadores da doença. A coleira previne a transmissão, enquanto o tratamento adequado promove o bem-estar dos animais.”
Atendimento é garantido para famílias de baixa renda
Em Florianópolis, cães pertencentes a famílias com renda de até três salários mínimos e cadastradas no CadÚnico podem receber atendimento pelo Hospital Veterinário Municipal. A assistência aos animais de famílias de baixa renda está prevista na Lei Municipal nº 10.837/2022.
No caso dos cães acolhidos pela Dibea, o município assume integralmente o tratamento enquanto permanecem no canil. A assistência é mantida para aqueles que forem adotados, evitando que o custo da medicação seja um obstáculo para quem deseja levar um animal diagnosticado para casa.
Os cães adotados também poderão utilizar a estrutura do Hospital Veterinário Municipal, que oferece consultas, exames laboratoriais e de imagem, cirurgias, internação e atendimento de plantão 24 horas.
A legislação federal admite a eutanásia de animais em situações previstas pela Lei nº 14.228/2021. Em Florianópolis, a oferta de tratamento aos animais atendidos pelos critérios municipais amplia as possibilidades para que cães diagnosticados sejam acompanhados e permaneçam sob tratamento.
Conforme Lei nº 10.199, a Prefeitura informa que a produção deste conteúdo não teve custo e sua veiculação custou em média R$ 2.550,00.
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