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quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Focos de calor no AP saltam de 36 para 160 em um ano; Calçoene concentra metade das ocorrências

Atear fogo em lixo e vegetação está proibido até o fim de novembro no Amapá O número de focos de calor no Amapá aumentou 353% entre 2025 e 2026, segundo dados do Painel do Fogo. No mesmo período do ano passado, foram registrados 36 focos. Neste ano, o número chegou a cerca de 180 ocorrências. Calçoene, a 374 quilômetros de Macapá, concentra metade dos registros, seguido por Tartarugalzinho e Amapá

Por Redação Publicado em 17 de setembro de 2026 às 13:44 5 min de leitura

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Focos de calor no AP saltam de 36 para 160 em um ano; Calçoene concentra metade das ocorrências
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Atear fogo em lixo e vegetação está proibido até o fim de novembro no Amapá

O número de focos de calor no Amapá aumentou 353% entre 2025 e 2026, segundo dados do Painel do Fogo. No mesmo período do ano passado, foram registrados 36 focos. Neste ano, o número chegou a cerca de 180 ocorrências. Calçoene, a 374 quilômetros de Macapá, concentra metade dos registros, seguido por Tartarugalzinho e Amapá.

Os dados são do Painel do Fogo, ferramenta que reúne informações sobre focos de calor e auxilia na fiscalização ambiental. Diariamente, as coordenadas dos focos identificados por satélite são cruzadas com informações de propriedades cadastradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

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Segundo as autoridades, o aumento dos focos está relacionado às condições de estiagem, aos ventos fortes e aos efeitos do El Niño. No fim de agosto, Calçoene registrou níveis críticos de seca, principalmente na região do Igarapé do Jiju.

Ainda em agosto, o Amapá registrou um aumento de 400% nos focos de calor em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Núcleo de Meteorologia e Recursos Hídricos do Iepa (NHMET),

Você sabia? Uma portaria da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) suspendeu totalmente o uso do fogo no Amapá entre 1º de setembro e 30 de novembro de 2026. Durante o período, as autoridades ambientais orientam a população a não queimar lixo, terrenos, quintais ou áreas com vegetação seca.

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Calçoene, Tartarugalzinho e Amapá

Calçoene, Tartarugalzinho e Amapá concentram atividades como pecuária e pesca. Nessas regiões, a vegetação de cerrado é um dos fatores que favorecem a rápida propagação das chamas, principalmente durante o período de estiagem.

Monitoramento do CBM com as últimas taxas registradas

CBM/Divulgação

O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Izidio Júnior explica que um pequeno foco de incêndio pode se espalhar rapidamente nas áreas de cerrado. Segundo ele, a vegetação seca e os ventos favorecem o avanço das chamas.

"Essa vegetação tem uma característica que favorece a propagação do fogo, porque é um capim rasteiro e fica muito seco. Quando uma chama começa na beira da estrada, por exemplo, o fogo pode se espalhar por quilômetros. O vento também contribui para esse avanço. Em uma área de floresta, o fogo pode ser mais intenso, mas a propagação costuma ser mais lenta. Nessas áreas de campo, temos temperatura alta, capim muito seco e vento forte”, explicou.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a maior concentração de queimadas suspeitas tem sido verificada ao longo da BR-156. A área é a principal via de deslocamento entre os municípios do Estado, e a estrada costuma ser afetada pela incidência de fumaça.

Em um dos casos recentes, um incêndio atingiu uma área de vegetação no quilômetro 21 da BR-156, no interior do Amapá, desde a manhã do dia 9. O fogo se espalhou por uma área extensa e os bombeiros trabalharam para conter as chamas.

Imagens registradas mostram a intensidade das chamas, que já consumiram boa parte da vegetação. A suspeita é de que o incêndio tenha sido provocado.

Os bombeiros trabalham com a possibilidade de os números crescerem também nos outros municípios que ficam próximos à rodovia.

"A gente está tendo apenas esses três municípios com maior incidência. O restante está mais tranquilo até o momento. Mas toda essa região, de Porto Grande para frente, ao longo da BR-156, tem áreas de cerrado. Então, toda essa área pode ser afetada”, afirmou Izidio.

Incêndio no quilometro 21 da BR-156

Reprodução

Amapá Verde

A operação ocorre anualmente e faz parte das ações de proteção à Amazônia e foca na redução dos impactos das queimadas e focos de calor durante o período de estiagem na região.

A atuação do programa é dividida em três eixos centrais: prevenção, combate e fiscalização.

A operação vai atua desde o ínicio de agosto em regiões consideradas de maior vulnerabilidade atendendo os municípios de Tartarugalzinho, Amapá, Calçoene, Mazagão, Laranjal Jari, Ferreira Gomes, Pedra Branca do Amapari, Itaubal, Porto Grande e Vitória do Jari.

A atenção é reforçada em localidades do centro-norte do estado, onde historicamente se registra um maior volume de ocorrências.

"Atualmente, temos 11 equipes distribuídas pelo estado. Quando uma determinada região registra aumento no número de focos, deslocamos equipes que estão em municípios próximos para ajudar no combate. Esse é o planejamento do Corpo de Bombeiros”, explicou Izidio.

Operação Amapá Verde 2026

CBM/Divulgação

Durante as idas, serão levados alguns equipamentos de combate a incêndio como sopradores, abafadores e as mochilas costais. São ferramentas que dão uma acessibilidade e autonomia aos militares em atuar para combater focos de incêndio que ficam longe onde está a viatura.

De acordo com o planejamento dos Bombeiros, o quantitativo da equipe deve ser ampliado em outubro para estender a atuação nas áreas mais críticas.

Como denunciar queimadas?

Caso a população identifique focos de incêndio ou queimadas ilegais, as denúncias podem ser feitas aos canais oficiais do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar Ambiental.

As queimadas ilegais no Brasil preveem penas de reclusão de 2 a 4 anos e multa, conforme o artigo 41 da Lei de Crimes Ambientais.

Operação Amapá Verde 2026

CBM/Divulgação

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