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segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Formação de professores ganha relevância diante da falta de docentes no Agreste

A falta de professores para atuar na educação básica já preocupa escolas e instituições de ensino de Pernambuco. As diferentes áreas da licenciatura são de grande relevância para a formação dos profissionais que atuarão em sala de aula. Para ajudar a suprir essa necessidade na região, o Centro Universitário Tabosa de Almeida (Asces-Unita) oferece cursos de Licenciatura em História, Pedagogia e Edu

Por Redação Publicado em 21 de setembro de 2026 às 16:03 5 min de leitura

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Formação de professores ganha relevância diante da falta de docentes no Agreste
Publicado originalmente por [fonte]


A falta de professores para atuar na educação básica já preocupa escolas e instituições de ensino de Pernambuco. As diferentes áreas da licenciatura são de grande relevância para a formação dos profissionais que atuarão em sala de aula. Para ajudar a suprir essa necessidade na região, o Centro Universitário Tabosa de Almeida (Asces-Unita) oferece cursos de Licenciatura em História, Pedagogia e Educação Física.

Para o coordenador dos cursos de Licenciatura em História e Pedagogia da Asces-Unita, Wilson Rufino, o atual cenário apresenta-se com um misto de desafios e possibilidades. O profissional destaca a importância da escolha profissional e a necessidade de mostrar que os cursos de licenciatura são tão importantes quanto os de bacharelado.

Para o coordenador dos cursos de Licenciatura em História e Pedagogia da Asces-Unita, Wilson Rufino, o atual cenário apresenta-se com um misto de desafios e possibilidades. O profissional destaca a importância da escolha do profissional e a necessidade de mudar a percepção de que os cursos de licenciatura são tão importantes quanto os bacharelados.

“O ofício docente é uma das profissões que mais pode impactar a formação das pessoas e, transformando pessoas, transformamos qualitativamente o mundo. A formação docente continua sendo fundamental para a sociedade, mas precisamos reconhecer que os jovens chegam à universidade com novas expectativas, novas formas de aprender e uma relação muito mais intensa com as tecnologias e as redes sociais”, destaca Wilson.

Ainda segundo o coordenador, no caso específico da História, existe um desafio adicional, que é mostrar que ser professor e historiador é muito mais que transmitir conteúdos sobre o passado. “É formar sujeitos capazes de compreender criticamente o presente, interpretar informações, identificar discursos de desinformação e compreender como as sociedades constroem suas memórias e identidades na relação com seu entorno social e natural”.

Na Asces-Unita, instituição comunitária que carrega a credibilidade de uma história pioneira de quase sete décadas e que tem uma estrutura físico-pedagógica robusta e qualificada, a formação humanística é um dos principais diferenciais para atrair novos estudantes na área, além de ofertar projetos de pesquisa, extensão, atividades culturais, visitas técnicas, excursões, aulas em campo, eventos acadêmicos e projetos interdisciplinares.

Estudantes da Asces-Unita apresentam vivências pedagógicas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) durante evento acadêmico.

Asces-Unita/Divulgação

Deyvison Kaycky de Melo Lucena, aluno do quinto período de Licenciatura em História, destaca que uma das principais coisas que o atraem a estar na formação da Asces é justamente o “tripé” do curso: ensino, pesquisa e extensão.

“Dentro do próprio curso, os estudantes têm muitas possibilidades de entrar em várias áreas, de fazer vários projetos diferentes, e isso contribui muito para uma formação sólida. Essa integração em todos esses eixos me atraiu bastante durante a formação, me dando mais confiança e sabendo que eu estava fazendo um curso de qualidade”, disse Deyvison.

Para Maria Fernanda, outra aluna do curso de Licenciatura em História, estar vivendo o quarto período fez com que ela conseguisse aprofundar cada vez mais a relação dela com a área e compreender melhor o que é estar se formando para ser professora.

Segundo a jovem, a paixão pela História surgiu quando ela passou a ter mais contato com a disciplina no ensino fundamental. Além da curiosidade em conhecer mais sobre a matéria, ela também desenvolveu o interesse por ensinar.

Alunos compartilham experiências práticas do estágio em sala de aula, promovendo a troca de conhecimentos com a turma.

Asces-Unita/Divulgação

Desde que ingressou na graduação na Asces, a jovem iniciou o curso já com contatos diretos com projetos e cursos de extensão, que são alguns dos diferenciais da instituição. Um dos projetos é o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID).

O programa é uma iniciativa do Governo Federal, do qual a Asces também faz parte.

“Eu considero o PIBID como algo essencial na formação não só dos licenciandos em História, mas dos licenciandos de qualquer outra especificidade de estudo, porque de fato o PIBID amplia a nossa visão sobre a sala de aula, permite que a gente enxergue tanto os pontos positivos como também os desafios de estar ali no espaço escolar ministrando”, disse Maria Fernanda.

Na avaliação do coordenador da Asces, a aproximação dos estudantes com a vivência nos projetos é essencial porque permite que o aluno compreenda a realidade concreta da educação básica e perceba que a escola não é apenas o lugar onde ele irá trabalhar no futuro: é também um espaço de formação do próprio professor.

A formação dos novos historiadores torna-se uma necessidade social, especialmente no mundo contemporâneo, tendo em vista que a sociedade vive uma época de excesso de informações, circulação de notícias falsas, disputas de memória e diferentes interpretações sobre o passado.

Encontro de licenciatura reúne alunos e docentes para discutir o impacto da pesquisa e da extensão na formação profissional.

Asces-Unita/Divulgação

“O historiador tem uma responsabilidade muito grande: investigar, contextualizar, problematizar e ajudar a sociedade a compreender de onde viemos para interpretar melhor o presente”, diz Wilson.

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