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Fotos mostram 2 armas de policial penal apreendidas após morte de professora; marido é investigado por suspeita de feminicídio

Duas armas foram apreendidas (ao centro) no caso da morte da professora Aline Bugni. Feipe Bugni, seu marido, é investigado por suspeita de feminicídio. Reprodução Fotos obtidas pela equipe de reportagem mostram duas armas e quatro carregadores apreendidos no quarto onde a professora Aline Bugni, de 31 anos, foi encontrada morta no último domingo (27), em Cajamar, na Grande São Paulo. Nas imagens,

Por Redação Publicado em 29 de setembro de 2026 às 08:37 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Fotos mostram 2 armas de policial penal apreendidas após morte de professora; marido é investigado por suspeita de feminicídio
Publicado originalmente por [fonte]

Duas armas foram apreendidas (ao centro) no caso da morte da professora Aline Bugni. Feipe Bugni, seu marido, é investigado por suspeita de feminicídio.

Reprodução

Fotos obtidas pela equipe de reportagem mostram duas armas e quatro carregadores apreendidos no quarto onde a professora Aline Bugni, de 31 anos, foi encontrada morta no último domingo (27), em Cajamar, na Grande São Paulo. Nas imagens, também é possível ver um projétil sobre a cama e uma marca de disparo na parede (veja acima e abaixo).

O marido dela, o policial penal Felipe Bugni, de 40 anos, é investigado por suspeita de feminicídio. Ele alega que a esposa cometeu suicídio, mas a principal hipótese da Polícia Civil, que registrou o caso como morte suspeita, é a de assassinato. A filha do casal, de 6 anos, também estava na residência no momento do disparo.

Felipe está preso preventivamente por determinação da Justiça por ter agredido o pai e o irmão de Aline e por violência psicológica contra a mulher.

Polícia investiga morte de mulher de policial penal em Cajamar

Segundo policiais, o disparo que atingiu a parede ocorreu acidentalmente durante o procedimento de desmuniciamento de uma das armas, feito por um dos agentes. O projétil ficou sobre a cama. A dinâmica do tiro que matou Aline ainda é apurada pela Polícia Técnico-Científica.

As armas foram encontradas pela Polícia Militar (PM), que atendeu a ocorrência, embaixo da cama.

Outra imagem, feita após a chegada dos socorristas, mostra Aline caída no chão, com as duas mãos vazias e sem nenhuma arma por perto. A foto não será divulgada na reportagem por ser considerada forte.

Morte é investigada

Cartucho de bala disparada na parede após arma ser desmunicidada por um agente que foi atender a ocorrência em Cajamar.

Reprodução

Felipe disse à polícia que Aline usou uma das armas dele para tirar a própria vida. Ele afirmou que estava em outro cômodo quando ouviu o disparo e encontrou a mulher caída e ensanguentada.

A polícia realizou exames residuográficos nas mãos de Aline e Felipe. As armas foram apreendidas e encaminhadas para perícia, e o corpo foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML) para necropsia.

Na delegacia, segundo o registro da ocorrência, Felipe permaneceu em silêncio sobre a morte. Ele negou violência psicológica contra a mulher e afirmou que o relacionamento do casal era bom.

Filha do casal

Arthur Bugni é suspeito de matar esposa Aline Bugni

Arquivo pessoal

A filha do casal contou a profissionais de saúde que estava no quarto quando os pais discutiram. Depois do disparo, viu a mãe caída no chão. A menina então chamou o avô, que mora no andar debaixo da casa, e disse que a "mãe morreu".

Horas antes da morte, o pai de Aline, José dos Santos, de 65 anos, havia chamado a Guarda Civil Municipal (GCM). Segundo o relato feito à polícia, Felipe teria usado spray de pimenta contra a porta e a janela da casa do sogro. Os agentes foram ao local, conversaram com o policial penal e depois foram embora.

Após isso, ocorreu o disparo. José e Tiago Santos, irmão de Aline, contaram que foram agredidos com socos por Felipe quando entraram na casa. A Polícia Militar (PM), que havia sido chamada para atender a ocorrência, deteve o policial penal por agressão e ameaça.

Tiago e José, respectivamente, irmão e pai de Aline. Os dois foram agredidos por Felipe, marido da professora.

Lucas Jozino/TV Globo

A família afirma que Aline queria se separar de Felipe e nega que ela tivesse intenção de tirar a própria vida.

A equipe de reportagem tenta contato com a defesa de Felipe para comentar o assunto.

Outros casos em 2026

Tenente-coronel Geraldo Neto será julgado pela Justiça comum

Este é pelo menos o terceiro caso de suspeita de feminicídio em 2026 envolvendo agentes de segurança do estado que se tem conhecimento na imprensa.

Em fevereiro, o tenente-coronel da PM Geraldo Neto foi preso, acusado de assassinar a esposa, a policial militar Gisele Alves, no apartamento em que o casal vivia, no Brás, no Centro da capital paulista. Neste mês de setembro, a vítima foi a técnica de radiologia Larissa Morata, encontrada morta em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. O marido dela, o soldado da PM Vinícius Silva, está preso temporariamente pelo crime. Assim como no caso de Aline, os suspeitos alegam que as mulheres cometeram suicídio.

Justiça de SP determina a prisão temporária de soldado da PM suspeito de matar a esposa

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