Grupo que planejava matar delegados tinha ramificações na Bolívia e no Uruguai, aponta investigação
Organização criminosa é alvo de operação após destinar R$ 1 milhão para executar delegados no PI, diz SSP Reprodução/SSP-PI A operação contra uma organização criminosa suspeita de destinar cerca de R$ 1 milhão para planejar a execução dos delegados Charles Pessoa e Ayslan Magalhães identificou elementos que indicam a presença de investigados no exterior. Segundo a investigação, eles teriam ligação
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Organização criminosa é alvo de operação após destinar R$ 1 milhão para executar delegados no PI, diz SSP
Reprodução/SSP-PI
A operação contra uma organização criminosa suspeita de destinar cerca de R$ 1 milhão para planejar a execução dos delegados Charles Pessoa e Ayslan Magalhães identificou elementos que indicam a presença de investigados no exterior. Segundo a investigação, eles teriam ligação com estruturas do tráfico de drogas que possuem ramificações na Bolívia e no Uruguai.
De acordo com a investigação, apontados como integrantes continuavam atuando na organização criminosa mesmo depois de serem presos.
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Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o grupo passou a planejar os ataques após sofrer prejuízos milionários causados por operações policiais contra o tráfico de drogas no Norte do estado.
"Contava com articulação da liderança do CV aqui no litoral no Piauí. Não eram só ameaças, eles articulavam um plano real. Planejavam executar o plano no período eleitoral, onde o delegado Charles estaria mais vulnerável. A investigação é do Draco, mas recebemos também relatórios dentro do sistema prisional", disse o delegado Abimael Silva ao g1.
Uma dessas operações ocorreu em Bom Princípio do Piauí, onde a polícia apreendeu cerca de uma tonelada de drogas, principalmente cocaína, em uma propriedade rural.
Segundo a investigação, parte dos entorpecentes estava escondida em recipientes e tambores enterrados no terreno.
Delegado era monitorado
A investigação identificou que integrantes da organização criminosa monitoravam a rotina do delegado Charles Pessoa, especialmente os horários em que ele frequentava uma academia. Segundo a apuração, o grupo também acompanhava os deslocamentos e os compromissos públicos do delegado.
De acordo com os investigadores, o objetivo era aproveitar momentos em que Charles Pessoa estivesse mais exposto durante a campanha eleitoral para executar o ataque.
Um dos atentados teria sido planejado para a última quinta-feira (24), durante um evento político no bairro Mocambinho, na Zona Norte de Teresina. Conforme a investigação, o serviço de inteligência descobriu o plano antes da execução.
Com isso, as forças de segurança realizaram uma operação no local para impedir o ataque.
As informações obtidas durante o monitoramento também ajudaram a polícia a identificar a estrutura utilizada pela organização criminosa para planejar as ações.
Como funcionava o plano
Segundo a investigação, o grupo tinha uma divisão de tarefas para colocar os atentados em prática. Havia integrantes responsáveis por selecionar os executores, obter recursos financeiros e providenciar veículos, armas e outros meios necessários para a ação.
Entre os investigados está A.A.S., conhecido como "Pavão", apontado como integrante de um núcleo familiar que teria participação na estrutura de liderança da organização criminosa.
J.V.C., conhecido como "Meia-Noite", é apontado pela investigação como responsável pela coordenação operacional do plano. Segundo a polícia, ele teria recrutado executores de Fortaleza e providenciado a estrutura necessária para a execução dos ataques.
Também são investigados C.N.F., conhecido como "Barba", e A.D.P.N., conhecido como "Fantasmão". De acordo com a investigação, o primeiro teria atuado na transmissão e no acompanhamento de ordens dentro da organização, enquanto o segundo seria responsável pelo suporte logístico e pela articulação entre integrantes do grupo no Piauí.
A.L.F.S., conhecido como "André da Ilha", também é investigado por suposta participação na estrutura criminosa.
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