Haddad diz que cidade de SP viveu 'guerra por contratos do transporte' e que sistema é 'vespeiro'
O candidato ao governo Fernando Haddad (PT) durante agenda de campanha em SP Giba Bergamim/TV Globo O candidato ao governo estadual Fernando Haddad (PT) disse na tarde desta quinta-feira (17) que os alvos da operação que investiga a suspeita de ligação de empresas de ônibus da capital com o PCC e acabou no pedido de prisão do ex-presidente da Câmara Milton Leite (União Brasil) vão ter “condições d
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O candidato ao governo Fernando Haddad (PT) durante agenda de campanha em SP
Giba Bergamim/TV Globo
O candidato ao governo estadual Fernando Haddad (PT) disse na tarde desta quinta-feira (17) que os alvos da operação que investiga a suspeita de ligação de empresas de ônibus da capital com o PCC e acabou no pedido de prisão do ex-presidente da Câmara Milton Leite (União Brasil) vão ter “condições de se explicar”.
Haddad afirmou também que houve uma guerra pelos contratos do transporte na cidade em 2018. Ex-prefeito da capital entre 2013 e 2016, ele afirmou que os contratos com as empresas sob suspeita foram assinados após sua saída do cargo.
Ele também afirmou que, quando era prefeito, pediu para Milton Leite tirar férias quando o então vereador dizia que queira ser o presidente da Casa, entre 2013 e 2016. “Falei para ele: 'Milton, deixa o governo sossegado. Cada um no seu quadrado, deixa o governo tranquilo. Você me conhece, sabe que eu não gosto de confusão'", afirmou.
Segundo ele, a licitação ocorreu num momento de disputas entre as empresas de ônibus. A licitação foi preparada durante a gestão de Haddad, quando o então secretário de Transportes, Jilmar Tato, definiu que as antigas cooperativas de perueiros teriam que virar empresas para disputar as linhas. Segundo o MP, 12 das 22 empresas do sistema têm alguma relação com o crime organizado.
"Estava uma guerra absurda na cidade em torno desses contratos. Eu falei: 'Eu não quero o meu nome em contrato que eu não possa garantir lisura'", disse o candidato.
O petista disse haver indícios de irregularidades no formato em que a concorrência foi finalizada por gestões posteriores. "Quando foi feita a licitação, depois que eu deixei a prefeitura, houve uma única proposta por lote, o que indica, pelo menos a princípio, um conluio para o rateio dos contratos da prefeitura."
Por fim, disse que tem confiança nas investigações.
"Esse tema é um vespeiro há muito tempo. Rumor é uma coisa, evidência é outra, prova é outra. Diante das provas, nós temos que buscar a verdade do que de fato aconteceu no processo licitatório. Os envolvidos vão ter condição de se explicar", concluiu.