'História do Crime': o assassinato de Isabella Nardoni, a menina de 5 anos jogada do 6º andar pelo pai e pela madrasta
História do Crime Isabella Nardoni: a menina jogada do 6º andar pelo pai e pela madrasta O assassinato de Isabella Nardoni, de 5 anos, chocou o Brasil em março de 2008. A menina caiu do sexto andar do prédio onde o pai morava, na Zona Norte de São Paulo. A princípio, o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, afirmaram que um invasor havia entrado no apartamento e jogado Isabell
Conteúdo de G1 — ler no site de origem
História do Crime Isabella Nardoni: a menina jogada do 6º andar pelo pai e pela madrasta
O assassinato de Isabella Nardoni, de 5 anos, chocou o Brasil em março de 2008. A menina caiu do sexto andar do prédio onde o pai morava, na Zona Norte de São Paulo.
A princípio, o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, afirmaram que um invasor havia entrado no apartamento e jogado Isabella pela janela.
A investigação, no entanto, descartou a presença de uma terceira pessoa no apartamento e apontou que a menina havia sido agredida e asfixiada antes de ser jogada do prédio.
O caso Isabella Nardoni é o 14º episódio da série "História do Crime", que está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do História do Crime, para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
Caso Isabella Nardoni
Reprodução/Arquivo/TV Globo
Relembre o caso
Na noite de 29 de março de 2008, Isabella estava no apartamento do pai, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá. A menina caiu da janela do sexto andar e morreu.
A perícia descobriu que a tela de proteção da janela havia sido cortada.
Segundo os peritos, Isabella não havia caído acidentalmente: alguém havia rompido a tela e jogado a criança pela janela.
A versão apresentada inicialmente pelo pai e pela madrasta era de que uma terceira pessoa teria invadido o apartamento enquanto eles estavam no local.
A hipótese, porém, foi descartada pela investigação.
Os peritos disseram que a única maneira de alguém entrar no prédio sem ser visto seria escalando um muro. Não foram encontrados sinais de invasão.
Fachada do Edifício Londron, na Zona Norte de São Paulo, onde Isabella Nardoni foi morta
Bruno Azevedo/G1
As provas
Hora 1_isabella
reprodução TV Globo
A perícia encontrou indícios de que Isabella havia sido agredida antes da queda. O laudo do Instituto Médico-Legal apontou que a menina foi asfixiada.
Também foram encontrados vestígios de sangue no caminho entre o carro da família e o apartamento.
Segundo os peritos, as marcas encontradas no pescoço da criança eram compatíveis com as mãos da madrasta.
Outra conclusão da perícia foi de que Isabella teria sido carregada por uma pessoa com altura compatível com a do pai.
As provas reunidas durante a investigação levaram à acusação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Os dois sempre negaram ter cometido o crime.
Alexandre Nardoni
Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo/Arquivo
Um dos julgamentos mais acompanhados do país
Casal Nardoni em carro da polícia
Agência O Globo
O julgamento aconteceu em março de 2010 e durou cinco dias.
O caso provocou uma enorme comoção nacional durante as investigações. E, durante o julgamento, multidões se reuniram em frente ao fórum em São Paulo para acompanhar o desfecho
Alexandre Nardoni foi condenado a 31 anos, 1 mês e 10 dias de prisão por homicídio triplamente qualificado e fraude processual.
Anna Carolina Jatobá foi condenada a 26 anos e 8 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado.
Os dois foram levados para o Complexo Penitenciário de Tremembé, no interior de São Paulo.
Condenado pela morte da filha, Alexandre Nardoni deixa presídio em saidinha do Dia dos Pais
Camilla Motta/G1
O que aconteceu com os condenados?
Anna Carolina Jatobá ficou cerca de nove anos no regime fechado antes de passar para o semiaberto, em 2017.
Em 2023, ela recebeu autorização para cumprir o restante da pena em liberdade.
Alexandre Nardoni ficou cerca de 11 anos no regime fechado até conseguir a progressão para o semiaberto, em 2019.
Em 2024, passou a cumprir a condenação em regime aberto.
Mesmo anos depois do crime, o caso Isabella Nardoni permanece como um dos assassinatos que mais chocaram e mobilizaram o Brasil.
Caso Nardoni: 15 anos após o crime, como estão os condenados pela morte da menina Isabella
Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo/Arquivo e Luiza Veneziani/g1/Arquivo