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domingo, 27 de setembro de 2026
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ICE amedronta trabalhadores e faz cair processamento de carne nos EUA; país tenta baixar preços

Trump determina permite importação carne moída sem taxa adicional para tentar baixar preços nos EUA As operações de repressão à imigração nos Estados Unidos começaram a afetar o funcionamento de frigoríficos no Kansas, um dos principais polos de produção de carne bovina norte-americana. Com trabalhadores faltando por medo de abordagens do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), serviço de imigraçã

Por Redação Publicado em 27 de setembro de 2026 às 05:00 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

ICE amedronta trabalhadores e faz cair processamento de carne nos EUA; país tenta baixar preços
Publicado originalmente por [fonte]

Trump determina permite importação carne moída sem taxa adicional para tentar baixar preços nos EUA

As operações de repressão à imigração nos Estados Unidos começaram a afetar o funcionamento de frigoríficos no Kansas, um dos principais polos de produção de carne bovina norte-americana.

Com trabalhadores faltando por medo de abordagens do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), serviço de imigração dos EUA, fábricas reduziram o ritmo de abate e milhares de bois tiveram o envio para processamento atrasado.

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O problema acontece em um momento delicado para a cadeia de carne americana: o país tem o menor rebanho bovino em cerca de 75 anos e a carne está em preços recordes. Por isso, uma nova redução no ritmo dos frigoríficos pode aumentar ainda mais a pressão sobre a oferta.

Isso pode dificultar ainda mais a chegada de carne aos supermercados em um momento em que o governo de Donald Trump tenta justamente reduzir os preços.

Por que a carne está tão cara nos EUA?

A produção de carne bovina depende de uma cadeia relativamente simples. Primeiro, o pecuarista cria o gado. Depois, os animais são enviados para confinamentos e, quando estão prontos, seguem para os frigoríficos. É ali que são abatidos e transformados em carne para chegar aos supermercados e restaurantes.

Nos últimos anos, os produtores americanos reduziram o número de animais porque a seca encareceu e dificultou a criação. Com menos bois disponíveis, há menos matéria-prima para os frigoríficos processarem. E, quando a oferta de um produto diminui enquanto a procura continua, o preço tende a subir.

Trump tenta aumentar a oferta de carne

Para tentar colocar mais carne no mercado e reduzir os preços, o governo adotou medidas para facilitar a entrada de produto estrangeiro. Uma delas permite a importação temporária de até 300 mil toneladas de carne moída em 90 dias sem uma tarifa adicional que normalmente é cobrada quando o limite de uma cota é ultrapassado.

A estratégia, porém, enfrenta resistência de parte dos pecuaristas americanos. A preocupação é que mais carne importada reduza o preço recebido pelos produtores dos Estados Unidos e desestimule a criação de novos animais.

Trump também abriu uma investigação sobre o funcionamento do mercado e das grandes empresas processadoras.

O preço da comida também pesa nas eleições

A discussão ganhou importância porque os Estados Unidos terão eleições de meio de mandato em novembro.

➡️ Nessa votação, os americanos vão escolher deputados e parte dos senadores. O resultado define quem terá maioria no Congresso durante os próximos dois anos.

O custo de vida é uma das preocupações do eleitorado. Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada em setembro mostrou que 17% dos americanos aprovavam a atuação de Trump em relação ao custo de vida.

A carne bovina é apenas um dos alimentos que ficaram mais caros, mas tem um peso importante porque faz parte da alimentação cotidiana e porque o problema envolve diretamente produtores rurais, frigoríficos e consumidores.

O que a imigração tem a ver com o preço da carne?

O Kansas é um dos principais centros de processamento de carne bovina dos Estados Unidos. Nesta semana, agentes do ICE intensificaram operações em cidades como Dodge City, Liberal e Garden City.

Segundo autoridades locais, organizadores comunitários e entidades do setor, parte dos trabalhadores deixou de ir aos frigoríficos por medo de ser abordada pelos agentes. O resultado foi uma redução no ritmo de algumas fábricas.

E isso cria um problema para a cadeia: não basta ter gado disponível. É preciso ter trabalhadores e capacidade para transformar os animais em carne.

Abate de gado caiu 16%

O impacto já apareceu nos dados oficiais. Na quinta-feira (24), os frigoríficos americanos abateram cerca de 90 mil bovinos, uma queda de 16% em comparação com a mesma quinta-feira da semana anterior, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Na quarta-feira, a redução havia sido de aproximadamente 9%. Não é possível dizer quanto dessa queda foi causada diretamente pela operação do ICE. Mas entidades do setor afirmam que a redução da mão de obra e os atrasos nos transportes de animais já estão afetando a cadeia.

São quase oito cabeças de gado bovino para cada tocantinense

Divulgação/Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

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