Idoso de 71 anos tenta reencontrar irmão que não vê desde que deixou o Acre na infância: ‘Sonho’
Aos 71 anos, acreano tenta reencontrar irmão que não vê desde que deixou o Acre Aos 71 anos, o acreano José Barbosa Neto, levado pelo pai para Rondônia quando tinha cerca de 3 anos, mantém um desejo que o acompanha desde a infância: reencontrar o irmão e os demais familiares que ficaram em Rio Branco após a separação dos pais. De acordo com José, entre as poucas lembranças e documentos que restara
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Aos 71 anos, acreano tenta reencontrar irmão que não vê desde que deixou o Acre
Aos 71 anos, o acreano José Barbosa Neto, levado pelo pai para Rondônia quando tinha cerca de 3 anos, mantém um desejo que o acompanha desde a infância: reencontrar o irmão e os demais familiares que ficaram em Rio Branco após a separação dos pais. De acordo com José, entre as poucas lembranças e documentos que restaram daquela época, está uma certidão de nascimento que, segundo ele, foi levada pelo pai quando deixaram o Acre.
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➡️ O documento está em nome de Antônio Barbosa da Silva, irmão que teria permanecido na capital acreana.
“Estou procurando meu irmão que eu deixei lá [no Acre]. Nesse tempo que meu pai veio [para Rondônia], ele trouxe o registro dele. Eu tenho o registro dele [do irmão]”, afirmou.
José Barbosa Neto, de 71 anos, busca reencontrar irmão que não vê desde que deixou o Acre
Arquivo pessoal
Ao g1, José contou que, atualmente, mora em Guajará-Mirim. Segundo ele, após a separação, o pai procurou a Justiça e ficou com a guarda dele. O irmão, que ainda era bebê, permaneceu com a mãe. O pai de José, Sebastião Naciso da Silva, era de Alagoas e veio para o Acre como soldado da borracha.
“Quando meu pai se separou da minha mãe, eu tinha três anos de idade. Aí ele colocou na Justiça, o juiz deu a minha guarda para ele, só não dava o outro, que o outro era novinho, tinha seis meses de nascido”, relembrou.
Pouco tempo depois, pai e filho deixaram o Acre. De acordo com José, eles viajaram primeiro de avião até Porto Velho, capital de Rondônia. Posteriormente, seguiram para Vila Iata, em Guajará-Mirim, também no estado rondoniense, quando ele já tinha 5 anos.
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Após passar um período no local, pai e filho se mudaram para uma localidade conhecida como 5ª Linha do Iata, cerca de seis quilômetros do distrito. Foi neste lugar que José cresceu e permaneceu ao lado do pai por um período de sua vida.
O pai dele, que até então era a principal referência de família de José, morreu vítima de um infarto enquanto trabalhava em Guajará-Mirim, em 1989. “Ele faleceu e eu fiquei sozinho aqui em Guajará”, relatou.
Na foto, José está ao lado do seu padrinho e foi tirada na época em que ainda morava em Rio Branco
Arquivo pessoal
Sonho do reencontro
O acreano lembra também o nome da mãe: Maria Hélia do Nascimento. Além disso, José diz que a família do avô materno era conhecida pelo sobrenome Martim. A família, de acordo com ele, teria vivido em uma colônia chamada Custódia de Freitas, local que teria passado por mudanças ao longo dos anos.
O filho do acreano, Leandro da Silva Barbosa, compartilhou que o pai sempre falou sobre a vontade de descobrir o que aconteceu com os familiares que ficaram no Acre. “Ele sempre teve esse sonho de ir em Rio Branco, mas não sei porque ele não criou coragem ainda de ir. Ele sempre falava que um dia, quando se aposentasse, ia em Rio Branco procurar a família dele”, detalhou.
Leandro relata também que o pai tentou procurar os familiares algumas vezes, mas não teve sucesso, já que na época não tinha tanta tecnologia como atualmente. Foi a partir desse desejo que ele decidiu tentar ajudar o pai por meio da internet.
“Eu falei: ‘Pai, eu vou tirar uma foto do senhor aqui, vou escrever um texto e vou procurar algum site lá de Rio Branco, do Acre, e postar, para ver se encontra algum familiar seu’”, relatou.
Pai de José era de Alagoas e veio para o Acre como soldado da borracha
Arquivo pessoal
Ajuda nas buscas
Para Leandro, a certidão levada pelo avô pode ser uma das principais pistas para localizar Antônio Barbosa da Silva. De acordo com o relato da família, Antônio nasceu em abril de 1957 e seria mais novo que José. Ele acredita ainda que a mãe de José possa ter tido outros filhos depois da separação. “Provavelmente, a mãe dele deve ter tido mais filhos, porque ele saiu de lá. Ele disse que ela tinha uns 20 anos na época. Então, desde aí, ele não teve mais nenhum contato com ninguém da família por parte de mãe”, disse.
Leandro relata que nasceu no mesmo ano em que o avô morreu. Logo, não chegou a conhecê-lo. Segundo ele, a busca é uma tentativa de realizar um desejo antigo do pai, que passou a maior parte da vida longe dos parentes de origem.
“Ele é ‘sozinho no mundo’, só tem apenas conhecidos. Os únicos parentes são a gente, filho e minha mãe. Ele sempre teve esse sonho de conhecer sua família”, afirmou.
Segundo Leandro, a busca é uma tentativa de realizar um desejo antigo do pai desde que saiu do Acre
Arquivo Pessoal
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