InnoSpace aponta falha no controle das aletas do foguete SEBIT após voo em Alcântara
InnoSpace aponta falha no controle das aletas do SEBIT após voo em Alcântara, no MA A empresa sul-coreana InnoSpace informou, na quarta-feira (30), que identificou divergências no sistema que controla as aletas do foguete suborbital SEBIT durante o voo de teste realizado em 19 de agosto, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A missão foi encerrada cerca de 35 segundos após a dec
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InnoSpace aponta falha no controle das aletas do SEBIT após voo em Alcântara, no MA
A empresa sul-coreana InnoSpace informou, na quarta-feira (30), que identificou divergências no sistema que controla as aletas do foguete suborbital SEBIT durante o voo de teste realizado em 19 de agosto, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A missão foi encerrada cerca de 35 segundos após a decolagem, depois que o veículo desviou da trajetória prevista.
🔎 De acordo com a empresa, a análise dos dados de telemetria apontou a necessidade de ajustes no algoritmo que controla as quatro aletas instaladas na parte inferior do foguete. Essas estruturas ajudam a controlar a direção e a posição do veículo durante o voo.
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A conclusão faz parte de uma análise interna da companhia, enviada ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Segundo a InnoSpace, a investigação sobre o caso continua em conjunto com o órgão brasileiro.
A InnoSpace identificou diferenças entre o comportamento previsto em projeto e o desempenho real das aletas durante a fase de baixa velocidade. Segundo a empresa, os dados serão usados para aperfeiçoar o sistema de controle e os procedimentos de projeto e testes antes do próximo voo de verificação.
InnoSpace aponta falha no controle das aletas do foguete SEBIT após voo em Alcântara
Divulgação/Innospace
Segundo Soojong Kim, fundador e CEO da InnoSpace, a empresa trabalha com a previsão de realizar um novo voo de verificação do SEBIT em novembro. Já a próxima tentativa de lançamento do HANBIT-Nano, antes prevista para novembro deste ano, deve ficar para o primeiro semestre de 2027.
A companhia não informou, no comunicado, se a divergência identificada no controle das aletas foi a única responsável pelo desvio de trajetória.
Sistema que encerrou voo funcionou como previsto, diz empresa
InnoSpace divulga vídeo do teste com foguete Sebit em Alcântara
Divulgação/Innospace
No lançamento de 19 de agosto, o SEBIT decolou às 16h30, mas apresentou movimentos fora da trajetória planejada. Por segurança, a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS, na sigla em inglês).
O voo terminou cerca de 35 segundos após a decolagem. O foguete caiu em uma área de segurança marítima definida antes da missão. Não houve feridos nem danos às instalações.
A InnoSpace afirma que o FTS funcionou conforme o previsto. O sistema desenvolvido pela empresa não utiliza dispositivos pirotécnicos. Após receber o comando de interrupção, ele corta o fornecimento de oxidante ao motor e executa a sequência prevista para encerrar o voo.
Segundo a InnoSpace, a FAB também avaliou que o procedimento de terminação ocorreu de forma segura.
Novo voo do SEBIT deve ocorrer em novembro
A InnoSpace informou que discute com a Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil (ALADA) e com a FAB a possibilidade de realizar o novo voo do SEBIT em novembro.
A data ainda não foi definida. Segundo a companhia, o cronograma dependerá do andamento da investigação, das melhorias técnicas, das verificações no foguete e das condições operacionais do Centro de Lançamento de Alcântara.
🚀 O que é o SEBIT
Innospace anuncia novos testes e lançamento de foguete em Alcântara
Divulgação/Innospace
O SEBIT é um foguete suborbital multifuncional desenvolvido pela empresa sul-coreana Innospace para missões de teste, verificação de tecnologias e pesquisas com cargas úteis. O dispositivo pode atingir altitudes de até 100 quilômetros.
O modelo tem um motor híbrido com três toneladas de empuxo e um sistema integrado de telemetria, utilizado para transmitir e analisar, em tempo real, informações como a posição do foguete e o status da carga útil durante o voo.
Segundo a Innospace, o dispositivo foi desenvolvido para atender à demanda por pesquisas científicas e demonstrações de tecnologias espaciais em áreas como biotecnologia, medicina, novos materiais e sistemas de orientação, navegação e controle.