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Janones nega ter postado fake news em canal e diz que vai acionar advogada de Flávio Bolsonaro por calúnia

Janones diz que vai acionar advogada de Flávio Bolsonaro por calúnia O deputado André Janones (Rede - MG) afirmou nesta quarta-feira (14), em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, que não divulgou notícias falsas no canal “Exército do Lula” e que seus advogados vão acionar por calúnia a advogada da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Maria Cláudia Bucchianeri. A declaração foi uma resposta à entre

Por Redação Publicado em 14 de outubro de 2026 às 14:33 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Janones nega ter postado fake news em canal e diz que vai acionar advogada de Flávio Bolsonaro por calúnia
Publicado originalmente por [fonte]

Janones diz que vai acionar advogada de Flávio Bolsonaro por calúnia

O deputado André Janones (Rede - MG) afirmou nesta quarta-feira (14), em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, que não divulgou notícias falsas no canal “Exército do Lula” e que seus advogados vão acionar por calúnia a advogada da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Maria Cláudia Bucchianeri.

A declaração foi uma resposta à entrevista concedida pela advogada ao programa, antes da participação do deputado. Ela afirmou que Janones havia apagado mensagens com fake news publicadas no canal.

“A doutora cometeu um crime. Os advogados meus já irão acioná-la porque ela afirmou que eu pratiquei crimes que eu não pratiquei. Isso chama calúnia”, disse o deputado.

Maria Cláudia afirmou que a equipe jurídica da campanha de Flávio incluiu, no relatório que deve entregar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), provas de que o deputado, responsável pelo grupo Exército do Lula no WhatsApp, disseminou notícias falsas na plataforma.

Ela também disse que o tribunal não encontrou fake news no canal durante a análise porque Janones apagou as mensagens.

“Na verdade, a área técnica não disse que não tem [fake news]. Disse que não identificou. Ela disse que não achou. E ela não achou por um motivo muito simples: o Janones apagou um terço das mensagens que ele colocou naquele grupo”, declarou.

Cronologia: entenda o vaivém do canal 'Exército do Lula' na Justiça Eleitoral

O parlamentar confirmou que excluiu mensagens. Segundo ele, porém, as publicações continham orientações para mobilizar apoiadores, como chamadas para ampliar o número de participantes do canal ou de seguidores de perfis ligados à esquerda.

Janones explicou que apaga parte dessas publicações depois que as ações, que chama de “missões”, são concluídas, para facilitar o acesso dos novos integrantes aos conteúdos mais recentes.

“Quando essa missão é cumprida, eu apago esse áudio porque eu não vou perder o tempo dos novos membros ouvindo algo que não faz mais sentido”, afirmou.

Críticas à decisão sobre o canal

O parlamentar também criticou a determinação de registrar o Exército do Lula na Justiça Eleitoral. O registro ocorreu após uma série de impasses e embates jurídicos envolvendo o canal de WhatsApp na Corte.

Na avaliação do administrador do canal, a exigência é ilegal porque ele não é candidato à Presidência. O deputado disse que cumpriu a ordem para evitar que o canal fosse retirado do ar.

“A gente está vendo a censura acontecer diante dos nossos olhos, devagarinho. A gente está vendo uma ditadura começando a se instalar no nosso país”, afirmou.

O deputado acusou tratamento desigual entre as campanhas de Lula e Flávio. Como comparação, citou os grupos e a atuação digital do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), aliado do candidato do PL. O canal de WhatsApp administrado pelo parlamentar mineiro foi criado em resposta à iniciativa de Janones.

Questionado sobre uma reunião prevista para as 16h no TSE para discutir a volta do canal, Janones disse que será representado por seus advogados e rejeitou a possibilidade de um acordo com a parte adversária.

“A gente não quer acordo com essa gente. A gente quer que a Justiça prevaleça”, afirmou.

Críticas à comunicação da campanha de Lula

Durante a entrevista, Janones também afirmou que a campanha de Lula demorou a reconhecer a importância das redes sociais na disputa eleitoral. Disse ainda que foi criticado por alertar sobre o avanço de Flávio Bolsonaro.

“Na verdade, eles não me ignoravam. Se me ignorassem, já seria um ponto positivo. Eu era criticado, atacado muito por falar isso”, declarou.

Apesar da avaliação, o deputado afirmou que ainda há tempo para a campanha reagir e que “a reeleição de Lula tomou um caminho da vitória que é praticamente irreversível”.

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