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Laudo aponta presença de fenol, substância tóxica e corrosiva, nas roupas de piloto que morreu após 'banho de óleo' no PR

Perícia encontra fenol em roupas de piloto A perícia encontrou fenol, uma substância tóxica e corrosiva, nas roupas do piloto Gustavo Henrique Lara, que morreu após receber um “banho de óleo” durante uma comemoração em uma escola de aviação de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O laudo da Polícia Científica aponta que as roupas estavam completamente embebidas pela substância e que as lesões descrita

Por Redação Publicado em 21 de setembro de 2026 às 09:55 4 min de leitura

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Laudo aponta presença de fenol, substância tóxica e corrosiva, nas roupas de piloto que morreu após 'banho de óleo' no PR
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Perícia encontra fenol em roupas de piloto

A perícia encontrou fenol, uma substância tóxica e corrosiva, nas roupas do piloto Gustavo Henrique Lara, que morreu após receber um “banho de óleo” durante uma comemoração em uma escola de aviação de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

O laudo da Polícia Científica aponta que as roupas estavam completamente embebidas pela substância e que as lesões descritas na necropsia são compatíveis com os efeitos da exposição ao fenol.

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Gustavo morreu em 16 de julho, depois de passar pelo ritual que comemorava seu primeiro voo solo. Ele começou a passar mal após receber o produto no corpo, teve dificuldade para respirar, uma crise convulsiva e três paradas cardiorrespiratórias.

🔎 Fenol é uma substância química usada na fabricação de plásticos, resinas e medicamentos. Também pode ser usado em procedimentos estéticos, como o peeling de fenol. A substância é tóxica e corrosiva e pode causar intoxicação e queimaduras químicas.

O laudo apontou como causa da morte uma asfixia mecânica por edema de via aérea após exposição química — ou seja, asfixia causada por um inchaço na garganta devido à reação alérgica. Além disso, o laudo aponta diversas queimaduras químicas no rosto, nas coxas e no abdômen.

A Polícia Civil (PC-PR) deve concluir, ainda nesta segunda-feira (21), o inquérito policial e apontar se houve ou não crime durante a cerimônia.

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Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, era engenheiro

Reprodução

Perícia encontra diferença nas amostras

A perícia encontrou fenol tanto nas roupas do piloto quanto no líquido recolhido de uma garrafa durante a investigação. Os exames, porém, apontaram que as duas amostras tinham composições diferentes.

Nas roupas de Gustavo, o fenol estava dissolvido em água. Já no líquido encontrado na garrafa, o fenol estava misturado a hidrocarbonetos, derivados de petróleo.

Por isso, segundo o laudo, os dois materiais são quimicamente incompatíveis. A perícia não conseguiu determinar por que as amostras são diferentes nem de onde veio o fenol encontrado nas roupas do piloto.

Engenheiro Gustavo Henrique Lara tinha 27 anos e sonhava em ser piloto

Reprodução/Redes Sociais

A investigação também não conseguiu afirmar se houve adulteração ou mistura proposital no produto. Para fazer essa comparação, seria necessário analisar uma amostra original do óleo de motor de aeronave utilizado no ritual, segundo a polícia.

A investigação ainda deve esclarecer a origem da substância encontrada nas roupas, quem colocou o produto no corpo do piloto e por que o líquido da garrafa tem composição diferente do material que atingiu Gustavo.

Relembre o caso

Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu em 16 de julho, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, após receber um “banho de óleo” durante uma comemoração pelo primeiro voo solo como piloto. O jovem era engenheiro eletricista especializado em manutenção de equipamentos hospitalares.

O ritual é uma tradição em escolas de aviação para marcar etapas da formação. Na ocasião, o estudante recebe óleo de motor de aeronave no corpo.

Segundo a Polícia Civil, o produto foi jogado em Gustavo por um instrutor da escola. Após a cerimônia, o piloto começou a passar mal e teve dificuldade para respirar. Familiares e amigos tentaram socorrê-lo, e ele foi atendido pelo Samu.

Aluno de escola de aviação que morreu após ritual de banho de óleo no PR sonhava em ser piloto e fez post horas antes de morrer

Reprodução/Redes Sociais

O laudo da Polícia Científica apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica provocada por edema nas vias aéreas, ou seja, um inchaço que bloqueou a passagem de ar. O documento também apontou diversas queimaduras químicas no rosto, nas coxas e no abdômen.

O instrutor que jogou o produto no piloto foi preso em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ele pagou fiança de R$ 3 mil e responde ao inquérito em liberdade. O nome dele não foi divulgado.

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