Mãe de Brenda Bulhões fecha salão onde filha foi executada a tiros no litoral de SP
Vídeo mostra execução de jovem empresária em frente ao próprio comércio no litoral de SP A cabeleireira Elisangela da Silva decidiu fechar o salão de beleza onde trabalhava com a filha, a empresária Brenda Bulhões, executada a tiros em frente ao estabelecimento em Guarujá, no litoral de São Paulo. Ao g1, ela contou que tentou manter o negócio por quase dois anos para preservar o sonho da filha, ma
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Vídeo mostra execução de jovem empresária em frente ao próprio comércio no litoral de SP
A cabeleireira Elisangela da Silva decidiu fechar o salão de beleza onde trabalhava com a filha, a empresária Brenda Bulhões, executada a tiros em frente ao estabelecimento em Guarujá, no litoral de São Paulo. Ao g1, ela contou que tentou manter o negócio por quase dois anos para preservar o sonho da filha, mas não conseguiu mais sustentar o espaço.
"Sempre foi o sonho da Brenda. Foi mais dela do que meu. Eu sinto que falhei, mas sozinha não consigo. Se os clientes não vão, eu não consigo. Ali a gente tem tudo o que ela sempre sonhou, é tudo do jeito dela e destruir aquilo de alguma forma me dói, me enfraquece", lamentou Elisangela.
Brenda foi baleada quando chegava para trabalhar no salão, no bairro Paecará, em 29 de novembro de 2024 (assista acima). O ex-companheiro dela, Bruno dos Santos Campos, é apontado como o principal suspeito do crime e foi preso dois meses depois, na fronteira do Brasil com o Paraguai.
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Brenda Bulhões foi morta na porta do salão de beleza que mantinha com a mãe em Guarujá
Arquivo Pessoal
Retorno após o crime
Elisangela retomou o trabalho no salão no mês seguinte ao assassinato. Segundo ela, a decisão foi uma forma de honrar o compromisso da filha com os clientes, principalmente por causa da proximidade das festas de fim de ano. "Eu sabia que não teria vaga em outros salões", afirmou. No entanto, o retorno ao local do crime foi extremamente difícil para a cabeleireira. "No primeiro dia, eu não conseguia nem abrir [o salão]. Eu tive a ajuda dos vizinhos", afirmou. Ainda segundo Elisangela, ela precisou do incentivo da família para tocar o negócio, que era administrado por Brenda. "Voltei porque o meu marido insistiu muito, disse que era o sonho dela", explicou. A cabeleireira enfrentou outras dificuldades. Ela não conhecia muitos dos clientes atendidos por Brenda e precisou restringir os horários de funcionamento para cuidar da neta deixada pela filha.
Elisangela contou que viu o estabelecimento esvaziar aos poucos e passou a sofrer muito com a situação. Ela chegou a buscar alternativas, inclusive contratando outras profissionais, mas não conseguiu reverter o cenário. Brenda Bulhões era cabeleireira em Guarujá
Redes sociais
"Eu fiquei lutando até que eu vi que não ia conseguir mais. Eu lutei de tudo quanto é forma", lamentou.
Apesar do fechamento, Elisangela afirmou que pretende continuar trabalhando como cabeleireira, inclusive com atendimentos domiciliares.
"Todo mundo diz que são ciclos que se fecham para abrir outro, mas ainda não consigo ver dessa forma. Estou bem triste, mas é porque eu passei um ano e dez meses lutando ali, com dor, sem dor, tinha hora que eu não conseguia nem respirar. Depois a gente vai até se acostumando, mas é com muita tristeza que eu fecho esse salão", afirmou.
Elisangela da Silva é mãe de Brenda Bulhões, morta a tiros em Guarujá (SP)
Reprodução/TV Tribuna
Quem era Brenda Bulhões
Mãe, filha, irmã, amiga e empreendedora do ramo de beleza, Brenda Bulhões deixou uma filha que, na época, tinha 9 anos. A empresária morreu dias antes de completar 27 anos. Ela nasceu na mesma data do irmão dela, mas sete anos depois. Por isso, a dupla costumava celebrar junto os aniversários. Em 2024, a mãe dela contou que Brenda mantinha os preparativos para uma festa.
"Era aquela pessoa que se estivesse feliz, ela estava feliz demais. Se ela estivesse amando, estava amando demais. Se estivesse triste e brava, também era demais", disse a mãe dela. A cabeleireira ainda falou que desde o nascimento da neta, Brenda lutou pela filha. “Criou [a menina] e trabalhava muito para dar tudo. Tudo não é só dinheiro, mas amor”, explicou.
Brenda Bulhões (à esq.) foi morta a tiros em frente ao próprio salão de beleza em Guarujá (SP)
Redes Sociais e Reprodução
Relembre o caso
Brenda foi assassinada na Rua Pará, no bairro Paecará, por volta das 8h20 de 29 de novembro de 2024.
Imagens registraram o momento em que ela estacionou uma motocicleta em frente ao salão. Instantes depois, um homem usando capacete caminhou em direção à empresária, atirou e fugiu. A ação durou menos de um minuto.
De acordo com a prefeitura, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e realizou manobras de reanimação cardiopulmonar, mas Brenda não resistiu. A morte foi constatada no local.
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