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quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Mendonça afirma que esperava 'represálias' e nega ter motivo para temer críticas e intimidações

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (17) que seguirá cumprindo seu dever institucional "apesar de ataques e tentativas de intimidação" que, segundo ele, passaram a ocorrer depois que decidiu levar adiante informações recebidas da Polícia Federal. Mendonça disse ao blog que já esperava "represálias" ao tomar a decisão e afirmou ter sido advertido

Por Redação Publicado em 17 de setembro de 2026 às 14:46 2 min de leitura

Conteúdo de G1ler no site de origem

'Nada tenho a temer', diz Mendonça ao mencionar ataques e tentativas de intimidação
Publicado originalmente por [fonte]


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (17) que seguirá cumprindo seu dever institucional "apesar de ataques e tentativas de intimidação" que, segundo ele, passaram a ocorrer depois que decidiu levar adiante informações recebidas da Polícia Federal.

Mendonça disse ao blog que já esperava "represálias" ao tomar a decisão e afirmou ter sido advertido, de forma "implícita e explícita", de que ele e pessoas próximas seriam alvo de ataques.

Ao justificar sua posição, o ministro citou o filósofo Arthur Schopenhauer e afirmou que ataques pessoais costumam ser usados por quem tenta vencer um debate sem apresentar argumentos consistentes.

"Quando decidi levar adiante as informações que recebi da Polícia Federal, sabia que viriam represálias. Fui advertido, de forma implícita e explícita, de que viriam ataques à minha pessoa e a pessoas próximas a mim", declarou.

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Apesar disso, o ministro afirmou não ter receio das críticas.

"Nada tenho a temer. Assim, apesar dos ataques e tentativas de intimidação, seguirei cumprindo meu dever com serenidade e responsabilidade", disse.

Declaração ocorre em meio à disputa no caso Master

A manifestação de Mendonça ocorre em meio ao embate entre ministros do STF relacionado aos desdobramentos do caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master.

Nesta quinta (17), o ministro Flávio Dino afirmou ver indícios de relação entre empresas ligadas ao conglomerado de Vorcaro e uma nova concessionária de cemitérios de São Paulo e determinou o envio do material à Polícia Federal para apuração.

Ao mesmo tempo, Dino vedou qualquer investigação contra o próprio colega André Mendonça.

A fala também ocorre em um momento de forte tensão pública dentro do Supremo em torno da condução do caso, que tem provocado manifestações de ministros e ampliado a crise institucional em torno das investigações.

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Alejandro Zambrana/STF

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